<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268</id><updated>2011-11-06T23:10:55.392-08:00</updated><title type='text'>Diários de um Jornalista Bêbado</title><subtitle type='html'>Opinião que ninguém pediu, jornalismo gozo e picaretagem em geral</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>84</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-4322367626168189908</id><published>2009-01-15T12:08:00.000-08:00</published><updated>2009-01-15T12:10:49.324-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;APOSENTANDO O ESPAÇO PÚBLICO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Diários do Rum mudou. Agora eu estou &lt;a href="http://trocosedestrocos.wordpress.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-4322367626168189908?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/4322367626168189908/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=4322367626168189908' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4322367626168189908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4322367626168189908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2009/01/aposentando-o-espao-pblico-o-dirios-do.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-1465777283549965421</id><published>2008-11-24T20:21:00.000-08:00</published><updated>2008-11-24T20:23:14.489-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quem visita esse blog sabe que eu não costumo usar muito ele para fins confessionais – é meio chato. Mas... essa rapaziada merece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Troços &amp; destroços&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no princípio era o verbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa no verbo, porque às vezes a ação é a única maneira. E é ao redor de uma mesa que, desde sempre, a humanidade costuma verbalizar. Um dia, há tempos, eu e mais dois caras nos pegamos ao redor de uma mesa de bar, drenando conhaques pra combater o frio, falando besteiras – mulher, é claro; conversa de homem em bar sempre termina em mulher. A bebedeira deu certo, foi repetida, viramos bons colegas. Eu era então um roceiro, um caipira recém-chegado à “cidade grande” - e continuo sendo. Aqueles dois caras eram as primeiras duas pessoas importantes que eu conhecia por estas bandas... mas só ia descobrir isso algum tempo depois. Viraram figuras de primeira relevância na minha então novíssima rede social. Um dia, decidi que já era hora de chamá-los de amigos mesmo. Os amigos são uma parte do meu catálogo social onde eu incluo pessoas com muito cuidado; pinçadas mesmo. Diferencio muito amizade de coleguismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, um dos sujeitos resolveu engatar um namoro, sob os veementes protestos dos outros dois. Saldo: tivemos que admitir uma “mina” no meio de nossas conversas de macho, o que incluía a instauração de um novo código de conduta – nada mais de falar de mulheres e aventuras sexuais. Norma baixada, fui o primeiro a fazer questão de desrespeitá-la, na tentativa de afugentar a fêmea. Não funcionou. Tentamos resistir, tentamos fazer bares paralelos, só de homens; mas acho que o amor foi mais forte. Enfim, precisamos nos consolar com o fato de que a Fer estava em meio ao grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, precisávamos então de mais uma mulher, pra fazer companhia a ela, já que uma moça poderia ficar muito constrangida em meio a tanta testosterona. Foi a vez de angariar a Mari, que dos males foi o menor: ela é mais macho que muito homem que eu conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João (o Bolo), Pedro (o Pedrada), Fer e Mari: essas quatro criaturas foram meu porto nesses quatro anos de cidade grande; sem elas eu talvez não tivesse encontrado um lugar razoavelmente seguro para ancorar minhas pernas. Eles me agüentaram. Eu, o especialista em roubadas, um sujeito que exige muito de seus amigos (sobretudo, muita paciência, tenho consciência disso). Multiplicaram-se as bebedeiras, umas brigas, uns acertos de contas... o Bolo emagreceu um bocado – e também sumiu uma época. Hoje, é um homem responsável, de relacionamento estável, quase advogado, de cabelos curtos e sapatos sei lá de que marca (eu não fico prestando atenção nessas frescuras)... veja só, quase um homenzinho! É interessante olhar em retrospecto e ver como todos tivemos nossas mudanças. (Meu Deus!, o Pedro era um surfista!) Não gosto da palavra “amadurecer”, mas creio que todos nos tornamos pessoas um pouco melhores. E, entre mortos e feridos, sempre sobrevivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecemos outros bróders, é claro, mas como diz a Fer, sempre formamos o time do boteco old school. E do time onde esses quatro jogam, só outras duas pessoas fazem parte atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz a música do Belchior, eu sou só um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes, e vindo do interior... ou seja: não tenho lhufas, xongas... assim, ofertei a eles a única coisa que tinha e que considerava de valor: lealdade. Espero que, por ventura, não tenha parecido pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira, tiramos uma foto, pra guardar de lembrança, durante um momento meio “emo”, todo mundo entorpecido de vinho – o álcool, essa coisa que faz aflorar tanto a fúria quanto o sentimentalismo. Nesse momento, perto do fim da faculdade para pelo menos três de nós, os elos vão afrouxando-se, e já começa a dar saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho dois amigos mortos, o que, creio, já é um bom saldo para alguém com 21 anos. Acabei deixando alguns outros para trás, arremessados que vivemos sendo pelo mundo para os lugares mais insólitos. Paciência. A vida nunca foi mesmo reconhecida por seu senso de Justiça. Devo confessar, porém, que invejo os tigres, esses animais solitários que não estabelecem vínculos com nada e vivem (creio eu, nunca fui tigre pra saber exatamente) bem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, o que quer que aconteça, por favor, cuidem-se, crianças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-1465777283549965421?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/1465777283549965421/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=1465777283549965421' title='38 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/1465777283549965421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/1465777283549965421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/11/quem-visita-esse-blog-sabe-que-eu-no.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>38</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-7473062168593318631</id><published>2008-11-20T12:01:00.000-08:00</published><updated>2008-11-20T12:03:18.827-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Abaixo, algo que rabisquei dia desses. Tudo meio parado por aqui, mas às quintas sigo firme n'&lt;a href="http://www.odiazepam.blogspot.com/"&gt;O Diazepam&lt;/a&gt; - se sentir saudades, cola lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Resmungos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tânia ligou-me ontem, furiosa. Eu estava com uma ressaca brutal e não pretendia levantar da cama – mas nem fodendo. Mas o telefone explodia, insistentemente (trrrriiiimmm!!!). São os sortilégios da tecnologia. Por fim, levantei-me, cambaleante; meu centro de gravidade, àquela altura, devia estar parecendo um saca-rolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz de Tânia era viva e pungente, embora ela estivesse muito longe, interior adentro. Fiquei imaginando suas cordas vocais vibrando, a energia mecânica transformada em fonemas, e então em pulsos elétricos que viajavam centenas de quilômetros de fiação telefônica; por fim, a voz dela, irritante, em meus ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Tânia me trocou, eu fiquei abatido; não por ela – hoje sei -, mas pela estabilidade que eu deixava escapar. Porém agora posso dizer que estabilidade é uma coisa com a qual devem se preocupar engenheiros de carros de corrida. Não eu. (É que eu sou de agosto, meu bem, mês do cachorro-louco.) Eu sou mais como um Cadillac viajando numa noite de chuva a 150 quilômetros por hora em uma estrada sinuosa – e com a barra de direção quebrada. Eu eu tenho os ombros retesados, sempre tencionados, como se a todo momento estivesse à espera de uma pancada. Herdei esses ombros de meu pai; está inscrito em meus ossos, consta em meus nervos, percorre meu sangue. Então, esqueci Tânia – afinal de contas, o meu pinto não caiu, caiu? - e esperava que ela me dispensasse a mesma consideração. Agora, o passado me volta via empresas de telefonia. O requinte de crueldade: ela me ligou a cobrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detesto telefones. É um trauma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca lidei muito bem com mulheres. Fitzgerald disse que a deslealdade nunca poderá ser uma característica totalmente censurável em uma mulher. Justiça seja feita, mas jamais aprendi a lidar com isso. E já que o amor é uma questão de escolha... não é, Bóris? Bem, você não entende nada de amor. Mas sim, eu lhe digo, é uma questão de escolha. Uma escolha que se faz dentro do acaso. Pois então eu escolho mandar Tânia ao inferno, como uma cadela de três cabeças a guardar a porta do recinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murilo, seu filho da puta, eu estou falando com você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa era Tânia, ontem. Acho que irritei-a um pouco com meu silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde deixei meus cigarros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, terminou como sempre termina, o que não é exatamente um fim; algo que vive a terminar aniquila todo e qualquer sentido que o fim possa ter. De qualquer forma, ela desligou o telefone, fora de si, e eu fui fazer café, uma tentativa de pescar a mim mesmo na sarjeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bóris?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cachorro abanou o rabo e ergueu-se sobre as quatro patas, a língua dependurada na boca. Murilo fez um gesto de censura a si mesmo, proibindo-se terminantemente de voltar a conversar determinados assuntos com o cão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-7473062168593318631?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/7473062168593318631/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=7473062168593318631' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/7473062168593318631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/7473062168593318631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/11/abaixo-algo-que-rabisquei-dia-desses.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-4538676236572454314</id><published>2008-11-05T10:57:00.000-08:00</published><updated>2008-11-05T10:58:36.354-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O legado de minhas misérias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus olhos vão ficando gastos. Hoje mesmo, resolvendo uma pendenga com Jorge Amado, de repente as letrinhas se embaralharam, afoitas, e quase que entram em luta corporal e confundem todo o bom parágrafo do bom baiano. Humano que sou – demasiado humano –, culpei as letrinhas, porque humano que é humano sempre precisa arrumar algo – ou alguém – em quem pôr a culpa; está inscrito no DNA. No fundo sei, porém, que a culpa é minha. Semana passada mesmo andava com dor nas costas. É a idade. A velhice bate à minha porta, caquética, de bengala, cabelos ralos e brancos. Aguardo para breve o enrugamento da pele e a incontinência urinária. Vinte e um anos, tão novo!, dirá a meia dúzia de gatos pingados que comparecer ao meu funeral quando, enfim, quando eu bater as botas, ir para as cucuias, vestir o paletó de madeira, pedir o boné. Talvez mamãe chore. Tão novo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho medo, mas encasqueta-me uma coisa. Que saldo deixo nesta vida? Diz-me a sabedoria popular – que nem sempre é sábia e geralmente está a dizer besteiras – que um homem deve plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Árvore eu plantei. Devia ter sete ou oito anos, creio, na escola, por ocasião de algum dia da árvore. Verdade seja feita, quem fez o trabalho pesado foi o zelador, o seu Arlindo, homem de poucas palavras e poucos sorrisos – para mim, ao menos, que vivia a infernizar-lhe a vida. Tudo que fiz foi atirar a mudinha de fícus na cova já feita, cobrir-lhe de terra e regar-lhe. Tenho provas, caso algum dia a sabedoria popular venha querer tirar satisfações. Está tudo registrado numa fotografia, uma indefectível prova de como sou feio e desajeitado diante do mundo. Estou lá, de calças curtas, o cabelo então muito loiro e liso a cair-me nos olhos, esforçando-me a segurar com as duas mãos um regador na altura adequada. Bem verdade que a pobre da árvore não viveu para contar a história. Tivemos a infeliz idéia de planta-la justo no lugar do pátio que usávamos para jogar futebol e brincar de pegador, no recreio. A sabedoria popular, porém, na diz a respeito da árvore precisar crescer forte e frondosa. Plantar, eu plantei. Tarefa feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro eu não escrevi. Ainda. Mas quem sabe um dia brinde o mundo com duzentas a trezentas páginas das besteiras que eu digo e penso – quase sempre faço também. Quem sabe ganhe algum prêmio da Academia de Letras do Centro Cívico, se até lá alguém se der ao trabalho de funda-la. Serei cumprimentado por vizinhos, talvez. É possível. Acho que será uma história de amor, que precisamos reservar um espaço para o amor nesta vida, e como o amor só fica bonito nos livros (amor, coisa para amadores), sapecarei ele lá mesmo. Sim, o amor fica bonito nos livros. Vide O amor nos tempos do cólera, O grande Gatsby, O sorriso do lagarto. A insustentável leveza do ser, não. Desse eu não gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já escrevi um conto de amor. Quer dizer, mais ou menos de amor. Era meio de ódio também. Não tinha aprendido ainda que a raiva não escreve. Aliás, não sei se aprendi até hoje. Quatro páginas das quais arrependo-me. Envergonho-me até. Fiz besteira. Não devia ter feito. Já me livrei dele. Pena ter inscrito ele num concurso. Espero que percam ele por lá, dêem sumiço no troço. Espero também a consideração dos dois ou três leitores, no que tange meu futuro livro. Favor, não me ler no banheiro. Tenho horror à idéia das pessoas lendo-me no banheiro. O sujeito lá, fazendo o que se faz no banheiro (não me peçam para escrever aqui, por favor, respeitem as senhoras), e me lendo. Merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdão, senhoras. Escapou-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que esse projeto é para depois. De qualquer forma, tenho um blog. Dois, na verdade. Um com os coleguinhas de jornalismo e outro só meu, que preciso de um espaço privado onde possa mandar e desmandar sem ser importunado. Gosto de mandar e desmandar. Sou um sujeito mandão. Será que blog vale? A sabedoria popular também nada diz a respeito de blogs. Dúvida. Receio. Ah, deve valer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já filho, isso eu nunca fiz. Acho. Homem nunca tem muita certeza dessas coisas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-4538676236572454314?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/4538676236572454314/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=4538676236572454314' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4538676236572454314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4538676236572454314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/11/o-legado-de-minhas-misrias-meus-olhos.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-4111244187226597998</id><published>2008-10-16T20:58:00.000-07:00</published><updated>2008-10-16T21:00:47.778-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;De volta à forma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta-feira é meu dia. &lt;a href="http://www.odiazepam.blogspot.com/"&gt;Clicaí&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-4111244187226597998?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/4111244187226597998/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=4111244187226597998' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4111244187226597998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4111244187226597998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/10/de-volta-forma-quinta-feira-meu-dia.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-2013873083764735896</id><published>2008-10-11T17:48:00.001-07:00</published><updated>2008-10-11T17:50:06.142-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Pequena crônica sobre o silêncio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha família e eu moramos num apartamento minúsculo no centro de Curitiba. São quatro pessoas, de modo que se alguma coisa mais entrar em casa provavelmente seremos obrigados a atirar algo pela janela, a fim de fazer espaço. Num lugar assim, é impossível ficar sozinho, em silêncio. O barulho é perene. A tevê está quase sempre ligada em alto volume, porque meu pai, creio, é um pouco surdo; a máquina de lavar roupas vive um eterno vai-e-vem, num zumbido de trovão; meu irmão é um tagarela que tem verdadeiro temor à possibilidade de não ser ouvido e por isso expressa-se sempre aos berros. Os vizinhos, não sem razão, devem achar que somos malucos;  além de tudo, somos uma família dada a rompantes de fúria e de ternura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre foi assim. Lembro de quando morávamos com minha avó materna, no interior, numa grande casa de madeira que há muito pedia reparos em caráter de urgência. Nas festas de fim de ano, a família se reunia, os filhos vindos de longe – família grande, sete ao todo -, as noras, os filhos dos filhos, os adjuntos; às vezes aquela velha casa ficava uma semana inteira com mais de trinta pessoas sob o teto, uma algazarra, uma balbúrdia, um pandemônio, gente dormindo pelo chão, conversas paralelas que compunham uma massa sonora impenetrável, crianças aos gritos, a gargalhada afetada e em volume máximo de meu avó, um dente de outo a resplandecer. Havia ainda um papagaio, que minha avó garantia ser poliglota mas que na verdade não fazia mais do que gritar papagaíces o dia todo. Se casas pudessem enlouquecer, posso garantir que aquela lá o teria feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostumei-me assim ao espalhafato, a conviver com um ar de textura tão encrespada quanto a do mar em tempestade; acostumei-me a viver em ambientes de um sossego de guerra, algo como se um conflito marcial tivesse estourado há pouco, agorinha mesmo, não faz nem dois minutos; habituei-me ao barulho constante; habituei-me a fazer tudo com barulho, e posso ler e escrever tranqüilamente em meio a um saloon de bêbados e dança, como aqueles ferozes bares que vemos nos westerns. Acima disso, incomoda-me o silêncio; em meio a ele uma simples torneira pingando é capaz de me levar à loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que descobri por quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi há poucos dias, num texto, que o silêncio, uma substância inextricável, é a sustança da solidão. Uma amiga me chamou a atenção para o trecho. Fiquei com isso na cabeça. Conclui que jamais escrevi algo mais correto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-2013873083764735896?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/2013873083764735896/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=2013873083764735896' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/2013873083764735896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/2013873083764735896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/10/pequena-crnica-sobre-o-silncio-minha_11.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-1468223055461074236</id><published>2008-10-11T08:37:00.000-07:00</published><updated>2008-10-11T13:27:41.890-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;deus (ou do ateísmo)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não rezo. há tempos. não agradeço a deus pelo copo no bar, pelo álcool balsâmico a viajar pelos músculos e aquietar finalmente a mente; não agradeço a deus pelo pão ou pela carne; nem pelo cheiro de terra depois da chuva, pelos dois ou três amigos realmente leais que fiz, pelo cigarro depois do café puro; não agradeço por graciliano, por quintana, por leone ou por belchior; não louvo a ele pela comida no prato ou pelo sorriso de meu irmão; não agradeço o dia vindouro, o fato de estar vivo ou o canto do sabiá que de vez em quando dá pra piar em minha janela; nem pela rosa, nem pelo cravo, nem pelo doce da ebriedade nas noites sabáticas; nem sequer lembro de deus durante o futebol, durante os beijos ou durante as transas; não agradeço a deus por estar onde estou ou por ter me tornado o que me tornei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas sou justo, e se não lhe sou grato, também não o culpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não culpo a deus pelas crianças famélicas, pelos dias aziagos, pelos ouvidos de mercador do mundo; aliás, não culpo a deus por o mundo estar nas mãos de meia dúzia de poderosos; não culpo a deus pelos rins perenemente doloridos, pela saúde frágil, pelos braços magros e sem forças; nem ao menos pela promessa de futuro doloroso; não culpo a deus pelo temperamento ruim, pelos vícios que ultrapassam em muito as virtudes, pela solidão; não o culpo por hitler, por bush ou pelas cruzadas ou pela inquisição; não o culpo pela fome, pela peste, pela guerra e pela morte; nem por ratiznger e seus delírios, nem por pio xii, nem por hiroshima; nem ao menos o culpo pelos amigos que morreram, jovens, de infarto fulminante e bebedeira ao volante – um pé pesado no acelerador, uma reta que de repente decidiu virar à esquerda; não culpo a deus pelo nó na garganta dos humilhados que querem chorar mas não conseguem, nem pelo coração acossado dos mal-amados; nem pelo lixo de muitos, nem pelo luxo de poucos; nem pelos sofrimentos de jó, nem pela perversidade gratuita, pela violência sem motivo, pelo mal que galopa livre em um cavalo alado; nem pelo hediondo, nem pelo bruto, nem por nada; não culpo a deus pelos olhos marejados, pela melancolia destes tempos tristes, pelo câncer a roer corpos já minguados; não culpo a deus pelo que me tornei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não culpo porque não o creio. deus não tem nada a ver com isso. quero crer, sim, em homens bons – aviso quando encontrar um.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-1468223055461074236?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/1468223055461074236/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=1468223055461074236' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/1468223055461074236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/1468223055461074236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/10/deus-no-rezo.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-229601978301186068</id><published>2008-10-09T20:23:00.000-07:00</published><updated>2008-10-09T20:24:27.653-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A internet em mãos erradas, hoje é meu dia n'O Diazepam. Vide bula e &lt;a href="http://www.odiazepam.blogspot.com/"&gt;clicaí&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-229601978301186068?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/229601978301186068/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=229601978301186068' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/229601978301186068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/229601978301186068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/10/internet-em-mos-erradas-hoje-meu-dia-no.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-4011534859169918147</id><published>2008-10-05T13:19:00.002-07:00</published><updated>2008-10-05T13:21:44.855-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TODO-MUNDO-JUNTO-REUNIDO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é mesmo verdade que a união faz a força, lá vamos nós: está no ar o blog dos blogs. Refiro-me (com certo exagero, é fato) a &lt;a href="http://www.odiazepam.blogspot.com/"&gt;O Diazepam&lt;/a&gt;, espaço que vou manter com os coleguinhas de Jornalismo. A idéia (oremos a todos os santos) é manter atualizações diárias, um dia da semana sob a responsabilidade de cada um. Também é meio que um desafio pra gente, esse negócio de produzir um texto por semana (por algum motivo que me escapa as pessoas acham que estudantes de Jornalismo sempre precisam ter uma idéia genial para um texto pronta, mas isso, é óbvio, passa longe da verdade...). O time é formado por mim, Fábio e Chico, juntamente com as mulheres que amamos: Amanda, Cioffi, Iasa e Manu. Apareço às quintas – custe o que custar, doa a quem doer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-4011534859169918147?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/4011534859169918147/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=4011534859169918147' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4011534859169918147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4011534859169918147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/10/todo-mundo-junto-reunido-se-mesmo_05.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-1094562947015893816</id><published>2008-09-27T18:00:00.000-07:00</published><updated>2008-09-27T18:01:45.354-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Eu vou para a floresta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que fui vitimado por estelionato afetivo, há alguns meses, ando as voltas com uma idéia fixa. “Deus te livre de uma idéia fixa, leitor”, desejou-me, efusiva e exclamativamente, também há algum tempo, Brás Cubas. De nada adiantou, porém, pois sou teimoso como uma mula. Pois bem, tenho uma idéia fixa. Trata-se basicamente de formar-me jornalista e depois mudar-me para uma cabana em meio ao mato, onde não farei exatamente nada, a não ser drenar garrafas de cachaça e atirar em qualquer coisa que se aproxime – principalmente seres humanos; principalmente se usarem saias. A idéia é tão estúpida e degradante que me atrai irremediavelmente, de modo que eu já estou decidido, coloquei isso como projeto de vida. Vou-me para longe. Por aqui o mundo anda muito perigoso.&lt;br /&gt;Vejamos, por exemplo, esse riscado de mercado financeiro. Vejamos enquanto ainda podemos, enquanto não começam a nos cobrar os olhos da cara por qualquer bugigangazinha. Vejamos enquanto não nos transformam em personagens de José Saramago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Crash!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estadunidenses, não satisfeitos com seus tradicionais crimes de guerra (taí uma expressão completamente descartável, como se a guerra por si só já não fosse hedionda), sem os quais não passam, agora mudaram de tática. Justo eles, que tanto mal disseram os homens-bomba, decidiram que por ora também querem se auto-explodir e, com uma mãozinha dessa abstração que é o mercado financeiro, levar o mundo todo pro buraco. Penso cá com meus gastos botões que tudo bem, sem problema, vão em frente, não se avexem com minha opinião sobre o assunto. Querem liquidar a fatura? Pois que façam; não se perde lá grande coisa mesmo se a toda a civilização for para as cucuias. &lt;br /&gt;Ah, estamos sendo dramáticos. Tentemos analisar friamente a situação com os dados que temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Aos dados que temos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro dado: não há dados. Ninguém sabe exatamente o que está acontecendo nessa crise do setor imobiliário americano. Alguns analistas vão além: dizem que não fazemos é a mínima idéia do que está se sucedendo, que o rombo financeiro pode ser muito maior do que se imagina e que quem sabe só descobriremos mesmo o tamanho do buraco daqui uns 20 anos. Isso, porém, de pouco vai adiantar, porque até lá o capitalismo terá falido, o mundo terá quebrado e nós provavelmente teremos voltado aos primórdios, à fase da barganha – uma saca de feijão por uma de arroz, etc. e tal. Crash! Como em 1929. Crash!, faz a coluna vertebral do mundo. Ok, estou exagerando um pouco. Mas é mais ou menos por aí. &lt;br /&gt;Pois não, seu Karl Marx. Disse algo? Sim, sim, o senhor bem que avisou. Eu sou prova. Mas vamos parar de nos vangloriar e focar no nosso problema.&lt;br /&gt;“Onde estará a saída?”, perguntam em desespero os caras de colarinho branco que lidam com esse riscado de mercado financeiro. Pois não sei. Esse tal de mercado imobiliário americano é pior que o sistema eleitoral dos caras, mais confuso que cartela de surdo em bingo, mais louco que o labirinto do Minotauro. E dá-lhe injetar dinheiro pra salvar banco. Deve estar aí a saída. Os países desenvolvidos, ao que tudo indica, têm dinheiro que nem ladrão termina mesmo.&lt;br /&gt;E nós mortais, com o couro lascado da América do Sul, o que fazemos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pois eu digo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que se conselho fosse bom a gente vendia, e a preço de ouro, mas toma lá, que quem sabe seja de alguma valia em meio a essa sangria desatada: aconselho todo mundo a aplicar seu rico dinheirinho no bar – isso sim um investimento seguro e de retorno já no curto – curtíssimo – prazo. Quanto a mim, rumarei para a floresta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-1094562947015893816?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/1094562947015893816/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=1094562947015893816' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/1094562947015893816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/1094562947015893816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/09/eu-vou-para-floresta-desde-que-fui.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-3238830914582592312</id><published>2008-09-08T17:11:00.000-07:00</published><updated>2008-09-08T20:00:48.809-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quem vez por outra dá com os olhos por estes sítios sabe que não costumo postar por aqui coisas alheias. Abro uma exceção agora. Fausto Wolff, espécie de Robert Altman do jornalismo, e daqui, das bandas do Brasil, morreu. Vai fazer falta, ainda mais em épocas em que o Diogo Mainardi e o Arnaldo Jabor são os ídolos intelectuais da classe média. Vai fazer falta o cara que teve a audácia de dizer que o jornalismo deve ser parcial, deve estar do lado do povo. Agora, de memória, o único que lembro de também ter dito algo semelhante é Robert Fisk – mas ele é gringo. É, o time vai mal...&lt;br /&gt;Sem mais delongas, vai o lobo, ficam os uivos:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fausto Wolff: Verdade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu ia dizendo aqui no JB antes de ser rudemente interrompido por 20 anos de ditadura militar e 20 de ditadura branca, talvez ainda haja salvação para o Brasil. Neste meio tempo, para ficar apenas no fundamental, acabaram com a nossa cultura, o nosso futebol e a nossa imprensa. O povo, principalmente o carioca, sempre tão gentil, emburreceu, a classe média vive tão desesperada em sua ânsia de não descer ao inferno do proletariado que não tem tempo para outra coisa além do pobre umbigo. O último estadista, Leonel Brizola - tinha um dedo podre para escolher parceiros mas era um homem de bem - morreu. Em seu vício pelo vício de fazer dinheiro, a televisão agoniza enquanto mostra os seres humanos como se fossem porcos em programas ao estilo de Big Brother que torturam Orwell até depois de morto. O país tem solução? Tem e precisa ser drástica, se não quisermos que, desesperado pela dor da fome, o povo desça e o resto dance. O jornalismo pode ser uma solução. Outro dia perguntaram-me se era possível voltar a fazer do JB o melhor jornal do Brasil. Respondi que sim por dois motivos: primeiro, por causa do insípido e medíocre panorama da nossa imprensa; segundo, se recolocarmos a mocinha, a heroína, a estrela, no centro do palco. Estou me referindo à verdade. O erro dos que se propõem a entrar no ramo é imitar as grandes corporações, que só têm compromisso com o lucro e desabam sobre seu próprio peso, enquanto a maioria dos seus colunistas fala de uma vida que não viveu. Em princípio o jornal é o advogado do povo. É o advogado daquele que tem dinheiro para comprar jornal e não para comprar advogado. Os bandidos têm medo dos jornais, pois podem ser desmascarados por eles. A não ser, é claro, que os jornais sejam sócios dos bandidos, quer os privados quer os da Justiça, do Executivo e do Legislativo. O povo precisa sentir que o jornal é parcial; que está do seu lado; que não trata caricaturas de seres humanos que navegam em naves de papelão como pessoas sérias; que o jornal não admite justiça sem força e força sem justiça. Para começar, por que não dizer a verdade? Severino, o presidente da Câmara, não é uma bizarra exceção. Exceção são os não Severinos. Severino apenas faz escancaradamente o que os senhores pomposos, elegantes e bem falantes - do poder ou não - fazem às escondidas. É isso aí. O Brasil não tem mais a cara de Carmem Miranda, mas sim a cara do Severino, que ri dos que dele riem, pois a cumplicidade é óbvia demais. Como na peça de Ionesco, tornamo-nos uma nação de rinocerontes exatamente porque não temos coragem de nos reconhecermos rinocerontes. No Brasil encenam uma realidade para encobrir a verdade e a verdade está na nossa bandeira. O verde representa os que vivem com menos de dez reais por mês; o amarelo, os que vivem com menos de cem; o azul, os que vivem com menos de mil. E os pontos brancos são os tiranos que sendo tão poucos nos esmagam com tamanha facilidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem mais Wolff &lt;a href="http://www.olobo.net/"&gt;aqui&lt;/a&gt;, a quem interessar possa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-3238830914582592312?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/3238830914582592312/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=3238830914582592312' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/3238830914582592312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/3238830914582592312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/09/quem-vez-por-outra-d-com-os-olhos-por.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-8153707425573968516</id><published>2008-09-01T19:41:00.001-07:00</published><updated>2008-09-01T19:41:36.874-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Homem trabalhando (?)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia era atualizar este espaço um pouco mais freqüentemente, em respeito as duas ou três senhoras que fazem o obséquio de passar por aqui, de vez em quando. Mas, pela primeira vez, tento produzir a sério (o que não significa ser menos analfabeto) um texto um pouco mais longo que, faça sol ou chova canivetes, preciso findar até o dia 09. Então, por ora, vamos ficando às moscas. Também pela primeira vez, tento estabelecer alguma disciplina no processo, desde a sexta-feira trabalhando pelo menos um pouco por dia. Reparo em uma coisa: não importa o quanto você passe ruminando certo trecho, às vezes um dia inteiro, ansioso para sentar-se e pô-lo no papel, no exato momento em que você achar-se com o computador vai tentar arrumar uma desculpa para não começar. Falo sério. Vai lembrar-se de que não fez isso, não fez aquilo, ou precisa falar sobre aquele outro com fulano, sicrano, beltrano, ou o diabo a quatro. Leva-se sempre certo tempo para vencer essa barreira. Outra coisa: jamais volte revisar algo enquanto tem alguma idéia em mente – você vai ficar inutilmente trocando palavras, reformulando períodos e, bestamente, perdendo o fio da meada para a continuidade. Melhor mesmo sempre deixar para fazer isso no outro dia.&lt;br /&gt;Por enquanto, apenas orem por mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-8153707425573968516?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/8153707425573968516/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=8153707425573968516' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/8153707425573968516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/8153707425573968516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/09/homem-trabalhando-idia-era-atualizar.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-6950544283637446256</id><published>2008-09-01T15:57:00.000-07:00</published><updated>2008-09-01T15:59:11.961-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A vida por um fio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio nos jornais (na verdade não leio, dou uma corrida de olho, que o mar não está pra peixe, a vida não está ganha e é preciso correr atrás; e, afinal, jornal é sempre a mesma coisa, dá para adivinhar o que eles estarão a alardear) que a ciência continua sua incansável marcha para transformar a vida de todos nós, pobres diabos mortais, em algo totalmente insosso, chato e desprovido de graça. O que, diga-se de passagem, no atual andar da carruagem, não é lá tarefa das mais complexas.&lt;br /&gt;(Digressão para desabafo deste que escreve estas mal digitadas linhas: como imagino que deva acontecer a todos, eu não fui previamente consultado por ocasião de meu nascimento. Acho isso de uma canalhice das maiores. Alguém poderia ter tido a decência de perguntar-me se eu estava realmente disposto a encarar a barra pesada aqui de fora em troca dos parcos prazeres que este mundo tem a oferecer – o cigarro depois da xícara de café puro, umas cervejas, um filme do Leone, um livro do Graciliano, e vamos ficando por aqui. Provavelmente eu teria recusado a oferta com um obrigado-obrigado-mas-encontre-outro-trouxa-a-quem-encrencar e me livrado de uma porção de aporrinhações.)&lt;br /&gt;Mas como dizia antes do meu acesso de amargura fulminante contra o mundo e todos os seres viventes (o que resultou num parágrafo meio avulso, como pode ser constatado), a ciência continua descobrindo que isso aqui faz mal, aquilo lá é causa provável de aleijamento e daquele outro, por deus, é melhor nem se aproximar que a morte lenta e dolorosa é certa. A bola da vez é o chimarrão que, não bastasse os males causados ao tubo digestivo devido a temperatura em que o mandamos goela abaixo, agora também pode causar câncer de esôfago.&lt;br /&gt;Senhoras e senhores, a vida está por um fio. Um passo em falso e, zás!, vamos todos para o beleléu.&lt;br /&gt;Não comecemos a pensar negativo, porém. Afinal, a ciência, como de costume, não sabe lá muito bem o que acontecesse com nosso esôfago – tem só uma vaga noção. O que, visto de uma perspectiva complacente, é até um avanço, já que nas maiores questões a respeito da vida, do Universo e de tudo mais a ciência não faz mesmo é a mínima idéia do que está a se suceder. Entretanto vamos ao que sabemos, que não é muito, mas dá pro gasto: no chimarrão, sempre segundo os cientistas, existem substâncias cancerígenas – não se sabe ao certo quais, não se sabe exatamente a que propósito, mas a prova de que alguma coisa não está certa nesse riscado é que o Rio Grande do Sul, onde já se nasce de cuia em punho, é o terceiro lugar do mundo em incidência de câncer de esôfago. É o que dizem as estatísticas, ao menos, que podem ser suficientes para os cientistas, mas não o são para mim e minha sabedoria chucra. Estatística é, afinal, a arte de torturar os números até que eles digam o que você quer.&lt;br /&gt;(Atenção! Agora saltarei, serelepe, para outra digressão: não sei ao certo que serventia tem o esôfago. Provavelmente tem alguma, mas é plausível pensar que eu tenha fugido dessa aula, ainda lá na minha terra, para beber cerveja no boteco do Seu Luís Polaco, que andava sempre atrás do balcão de cuia na mão, óculos no meio do nariz, a contar moedas, temendo ser ludibriado por fregueses de caráter questionável. Espero que esteja bem de saúde, o Seu Luís; bem do esôfago, acima de tudo.)&lt;br /&gt;Depois de ler o jornal de domingo, avisei meu pai da boa-nova (ou, vá lá, má-nova), apressando-me depois a explicar, temendo que sua hipocondria já começasse a rastrear carocinhos em sabe-se lá que parte do corpo – onde ficará o esôfago? –, que não era para tanto, que a ciência vive mesmo é em função de anunciar a morte certa para dali a dois minutos. Eu mesmo, neto de gaúcho que sou, aprecio o chimarrão e dou minhas bicadas vez ou outra em uma cuia que esteja dando bobeira. O que, não raro, rende alguma inconveniente piada a respeito do ato de se estar com a boca em um objeto de formato fálico, fazendo suspeitos movimentos de sucção – ato cujo nome vulgar eu não escreverei aqui, em respeito às senhoras que por ventura dêem com os olhos nestas linhas.&lt;br /&gt;Assim, mais uma vez a ciência fez o obséquio de aumentar minha lista de hábitos perniciosos que, mais dia menos dia, provavelmente menos dia, me levarão para a cova. Dirão os mais sensatos que eu estou pegando no pé da ciência, e de fato estou mesmo. Não carecia de ficar sempre a anunciar que – muito não tarda! – estarei eu abotoando o paletó.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-6950544283637446256?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/6950544283637446256/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=6950544283637446256' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/6950544283637446256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/6950544283637446256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/09/vida-por-um-fio-leio-nos-jornais-na.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-1890886151367621690</id><published>2008-08-15T11:49:00.000-07:00</published><updated>2008-08-15T11:50:23.728-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>o "um" ali significa que a idéia é dar continuidade. oremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CRÔNICAS CAIPIRAS DE CURITIBA – I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por aí... perdido&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me vê andando por aí – cigarro entre os dedos, braços de magreza atávica sacolejando, lábios quase sempre se movendo em maledicências contra o tempo – percebe de chofre que sou um forasteiro. Denuncia-me o cenho franzido, o ar pensativo e meio besta do transeunte ainda inexperiente nestes caminhos e ruelas; denuncia-me o semblante angustiado de quem está geográfica e irremediavelmente perdido, os olhos voejantes, apalermados, à procura de um nome de rua, de um número de residência, de um ponto de referência ou de um passante que possa ceder, solidariamente, uma migalhinha de informação. Três anos de Curitiba não foram suficientes para que eu aprendesse algo a respeito da amalucada geografia de suas ruas e, como alguém que aqui chegou anteontem, continuo perdendo-me diariamente por estes caminhos, mais confuso do que cartela de surdo em bingo, batendo-me de um lado a outro como peixe em água rasa.&lt;br /&gt;Arrisco que provavelmente tenho um defeito fisiológico ainda insondável pela medicina moderna; sinto-me inspirado a dizer que nasci sem determinada parte do cérebro (e, vá lá, sem uma meia dúzia de outras também), uma parte que, imagino eu, seria similar a um GPS, espécie de navegador biológico providencial destinado a guiar-nos pelas emaranhadas veredas do dia-a-dia. Ou então, se a tenho, a cretina recusa-se calhordamente a funcionar. Fica lá, vadia que é, engasgando como a ignição de carro a álcool no inverno.&lt;br /&gt;Ou então a culpa é mesmo de Curitiba, essa cidade grande, esse emaranhado incompreensível, para um bicho do mato interiorano, de ruas e avenidas. Ponto. É tudo culpa dela.&lt;br /&gt;Meu sofrimento é antigo. Lembro que logo que cheguei à cidade, ainda no caminho da rodoviária até a nova casa, tive a desgraçada idéia de comprar um mapa. Afinal, pensava eu, sou novato, meio chucro, pé-vermelho, matuto, destreinado nestas empreitadas de cidade grande – o seguro morreu de velho, pois pois. Mapa em punho, sempre que precisava ir a algum lugar, estendia o danado sobre o chão da pequena sala de meu novo teto e ficava lá, sentado num poltrona esfarrapada, analisando o dito cujo como quem analisa algo de suma importância, algo a ver com um possível fim do mundo como o conhecemos. Era um processo laborioso, diligente e demorado; divisava o caminho mais fácil – leia-se: o mais reto –, memorizava-o, calculava o tempo que levaria de acordo com a escala, respirava fundo, acendia um cigarro, dava um gole na cachaça para criar coragem, uma última olhadela no mapa, isso mesmo, corretíssimo, não vai ter erro e, enfim!, atirava-me à rua, com os passos firmes e resolutos de quem tem tudo sob controle.&lt;br /&gt;Sim, senhor. Não há problema. Sei perfeitamente onde estou – imaginava-me, às vezes, dizendo a algum taxista que abordaria arbitrariamente, e que me olharia com os olhos tolos de quem não perguntou coisa alguma. – De qualquer forma, agradeço por importar-se. Obrigado! Obrigado!&lt;br /&gt;Então daria as costas e deixaria o taxista lá; ele, o taxista, que tantas vezes feriu meu ego, àquele a que tantas vezes havia sido forçado a recorrer na humilhante tarefa de pedir uma informação, admitindo minha inépcia, minha culpa, minha incapacidade, minha incompetência. Teria, enfim, minha revanche!&lt;br /&gt;Naturalmente, enquanto me perdia nessas projeções idiotas, pouca importância dava ao caminho. Quando atentava novamente com a estrada, era assaltado pela desleal sensação de que algo não estava saindo de acordo com o riscado. Inquietava-me, checava as placas, voltava algumas quadras, a absoluta certeza de estar perdido roendo-me o amor-próprio. Em pouco tempo, desencontrava-me de mim mesmo e, aí sim, perdia-me de vez. Respirava, tentando estabelecer alguma lógica no percurso, ficava zanzando, uma barata tonta proferindo impropérios contra o pobre diabo do mapa, que pouco tinha a ver com minha congênita e atroz falta de senso de direção. Enfim, esgotado, tomava a decisão.&lt;br /&gt;– Com licença, senhor, poderia me dar uma informação?&lt;br /&gt;O taxista olhava-me, o rosto iluminado pelo sorriso triunfante e vingativo – sou eu quem dá as cartas por aqui, seu molecote! Eu saia cabisbaixo, contando os passos, meus pensamentos bestemando contra mim mesmo.&lt;br /&gt;De lá pra cá, pouco mudou. Continuo um perfeito idiota, cabeceando contra a geografia errante destas ruas. Às vezes, é fato, num golpe de pura sorte, acerto de primeira um percurso qualquer. Aí sim, estufo o peito como um galo de rinha, e encaro Curitiba de frente – vai ter que armar outra arapuca se quiser me pegar, sua provinciazinha arisca! O coração fica eufórico, como o do jogador que sabe ter as cartas do jogo; imagino a viagem de volta, de uma tranqüilidade caipira, sem percalços. À porta de saída, porém, minha alegria e minha postura insolentes dão lugar aos ombros arcados, um corpo subserviente diante do gigante de pedra, o rosto abatido como que por um tiro de rifle. Batata! Esqueci-me completamente do caminho de volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-1890886151367621690?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/1890886151367621690/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=1890886151367621690' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/1890886151367621690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/1890886151367621690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/08/o-um-ali-significa-que-idia-dar.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-4769811586789986011</id><published>2008-08-07T22:43:00.000-07:00</published><updated>2008-08-07T22:45:49.814-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>cronicando o incronicável (ou tentando, ao menos):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NEM TUDO QUE RELUZ É OURO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será fácil. São nações e mais nações brigando pelo lugar mais alto no pódio; são atletas e mais atletas, todos de disciplina espartana e preparação irrepreensível; serão histórias e mais histórias de superação, de homens que ultrapassam os limites do próprio homem; haverá lágrimas, haverá riso e haverá, não raro, os dois juntos, confundindo o pobre diabo do telespectador mais desapercebido; haverá erros, um tombo, uma falha, o atleta que vê, numa fração de segundo, anos de preparação indo ralo abaixo. Não será fácil, repito, mas creio que sobreviverei à chatice da transmissão televisiva de mais esta Olimpíada.&lt;br /&gt;Os chineses vêm com tudo e prometem não dar trégua. Nem São Pedro fará chover neste piquenique. Leio nos jornais (aliás, por que diabos ainda leio jornais?) que o governo chinês montou um aparato de guerra (guerra!), com mísseis e parafernália tecnológica de última geração para, os deuses que experimentem!, mandar para o raio que a parta qualquer nuvem que se meta à besta e resolva chover durante algum importante acontecimento olímpico. Se a maldita nuvem escura despontar no horizonte lá irão os chineses, sem dó nem piedade, meter bala. As bombas, os mísseis, ou sei lá o que tramaram esses chineses, são de iodeto de prata, e devem acelerar a precipitação da água. Ou seja: eles irão meter chumbo e fazê-la chover lá longe, antes que a nuvem inconveniente possa causar qualquer dano maior ao espetáculo. &lt;br /&gt;Nada vai estragar a festa. É a maior Olimpíada de todos os tempos, alardeiam meus amigos jornalistas, que sempre adoram alardear algo como o-maior-de-todos-os-tempos (hummm) para ludibriar o leitor mais desatento. Enfim, a China investiu e investiu pesado nesta comunhão planetária. Por um mês quase todo o mundo estará unido, focado, um só objetivo. Não, não. Minto. O mundo não estará unido coisíssima alguma. A China continuará lá, onde a sensatez geográfica indica ser o lugar dela e o resto do mundo estará por aí, esparramado, como sempre esteve, e esperamos que continue estando. Mas, corrijo-me agora, estarão lá na China atletas e mais atletas de todo o globo, sôfregos após a linha de chegada, botando os bofes para fora por esportes muitas vezes, digamos, hum, constrangedores – a marcha atlética, por exemplo.&lt;br /&gt;E a China quer aproveitar que joga em casa para ganhar tudo, acabar com essa tal soberania americana. Não duvido. Nos esportes coletivos será sopa no mel, já que eles poderão renovar a equipe sempre que bem entenderem, à altura do jogo que quiserem, com quantas substituições lhes der na lata. Afinal, chinês é tudo igual mesmo. Ninguém vai notar. Conhecemos os chineses, não conhecemos? Não, não conhecemos. Nem adianta fingir que conhecemos. Seremos enganados. Ponto.&lt;br /&gt;De minha parte, não vou assistir às Olimpíadas. Que me importam as Olimpíadas? Sou um sujeito chucro e não me interesso por nada que não seja futebol, cerveja, mulher e rock’n roll. Ficarei por aí, zanzando pelos botequins, falando mal do governo, andando cabisbaixo, contando os passos, com meus pensamentos – em suma, o que faço sempre. Verei apenas os jogos da Seleção para, é claro, ter argumentos suficientes para exigir a saída do Dunga num papo de bar qualquer – Seleção sem rumo, sem pegada, um monte de volantes sem serventia, já se viu? Vez por outra, porém, sei que serei pego desprevenido pela divulgação televisiva do quadro de medalhas. Se a China conseguirá ou não ganhar a contenda, não sei. Sei que depois de passado o período olímpico tudo deve voltar ao normal, dentro do grau de normalidade a que estamos acostumados neste mundo, naturalmente. Haverá monges tibetanos ateando fogo a si mesmos, partidos xenófobos assumindo o poder na Europa, ditadores promovendo genocídios na África, pessoas atirando crianças de janelas, a chateação das eleições e etc. Arre! Falta de espírito olímpico!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-4769811586789986011?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/4769811586789986011/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=4769811586789986011' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4769811586789986011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4769811586789986011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/08/cronicando-o-incronicvel-ou-tentando-ao.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-9202205456195192818</id><published>2008-07-15T10:43:00.000-07:00</published><updated>2008-07-16T09:11:31.742-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Estela&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estela era um nome forte. Pairava no ar depois de pronunciado. Como Stella Maris, a estrela que guiava os navegantes perdidos. De certa forma, ela o guiava. Jorge encostou-se no sofá e acendeu um cigarro, calado, enquanto ela, trêmula, tomou mais um gole do chá calmante.&lt;br /&gt;_ Meus nervos... – balbuciou, repetindo as mesmas duas palavras que já dizia há exatos dois anos.&lt;br /&gt;Era a única coisa que diria. Mas o tempo fez com que Jorge se acostumasse com aquele silêncio violento. Por vezes ligava a tevê para fazer companhia mais do que qualquer outra coisa. Pensou em atravessar a pequena sala até o aparelho, porém não teve tempo de decidir-se. A chuva batucava a vidraça; uma melancolia parecia borrifada no ar, como perfume; ele sentiu o frio embrulhar o braço magro como papel laminado... E saiu do ar, mesmerizado. Seu pensamento desprendeu-se, levado por balões de hélio.&lt;br /&gt;Viu-se todas as noites, no mesmo horário, colocando uma chaleira de água para ferver, preparando diligentemente uma efusão, separando algumas pílulas e encostando-se na pia da cozinha. Esperava, no escuro, o grito de horror que viria do quarto ao lado. Sempre às 02h42 da madrugada Estela acordava de mais um sonho – um homem jovem em um lugar agitado, uma rusga, um revólver, um dedinho nervoso no gatilho. Cronometrado, cravado, como que um capricho de deus ou do diabo, a reconstituição daquela noite desgraçada lhe vinha à mente.&lt;br /&gt;Dois anos antes, quando o irmão morrera numa tola rixa de bar, havia sido duro para ambos. Jorge ainda tinha a alma dilacerada pelos golpes brutos de um punhal férrico mas invisível, ainda banhado pelo negro-corvo do luto. Porém avançara. Como um boxeador cambaleante, agarrado às cordas, se reerguia, aos poucos, grogue, tonto pela inglória daqueles tempos aziagos.&lt;br /&gt;Estela – a irmã – não. 730 noites havia reconstituído aquela morte, com uma nitidez violenta, o mesmo vivo brutal do escarlate. 730 noites matara Carlos, o mesmo projétil, a mesma expressão de vilania no rosto do atirador, o mesmo chão quadriculado. Acreditava ser a responsável por um martírio eterno, o martírio do irmão morto. Talvez dois martírios; também o martírio do irmão vivo que, como um asceta, suportava-a. A paz, o descanso censurado para ambos. Um condenado a morrer a mesma morte  centenas, talvez milhares de vezes – até onde poderia ir aquilo? O outro condenado a uma só vida, desgraçada, patológica, obrigado a organizar tudo em torno daqueles pesadelos tenazes. Nos momentos em que não sonhava, Estela ruminava essas idéias, esgotava-se tentando dissipar aquela matéria mágica e intangível do sonho, procurando uma brecha em sua psique que desse a dois homens miseráveis algum descanso – Carlos descansava? Ou morreria para sempre, toda a noite, condenado a morte eterna como o ser mitológico obrigado a arrastar a mesma pedra por todo o sempre? Todos os dias Estela pensava naquilo – e pensava o dia todo, tentando evitar à noite indefectível. Mas os meandros de sua mente lhe escapuliam – e o sonho, difuso como neblina, esgueirava-se de volta para dento de seu sono – infalível.&lt;br /&gt;Jorge, no seu estupor, o pensamento vagueando por campos estéreis, importava-se pouco consigo mesmo. Nos dois anos que se seguiram a morte do irmão, agarrou-se com todas as forças que tinha ao único pedaço de sua carne que lhe restara. Estela era a última. Os pais eram só uma lembrança pouco nítida, um daguerreótipo rústico. Por causa de Estela afastou-se de todos. Por causa de Estela dava, de bom grado, a vida. Estava unido a ela por aquele inquebrantável laço de lealdade que costuma unir somente os irmãos homens. Transferira aquilo para Estela depois que Carlos morreu – súbito a lembrança, o trovão do tiro, o sangue no cão, a nefasta e diabólica combinação do vermelho com o preto e o branco do piso. E agora, só Estela – estrela –, com a qual se ligara com laços que beiravam o tribal, uma espécie de náilon indivisível, impartível. 730 vezes havia ouvido o mesmo grito e o ouviria outras 730 vezes se preciso, nem que fosse levado à loucura, junto com ela. &lt;br /&gt;Naquela noite, entretanto, Estela havia tomado uma resolução inabalável.&lt;br /&gt;Começou a se levantar, e o movimento trouxe Jorge de volta, como que agarrando-o pelo colarinho. Ela fez o que fazia toda noite: apoiou a xícara numa mesinha que ficava no centro da sala, olhou um pouco abobalhada em volta – um apartamento pequeno, simples, mal cuidado. Sem dizer palavra, começou a arrastar os chinelos, de volta para o quarto. Jorge tranqüilizou-se. Até as 02h42 seguintes, sabia que o pesadelo atroz não voltaria a importuná-la. Recolheu a xícara e a apagou as luzes. Conferiu as janelas, pois a chuva prometia se transformar numa tempestade durante a madrugada. Na terceira, deu com um corpo informe estatelado no pátio interno. Brilhava intensamente, como um canhão de luz. Uma estrela havia caído.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-9202205456195192818?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/9202205456195192818/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=9202205456195192818' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/9202205456195192818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/9202205456195192818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/07/combinei-com-um-amigo-que-faz-animaes-o.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-1223983910337986265</id><published>2008-05-23T13:39:00.000-07:00</published><updated>2008-05-25T12:58:43.922-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Passando o tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOITES DE METAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/SDcr250vkpI/AAAAAAAAABY/kRaQknSstMM/s1600-h/magritte.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/SDcr250vkpI/AAAAAAAAABY/kRaQknSstMM/s320/magritte.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203676116684870290" /&gt;&lt;/a&gt; Cochichavam ao modo de uma conspiração, procurando alguém que pudesse fazer o café. Próximo, ele ouvia tudo, achando absurdo. No meio dos gritos e do choro lancinantes, como alguém pode pensar em café?&lt;br /&gt;_ Ajuda na vigília – a mãe explicou-lhe rapidamente, quando passou por ele, adivinhando a raiva nascente no espírito do filho pródigo.&lt;br /&gt;Mal ouviu. Saiu ziguezagueando entre as pessoas, algumas ainda chegando – a pequena flexão de joelhos à porta, o sinal da cruz, o nome no livro à entrada. No pátio, respirou fundo, involuntariamente, a luta solitária dos pulmões em busca de um ar que não tivesse algo a ver com a morte. Lembrou-se dos cigarros e a vontade de fumar veio súbita. Acendeu o primeiro olhando a rua vazia alguns passos à frente. Rua de paralelepípedos, cidade do interior, a luz fraca do poste de iluminação logo adiante. Tragou o cigarro, sôfrego, a caixa torácica parecendo diminuir em torno do coração, que se debatia para sair do espaço claustrofóbico. Ali, não tinha mais nenhum de seus antigos amigos. Tinha a família, mas freqüentemente ela era só algo perdido no fundo da memória. Tinha sido isso até 48 horas atrás, quando recebeu a notícia e embarcou no primeiro ônibus. Passou a noite pensando no que dizer na chegada, principalmente ao irmão. Com quem estaria parecido? Os laços que os ligavam agora eram frágeis, oxidados pelo tempo. Ficou perturbado durante a viagem toda, que só terminou na manhã do dia seguinte. Dormiu pouco e mal, por causa do sacolejo do ônibus, as estradas piores quanto mais avançavam para o interior.&lt;br /&gt;Chegou a tempo de ver o avô ainda no hospital – ele morreria dali a duas horas. Mal podia agora lembrar da imagem, com a memória chiando como a ignição de um carro a álcool toda vez que chamava por ela. Apenas os sons lhe vinham claramente. Os gritos que ecoavam pelos corredores, enquanto seus olhos voejavam em busca do número do quarto. Numa espécie de sinestesia ao avesso não poderiam ser mais impróprios naquele ambiente branco e asséptico. Gritos de dor, claros – apenas as vogais. Nas poucas pausas, seus passos nos corredores então silenciosos.&lt;br /&gt;E agora ali, em meio ao pátio parcamente iluminado, três ou quatro crianças brincando do lado de fora da capela mortuária, o cheiro de vela queimada que impregnava tudo se misturando com o do café, o barulho dos choros abafados, dos consolos, os soluços, o calor insuportável da noite de janeiro.&lt;br /&gt;Levou o cigarro à boca.&lt;br /&gt;_ Não vai entrar?&lt;br /&gt;Não precisou se virar para saber que era o irmão. Súbito o silêncio – até as crianças pareciam ter parado com suas traquinagens. A idéia de entrar de novo no lugar em queda livre em seu crânio e ele lá, parado, com o cigarro na boca, esperando que ela enfim batesse no fundo do cérebro. Mas era uma queda longa. Percebeu então que tinha ficado mais afetado do que acreditava que ficaria quando a morte anunciada finalmente aconteceu. Demorou um pouco mais para perceber que as mãos tremiam. Sentiu a garganta bloqueada, um gosto acobreado, a vontade de chorar – que engoliu em seco, resoluto. Tentou falar, mas percebeu que gaguejaria. Tragou o cigarro, uma forma de dissimular o suspiro. Controlou-se.&lt;br /&gt;_ Estou fumando. Vou quando acabar.&lt;br /&gt;Sentiu o irmão afastar-se. Dois anos mais novo, não ousaria encher-lhe o saco com qualquer aporrinhação. E naquela noite, as estrelas como dardos prestes a despencarem do céu, ninguém parecia inclinado a uma discussão. Usou a bituca acesa do cigarro já no fim para acender um outro, que agora tragou menos ávido, embora o leve tremor em suas mãos tenha dificultado a tarefa.&lt;br /&gt;A imagem mais recente que tinha do avô mostrava o velho remexendo a terra com uma enxada. Aposentado, trabalhava na horta, como fazia quase todos os dias. O rosto envernizado pelo suor, o bigode grisalho, os movimentos descoordenados por causa do Parkinson. Estava velho, doente demais para coisas daquele tipo, e o neto já perdera as contas de quantas vezes tentara convencê-lo a parar com esse tipo de trabalho. Mas o velho era teimoso, a teimosia senil de um personagem de García Márquez. Ao cabo de muitas tentativas, o neto desistiu – foda-se! Deve pelo menos ser terapêutico.&lt;br /&gt;O avô remexia a terra, tão concentrado na tarefa que demorou para perceber que estava na presença de outra pessoa. Então, ergueu os olhos e viu a figura de magreza atávica plantada, de braços cruzados, o cigarro indefectível pendendo da boca. Não o reconheceu, mas o neto sabia o porquê. Agora finalmente entendia. Ficara muitas vezes ressentido por conta disso, afinal havia sido criado com o avô, mas agora entendia. O cérebro atrofiava, e ele nem sempre consegui associar imagens com memórias. &lt;br /&gt;_ Vô, sou eu.&lt;br /&gt;Pela voz sim, tudo ficava mais fácil. Ainda funcionava. Ele gargalhou as boas-vindas, uma gargalhada que parecia forçada (mas não era, ele ria assim mesmo, e o neto herdara um pouco isso), o dente de ouro brilhando, o abraço suado. Um abraço todo desajeitado, porque o neto era muito alto e o avô vinha definhando, a coluna encurvada por causa da velhice. A força do tempo vergando o fio-condutor de um corpo. Percebeu de chofre o soco desleal do tempo, e pela primeira vez deu-se realmente conta de que um dia também estaria de joelhos, curvado, subjugado pelo peso de uma vida – às vezes boa, às vezes ruim, um saldo neutro.&lt;br /&gt;Agora, na noite calicular, seu corpo absorvia nicotina. Envenenamento voluntário, mas não pensava nisso. Reunia memórias, e só. Sem estardalhaço, sem escândalos, apenas a dor surda do homem interiorano, que ele suportava com a dignidade medida, o orgulho de &lt;em&gt;boomer&lt;/em&gt;. Nunca perderia isso.&lt;br /&gt;Só voltou a entrar na capela mortuária no meio da madrugada. No decorrer da noite, velórios tendem a esvaziar. Espiou para dentro do caixão, as velas acesas, o cheiro cálido, poucos parentes rodeando o local. Lá dentro, o corpo vestido tão escrupulosamente como só deve ter acontecido uma vez em vida – no casamento. O neto colocou a mão sobre a alça do caixão e sentiu o frio do cromo que a revestia. Estava cansado, e o café enfim começou a parecer uma boa idéia. Tocou a mão do avô, cruzada sobre o peito, fria como o metal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-1223983910337986265?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/1223983910337986265/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=1223983910337986265' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/1223983910337986265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/1223983910337986265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/05/passando-o-tempo-noites-de-metal.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/SDcr250vkpI/AAAAAAAAABY/kRaQknSstMM/s72-c/magritte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-6345561756490547509</id><published>2008-05-15T13:02:00.000-07:00</published><updated>2008-05-15T13:05:12.311-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Tolices de maio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. É um mundo tolo. Inclusive em maio. Maio é um mês tolo – igualzinho aos outros 11. Maio é mês das noivas. É casamento que não acaba mais. É uma casamentarada sem propósito. E casamentos são, em grande parte, tolos – com a possível exceção da comida e da bebida grátis.&lt;br /&gt;Acho que só fui a um casamento em toda a minha vida. E a uma missa de corpo-presente. O que, no fim das contas, não significa coisíssima alguma. Sinto-me inspirado a dizer que os dois tinham cara de funeral. Em ambos há choro, seja da família da noiva ou do noivo, que vão perder agora a companhia do filho ou filha, seja pelo presunto em questão, que agora não fará mais companhia a ninguém, de qualquer forma. Ambos têm padres fazendo discursos sobre o passado repleto de louros e de dignidade, seja da noiva ou do noivo, seja do sujeito que acabou de abotoar o paletó. E ambos têm piadas (aliás, funerais são os lugares mais indicados pra quem quer fazer um upgrade de seu repertório de gracinhas). Talvez em funerais não beba-se tanta cerveja quanto em casamentos – o que, apesar de ser um ponto a favor deste, também não o salva de todo.&lt;br /&gt;E eu não gosto de igrejas. Fujo de igrejas como fugiria um vampiro. De vampiros, a bem da verdade, eu até gosto. Filmes de vampiros. Séries de vampiros. Vampiros são descolados, têm sempre seus 200 anos, sempre também com seus sobretudos negros a farfalhar no alto de prédios em madrugadas gélidas abundantemente iluminadas pela lua.&lt;br /&gt;Mas estou fugindo do assunto, tal qual vampiros fugiriam de igrejas, cabeças de alho e estacas de madeira. Melhor encarar de frente o problema: não gosto, portanto, de casamentos. Muito menos quando meus amigos estão se casando. Quando seus amigos começam a casar é porque as coisas estão indo de mal a terrivelmente pior. Nada mais de peregrinações noturnas, de bar em bar, até de manhã cedo. Nada mais de conversas intermináveis que varam a madrugada. Nada mais de xingamentos em uníssono aos juízes dos jogos do Corinthians... Acabou-se. O homem casou. Já era. Perdeu, play.&lt;br /&gt;Um amigo meu casou-se há pouco tempo. Não foi um cerimônia convencional. Nada de cerimônia, aliás. Nada de roupas sociais ou de alguma necessidade de eu pentear minhas desgrenhadas gadelhas. Pra minha sorte, nada de igrejas. O casamento foi um acordo. Juntaram os trapos e ponto.&lt;br /&gt;Meu amigo havia acabado de voltar de Londres, onde, garantiu-me, bebe-se demais, a despeito do exorbitante preço das bebidas.&lt;br /&gt;- Sandoca, lá a gente era capaz de ficar com dívida pra vida inteira.&lt;br /&gt;Lá, continuou, todos, homens e mulheres, saem do trabalho às 17 horas e correm para os pubs, onde ficam drenando litros de cerveja até às 23 horas, quando os estabelecimentos são por lei obrigados a fechar as portas. Depois fica-se vomitando pelas calçadas. Ou, como já estão todos alegres e fáceis, transando-se em apartamentos alugados.&lt;br /&gt;Mas deixemos Londres lá com os ingleses, que em Londres ingleses há aos montes. Bem em cima de Greenwich, que é onde a sensatez geográfica diz que ela deve ficar. Voltemos ao casamento.&lt;br /&gt;Alguns amigos em comum organizaram uma pequena despedida. Assinamos o epitáfio do noivo. (Um a zero pro casamento. É uma batalha perdida.) Resignei-me. Lá pelas tantas, lembrei do show dos Stones, em 2006, em Copacabana. Nós e a parafernália toda berrando &lt;em&gt;Jumpin Jack Flash&lt;/em&gt; no maior volume possível.&lt;br /&gt;Bons tempos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-6345561756490547509?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/6345561756490547509/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=6345561756490547509' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/6345561756490547509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/6345561756490547509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/05/tolices-de-maio-sim.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-6194517308129072655</id><published>2008-05-13T09:43:00.000-07:00</published><updated>2008-05-13T09:44:57.454-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;UM GUARDANAPO ESCOLHIDO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas pra não passar em branco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Naquela noite Walter finalmente entendera, embora ainda não conseguisse nem ao menos esboçar o teorema de sua própria compreensão. Balançou a cabeça ostensivamente de um lado a outro, tentando reordenar as idéias embaralhadas pela bebida – o convidado que no êxtase da festa bagunça a louça ao esmurrar euforicamente a mesa posta. Mas a verdade estava lá, o núcleo principal, dançando em seu crânio como uma barra de sabão em um piso polido e molhado. Incomodava, era de uma selvageria cruel, indômita. Ecoava. Jamais conseguiria, e essa previsão futurista chegava a ser tangível. Não poderia conseguir, porque era ruim, absurdamente ruim naquilo que gostava, e ao mesmo tempo não poderia fazer mais coisa alguma. Passaria a vida mendigando, seu orgulho rústico de trabalhador braçal torturado dia a dia. O orgulho, a chave da câmara. Mas seu orgulho, o orgulho dele, diante daquele balcão sujo, embalado pelos berros de bêbados eufóricos, lado a lado com cervejas que suavam, operárias tentando trazer o mínimo de conforto a homens perdidos como crianças, o orgulho de Walter apoiava-se em muletas. Havia um sujeito mais forte do que ele em cada esquina, mais forte, mais empenhado, mais suscetível a se deixar moldar. Aquela magreza cadavérica, atávica, não era apenas física. Era um reflexo psicológico, um reflexo de seu emocional, da quantidade de fichas que estava realmente disposto a apostar no mundo. Seu orgulho ficava a cada dia mais trôpego e por isso perdia a razão de existir. Não era mais fortaleza, era cama de faquir em brasas. Ele sentia a planta dos pés esfaqueadas, o coração de fumante engasgado, cheirando a diesel. Ele todo, aos vinte anos, virara uma figura disforme, volátil, um fantasma de si mesmo, apenas ectoplasma. Assim, suscetível como um paciente em estado terminal. Tão medíocre quanto um viciado de longa data.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-6194517308129072655?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/6194517308129072655/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=6194517308129072655' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/6194517308129072655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/6194517308129072655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/05/um-guardanapo-escolhido-apenas-pra-no.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-2647386506601263626</id><published>2008-04-25T09:29:00.000-07:00</published><updated>2008-04-30T11:29:52.873-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O (TEXTO) RENEGADO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaba vindo parar aqui – além de &lt;a href="http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/3347"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As super-reportagens de Norman Mailer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na virada dos anos 50 para os 60, nomes do calibre de Tom Wolfe, Gay Talese e Joseph Mitchell começaram a profanar o sagrado jornalismo de leads, objetividade estéril e narrativa pasteurizada instituído nos Estado Unidos. Numa época de efervescência cultural em que os hippies colocavam LSD na música, eles fizeram com a reportagem algo então impensável: cruzaram a apuração jornalística com as técnicas narrativas ficcionais. A cria disso foi para alguns romancistas da época um monstrengo pavoroso que gelava a espinha – o retrato da realidade contemporânea aliado ao bom texto da ficção significava uma concorrência até então inconcebível. “Para alguns” porque outros, contudo, logo perceberam que poderiam tirar seu quinhão da maluquice proposta por aquele bando de repórteres novatos, rebeldes e talentosos. Foi assim com Truman Capote, que depois de ser aclamado por seu primeiro romance (Outros Quartos, Outras Vozes) embrenhou-se por cinco anos no processo de apuração que culminaria no 'romance de não-ficção' A Sangue Frio – e quase o levaria à loucura, contribuindo muito para que perdesse de vez o controle sobre o álcool e as drogas.&lt;br /&gt;Norman Mailer, uma espécie de prodígio que aos 25 anos lançara um romance seco, cínico, sujo e sarcástico tido por muitos como a obra literária definitiva sobre a Segunda Guerra Mundial (Os Nus e os Mortos), foi outro autor de ficção que resolveu meter a colher naquela sopa de letrinhas. Sua faceta jornalística destilada aparece em O Super-Homem vai ao Supermercado (Companhia das Letras, 2006, 456 páginas), coletânea das coberturas que o autor fez das convenções partidárias americanas nos anos de 60, 64 e 68. Rezando pela cartilha do new journalism – como o movimento encabeçado por Wolfe foi então batizado – e com a classe política nas mãos – nenhuma oferece melhor material para um escritor polêmico e irônico como ele –, Mailer abre a caixa torácica dos partidos Republicano e Democrata e faz emergir a atmosfera caótica e esquizóide do quadro político estadunidense – numa década que provavelmente foi o germe da Era Bush.&lt;br /&gt;Analista perspicaz, observador capaz de captar nuances mínimas e adepto de incursões psicológicas, pouco parece escapar daquele que "desde de Edgar Allen Poe foi o mais amado e odiado escritor dos Estados Unidos". O Super-Homem vai ao Supermercado reporta um pouco de cada coisa relativa à quitanda da política americana, desde a maleabilidade dos delegados das pequenas cidades interioranas (verdadeiras massinhas de modelar nas mãos dos caciques dos partidos) à batalha ressentida dos representantes do meio-oeste para derrubar o establishment político do leste. Uma verdadeira feira-livre de frutos amargos como o que os chefões do partido Democrata tiveram que engolir em 1960, perdidos diante de uma máquina política que não entendiam mais e que estava a ponto de indicar o azarão John Kennedy (como de fato o fez), ou o racha partidário promovido pela onda de protestos e violência policial que marcou a convenção, também democrata, de 68, em Chicago. Mailer traz ainda Nixon e sua desesperada briga para reerguer-se – depois de ter sido politicamente assassinado pela sombra de Dwight Eisenhower – e agarrar a dentes a indicação republicana do mesmo ano. Tudo permeado por ponderações a respeito do Vietnã, da contracultura e do puritanismo americano. A cereja do bolo é o estilo do escritor, repleto de referências literárias, ironias que têm muito a ver com estiletes sem cabo e digressões analíticas que prevêem, a partir do fim daquela década, um futuro sombrio de 40 anos – questão de sorte ou não, ele parece ter acertado.&lt;br /&gt;Para quem conhece Norman Mailer, O Super-Homem vai ao Supermercado é o escritor lapidado. Para os outros, um aviso: o autor de Parque dos Cervos e a A Canção do Carrasco fez de seus livros verdadeiros moedores de carne – o que talvez seja um reflexo da nada plácida vida pessoal que levou. Não são poucas as acusações de agressões físicas e as prisões que ele teve no currículo. É inegável, porém, que Mailer foi também um dos maiores intelectuais americanos do século XX. Infelizmente, morreu em novembro passado, aos 84 anos, quando a artrite não mais permitia que participasse das brigas de bar dos bons tempos. No entanto, ainda deixou seu último soco na mente da humanidade: O Castelo na Floresta, romance recém-lançado no Brasil que especula sobre a infância de Adolf Hitler e é narrado por um demônio. No caso de Mailer, uma sinopse pode falar por si só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-2647386506601263626?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/2647386506601263626/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=2647386506601263626' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/2647386506601263626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/2647386506601263626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/04/o-texto-renegado-acaba-vindo-parar-aqui.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-811544848916657044</id><published>2008-04-17T10:16:00.001-07:00</published><updated>2008-04-17T10:19:12.331-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A tevê e os erros de julgamento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já expliquei mais de uma vez aos meus amigos de bar a idéia de que a faculdade de jornalismo é uma espécie de ode ao ócio. Tirando uma matéria aqui e outra ali que realmente valem a pena, o resto da grade curricular é feita com o propósito de permitir que os alunos fiquem de bobeira o maior tempo possível. No meio dessas aulas mala você fica praticando o ócio, e o pensamento corre – no meu caso, geralmente com bobagens. Numa dessas matérias, acabei fazendo os roteiros(?) de uma série de tiras que ia pôr em prática com um amigo. Acabou não rolando – como quase tudo em que eu meto o dedo – porque meu companheiro de empreitada tem desculpas esfarrapadas do tipo eu-não-tenho-estilo-pra-desenhar-tiras. Os roteiros(???) ficaram perdidos em algum lugar da minha bagunça. Encontrei dois ontem, fuçando umas coisas. Como não tenho nada pra pôr aqui, vai isso mesmo. Segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tira 1&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;1º quadro – O sujeito está vendo televisão. O telejornal anuncia: “O aquecimento global é um dos maiores problemas da atualidade”.&lt;br /&gt;2º quadro – Segue o telejornal: “Cientistas estimam que nos próximos 50 anos o derretimento das geleiras pode fazer o nível do mar subir quase meio metro”.&lt;br /&gt;3º quadro – O sujeito grita, todo feliz, para a mulher, que está em outro cômodo da casa: “Marta, venha ver! Nossos netos vão morar à beira-mar!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tira 2&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mesmo esquema, mas o homem na frente da tevê é substituído por uma carola.&lt;br /&gt;1º quadro – O telejornal anuncia: “A situação da África em relação à Aids continua insustentável”&lt;br /&gt;2º quadro – Prossegue o telejornal: “Estimativas da ONU mostram que cerca de 25 milhões de pessoas estão contaminadas pelo vírus no continente”.&lt;br /&gt;3º quadro – A carola exclama: “Pervertidos! Pervertidos! Sodoma! Sodoma! Deus transforma em sal os infiéis!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que eu exagerei a questão do nível do mar. Enfim, eu sei, não tem a mínima graça assim, escrito, mas na minha cabecinha doente faz sentido. Quem sabe, um dia, se alguém desenhar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-811544848916657044?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/811544848916657044/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=811544848916657044' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/811544848916657044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/811544848916657044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/04/tev-e-os-erros-de-julgamento-j_17.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-5602900062223504429</id><published>2008-03-01T21:27:00.000-08:00</published><updated>2008-03-01T21:32:24.754-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Professores de redação jornalística de todo o mundo, perdoem-me pelos períodos longos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;MEMÓRIAS MEMORÁVEIS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus, vamos ser aniquilados, penso eu, enquanto olho em volta e procuro uma alternativa que possa evitar que acabemos grudados às solas das botas de um bando de caubóis chapeludos. Pense homem, pelo sangue de Jesus Cristinho, ra-cio-ci-ne! Já! Corra, fuja, sebos nas canelas, teletransporte-se se possível. Mas suma daí, e suma agora!&lt;br /&gt;Tinha sido idiota, e o fato era particularmente notável. Mas tente convencer uma cabeça narcotizada e cheia de uísque de que deixar o aconchego de um apartamento numa noite chuvosa de sexta-feira para ir a um lugar de que você não gosta, e onde não gostam de você, não é uma idéia exatamente esperta. Ainda mais quando tínhamos dvd’s suficientes para sobreviver até o sábado de manhã. É impossível! Sua cabeça não é mais sua aliada. Ela está contra você, e vai fazer todo o possível para que você se estrepe. Duas cabeças nessas condições é praticamente um atestado de insanidade autenticado em cartório. Engata a quinta e aqui vamos nós, para o bem ou para o mal – geralmente para o mal.&lt;br /&gt;Existe uma porção de coisas que você pode prever. Você pode prever, por exemplo, que ficará bêbado se tomar mais uma ou duas doses de uísque. Você pode prever, também, que encontrará um monte de gente marrenta, forte, cheia de raiva viva, doida para desmaterializar um rapaz esquelético e com look de usuário de crack se for para um clube country. Mas você jamais, em hipótese alguma, sóbrio ou não, pode prever que no mesmo clube country em menos de meia hora um amigo seu vai tentar beijar a namorada de um brutamontes, roubar o chapéu de outro, correr em um ambiente onde mal se pode andar – derrubando mais brutamontes –, xingar seguranças, discutir na fila do banheiro, etc, etc, etc... Se tentasse imaginar isso, ordenaria a seu próprio cérebro que deixasse de ser imbecil e começasse a raciocinar como um cérebro em estado aceitável deve raciocinar. Nada disso! Estaria fora de questão, naturalmente.&lt;br /&gt;Mas, peraí, estamos perdendo o foco aqui. Temos uma situação espinhosa. Precisamos estabelecer uma lista de prioridades. E no topo dela deve, incondicionalmente, constar o tópico que nos manda fazer o possível para evitar uma morte súbita e sem misericórdia.&lt;br /&gt;Cá estamos, frente a frente com sete ou oito caubóis bravos pra cacete e sem nenhuma saída de fácil acesso, sem nenhuma alternativa para sair dignamente da situação e não ser tentar socar umas faces e ser socado – com a balança pendendo consideravelmente para o último citado –, torcendo para que os seguranças percebam a coisa toda antes que comecemos a ouvir o barulhinho de ossos se esmigalhando.&lt;br /&gt;Dou-me conta de que há uma mesa atrás de nós, encostada na parede, a mesma parede que, calhordamente, impede a vergonha de uma fuga covarde, mas que poderia evitar o impingimento de danos físicos irremediáveis a mim e a meu amigo irresponsável. Aos fatos: havia garrafas na mesa. Dei três passos pra trás e segurei uma pelo gargalo, atitude que levou nossos amigos caubóis a atirarem-se de vez em cima da gente, como cachorros de rua atiram-se visceralmente a restos de açougue. Ergo a garrafa o máximo que posso e a desço velozmente, mas meu braço esbarra no meu parceiro de noite maldita, que já está sendo esmurrado ao lado, e acerto o alvo com uma potência menor do que eu havia previsto. É suficiente, no entanto, pra quebrar a garrafa. Um a zero pra mim, penso, mas o placar é revertido nanosegundos depois, quando ganho um baita chute nas costelas que quase me derruba. Sem técnica alguma, começo a bater em qualquer vulto que esteja ao redor, vultos extremamente violentos, que revidam com golpes de uma força que creio ser bem maior que a minha – coisa que provavelmente nunca poderei comprovar cientificamente, em testes empíricos, pois só um completo louco esmurraria a si mesmo, a fim de ter parâmetros de comparação. E ficamos nessa, executando nossa dancinha lunática, perigosa e psicopatológica, socos acertando minha orelha esquerda, socos acertando meus rins, chutes acertando todo e qualquer centímetro quadrado de meu corpo.&lt;br /&gt;Onde se enfiaram os malditos seguranças, penso – um pensamento bem burro, por sinal. Quem pensaria isso enquanto é golpeado de forma impiedosa por algozes nada polidos? Mas eles chegam, enfim. Senhor, o que estava esperando para mandar a cavalaria? Os homens de black-tie abrem caminho na marra, empurrando todo mundo pro lado e me pegam pelo braço – modo cortês de dizer que torcem meu braço pra trás e me arrastam até a porta de saída, de onde sou jogado na rua chuvosa. Instantes depois lá vem meu amigo, e quase posso ouvir um diretor de cinema bradando “corta!”, já que o ritual parecia mais um ensaio da minha cena anterior, agora com dublê. Esses caras são mesmo profissionais, penso, com o pouco de bom humor que ainda consigo extrair de meu corpo dolorido.&lt;br /&gt;– E não voltem mais aqui!, grita um caboclo alto, que devia medir uns três por dois.&lt;br /&gt;– Você que manda, chefia, respondo eu, rindo um riso nada apropriado para a ocasião.&lt;br /&gt;E começamos a caminhar de volta pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Nem tudo é verdade. Quase nada é mentira)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-5602900062223504429?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/5602900062223504429/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=5602900062223504429' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/5602900062223504429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/5602900062223504429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/03/professores-de-redao-jornalstica-de.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-8140931330742201070</id><published>2008-02-20T12:45:00.000-08:00</published><updated>2008-02-20T12:47:54.508-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O trabalho empobrece o homem...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque quem trabalha não tem tempo pra ganhar dinheiro, como já se disse. Taí uma coisa que seria bacana: não precisar trabalhar. Preciso pensar num meio de adquirir rendimentos sem me cansar. O problema é que eu praticamente não sei fazer porra nenhuma. Nem nadar eu sei. A coisa que faço mais razoavelmente (escrever asneiras), só eu conheço pessoalmente uns quatro indivíduos (malditos!) que fazem melhor. Mas, cacete, num mundo onde até xadrez é considerado esporte deve haver alguma atividade em que eu seja regular e que dê uma quantia aceitável de dinheiro, sem muito empenho (“O trabalho liberta” é o tipo do axioma que só enganou mesmo quando foi cravado nos portões de Auschwitz). Pensarei a respeito. Enquanto isso, vão me engolindo aí. Minhas besteiras a um clic de distância, &lt;a href="http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/2672"&gt;aqui&lt;/a&gt; and &lt;a href="http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/2756"&gt;here&lt;/a&gt;. Quem chegar por último é mulher do padre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-8140931330742201070?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/8140931330742201070/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=8140931330742201070' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/8140931330742201070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/8140931330742201070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/02/o-trabalho-empobrece-o-homem.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-5605656740673199955</id><published>2008-02-20T09:24:00.000-08:00</published><updated>2008-02-20T09:27:00.697-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Espécies em franca proliferação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de Oscar, espécies cinematográficas já catalogadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os indies cinematográficos:&lt;/strong&gt; Só gostam de cinema europeu, daqueles filmes em que geralmente não acontece coisa alguma. Se for filmado de forma desleixada, melhor ainda. A maioria é fã de Irreversível (filme chato e sem graça), única e exclusivamente porque ele é contado de trás pra frente. Adoram também os roteiros do Arriaga, um mexicano que crê piamente que fazer a coisa de forma dadaístas por si só garante uma boa história. (Alguém aí agüenta ver mais algum roteiro dele depois de Três Enterros? Eu não.) Como já deu pra perceber, pra esse tipo de gente, se for não-linear é bom. A identificação em videolocadoras é fácil: estão sempre futricando nas prateleiras de “arte”, seja lá que diabos essa segmentação signifique. Dos Estados Unidos, só aceitam David Lynch (que é “surrealista”) e do Woody Allen (por causa de suas referência metidas a psicanalíticas). Usualmente, não conseguem passar por qualquer conversa sem citar diretores como Antonioni e Buñuel. E pouco importa se o assunto for, sei lá, marcenaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os cults:&lt;/strong&gt; Na base, são como os indies, com uma diferença: não fazem pose, realmente gostam de toda essa tralha. Como também gostam de coisas como “cinema iraniano” ou qualquer filme feito em um país onde os índices de IDH estejam a ponto de ter um colapso por inanição. Afaste-se desse tipo de gente o mais rápido possível! Com certeza, você não vai querer essas pessoas na sua mesa de bar. Quem já foi obrigado, por questões de polidez, a assistir a um filme iraniano sabe do que estou falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os nerds:&lt;/strong&gt; Completos bastardos, raramente vão ao cinema, pois preferem baixar suas adaptações de obras em quadrinhos da internet e assistir no computador. A pequena porcentagem dessa tribo que ainda vai à sala escura é o suficiente para fazer sessões de filmes como X-Men ficarem lotadas por dias a fio a partir da estréia. E quando você finalmente consegue entrar no diacho da sala, é obrigado a ouvir comentários sempre bestas, adolescentes não aceitos socialmente atendendo celulares no meio da sessão, irritantes barulhinhos de pipoca (pipoca devia ser proibida em cinemas. Proibida!), irritantes barulhinhos de embalagens de chocolate e irritantes barulhinhos causados por irritantes risadinhas acionadas por piadinhas não menos irritantes feitas por um sujeito de óculos ainda mais insuportável e metido a humorista do horário nobre. E por aí vai. Se quiser aniquilar um deles em uma conversa, leve a coisa adiante do Homem-Aranha. Tiro e queda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os oscarmaníacos:&lt;/strong&gt; Metidos a bons entendedores, assistem o mais rápido que podem aos cinco indicados na categoria principal e correm pra seus blogs, onde tecem comentários que dizem exatamente o que qualquer idiota com dois neurônios funcionando de forma aceitável já percebeu. São adeptos da tática de guerra de seus ídolos, José Wilker e Rubens Ewald Filho, comentaristas da transmissão do Oscar, que produzem suas pérolas a partir de uma adaptação do modus operandi do Casa Grande e do Falcão: basicamente, repetir aquilo que o espectador acabou de ver. Como Wilker e Ewald Filho, adoram “fazer suas apostas”, sempre condizentes com o senso comum e mais do que provavelmente erradas, assim como divulgar seus preferidos (igualmente de acordo com o gosto da maioria dos críticos). Com esses dá pra se divertir, mas só um pouquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Se eu tiver saco, continuo qualquer dia.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-5605656740673199955?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/5605656740673199955/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=5605656740673199955' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/5605656740673199955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/5605656740673199955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/02/espcies-em-franca-proliferao-o-oscar.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-5150333360458955550</id><published>2008-02-14T07:33:00.000-08:00</published><updated>2008-02-14T07:34:23.314-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Só pra não passar em branco, trecho de uma história que estou tentando escrever. Um projeto que pretendo levar a cabo com um amigo, assim que conseguir estabelecer alguma ordem em meus dias. Orem por mim. Ou me paguem um drink.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A voz era áspera e potente, em algum lugar entre o ódio pulsante e o choro pueril. Por que depois de algum tempo todas as mulheres soam como sua mãe? Agora percebia que havia feito a maior besteira de sua vida, e mesmo assim elas estavam certas. Todas elas. Estavam todas certas quando tentaram evitar que ele enfiasse os pés pelas mãos em todas as vezes que ele enfiou os pés pelas mãos em sua vida. Sua mãe estivera certa, quando tentou evitar que ele abandonasse a faculdade quatro anos antes, em uma cena parecida. Mas que diferença fazia? A porra da vida não é uma equação matemática. Encontrar uma variável não te dá uma outra. Algumas pessoas simplesmente não podem dar certo. Era sua amaldiçoada natureza. Como um pato, nadara, andara e voara, e como um pato não conseguira fazer nenhuma das coisas direito. Em seus vinte e cinco anos jogara o jogo da vida tiltado. Recebera mãos boas e arriscara, recebera mãos ruins e arriscara. Se estrepara, naturalmente. As probabilidades não podem ficar do lado de um suicida compulsivo. A matemática é contra a vida. Agora chegara a hora de apostar tudo o que lhe havia restado, numa última tentativa de manter-se na mesa do mundo por mais algumas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrir que havia entrado em um jogo pra perder, sem saber que cartas faltavam no baralho, levou-o a calma que só o completo desespero dá a um ser humano, um cansaço histérico que o fazia dar risinhos nervosos ao constatar suas próprias desventuras. Com uma leve inclinação de cabeça, concordou com seus próprios pensamentos, com o mesmo ânimo de concordaria com um bombardeio de napalm a um asilo perdido em alguma aldeia miserável da Ásia Central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite saiu de casa sem dizer palavra, com os passos firmes e decididos de quem tomou a inabalável resolução de embriagar-se. Até o amanhecer, bebeu quase um boteco inteiro, e no dia seguinte acordou presa de uma ressaca atroz que o impediu de sair da cama antes das dez da manhã. Acabou demitido, porque aquela era a terceira vez que faltava ao trabalho em uma semana sem nenhuma desculpa plausível que não envolvesse a morte de uma de suas trinta e sete avós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus era, sem sombra de dúvida, um crupiê de mãos rápidas e impiedosas.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-5150333360458955550?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/5150333360458955550/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=5150333360458955550' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/5150333360458955550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/5150333360458955550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/02/s-pra-no-passar-em-branco-trecho-de-uma.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-3283517732268249141</id><published>2008-01-29T08:46:00.000-08:00</published><updated>2008-01-29T08:48:25.820-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Costumo poupar as pessoas das minhas opiniões sobre obras cinematográficas (em parte porque elas sempre tendem a considerar idiota um cara que prefere &lt;em&gt;westerns&lt;/em&gt; ao Woody Allen. Uma questão de defesa, portanto). Abro uma exceção aqui. Depois de indicar o filme abaixo por e-mail pra uma amiga, foi só fazer umas mudanças e pimba! Ei-lo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gata em teto de zinco quente – 1958&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ninguém ouse duvidar de Paul Newman ao incorporar personagens secos e intratáveis. &lt;em&gt;Gata em teto de zinco quente&lt;/em&gt; é mais um exemplo disso, num drama sobre relacionamentos familiares que é um emaranhado nada frugal de mágoas e ressentimentos. (Temática a que Newman voltaria, cinco anos depois, em &lt;em&gt;O Indomado&lt;/em&gt;.) Antes um famoso jogador de futebol americano, Brick (Newman) é agora um alcoólatra atormentado pela culpa, dono de um desdém imensurável pela mulher, Maggie (Elizabeth Taylor) e pela família. No dia do aniversário de seu pai, Harvey (Burl Ives), ele é informado de que o patriarca recebeu um diagnóstico de morte rápida. Durante a noite da festa, tudo vem à tona: o tácito ódio que sente pelo matrimônio, a culpa pelo suicídio de um antigo parceiro de campo, o relacionamento materialista com o pai e a ganância de metade da família, mais preocupada com a herança do que com o câncer de Harvey. Tudo temperado por insinuações de um antigo caso homossexual e uma Elizabeth Taylor capaz de fazer qualquer ser humano se sentir o mais horrendo dos seres vivos.&lt;br /&gt;Adaptado da peça de Tennessee Williams, o filme se sustenta em diálogos excelentes, como quando Maggie questiona Brick:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Eu me sinto uma gata em teto de zinco quente. O que devo fazer?&lt;br /&gt;- Pule do telhado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Uma trama sobre o embrutecimento das instituições familiares. É só dar o play e esperar para ser arrastado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-3283517732268249141?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/3283517732268249141/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=3283517732268249141' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/3283517732268249141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/3283517732268249141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/01/costumo-poupar-as-pessoas-das-minhas.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-4504224583683283771</id><published>2008-01-19T13:36:00.000-08:00</published><updated>2008-01-19T13:37:12.492-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Este era pra sair na Folha do Boqueirão. Um amigo que trabalha na bagaça me convidou para publicar há semanas, quando eu estava bêbado, num daqueles botecos indies insuportáveis em que você só consegue permanecer algum tempo se estiver com uísque saindo pelas orelhas. Enfim, um mês depois, após esquecer da proposta umas dezoito vezes, aprontei ele na quinta. O número de caracteres aleijou um pouco minhas piadas infames (algo bom, finalmente!). O tema é municipal. Não sei se foi publicado ou não, mas segue aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Uma lembrancinha boba... Nem precisava&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ganhar mais uma praça. Muito da importante, diga-se. Este ano, quando Brasil e Japão comemoram o centenário da imigração japonesa pra estas bandas. Friso: ambos comemoram. Brasileiros comemoram e japoneses, que em cem anos não se deram conta da enrascada em que se meteram, comemoram também.&lt;br /&gt;Curitiba, diz-se, é a segunda colônia brasileira de nikkeis, que ao contrário do que pode pensar o leitor mais desapercebido, não são acionistas da Nike. São, sim, japoneses e descendentes que vivem fora do Japão. Japão que, em matéria de japoneses, anda muito mal servido ultimamente, tantos são os que andam por aqui.&lt;br /&gt;Curitiba, dizia, é a segunda maior colônia de japoneses no Brasil. Perdemos, como já estamos acostumados a perder, pra São Paulo. Os números não são exatos. Chutam uns que por aqui há de 30 a 50 mil mal bronzeados filhos do sol nascente. Doze mil deles constam na lista telefônica, segundo o secretário do Governo Municipal, Rui Hara. Não pude entender exatamente a relevância dessa informação. Entendo, sim, o sofrimento pelo qual deve ter passado o pobre diabo que foi obrigado a contar 12 mil sobrenomes enrolados nas letrinhas miúdas do catálogo telefônico. Um estagiário, muito do possivelmente.&lt;br /&gt;Voltemos. Por ocasião do centenário, comemorações e mais comemorações estão previstas. O príncipe nipônico vem ao Brasil. À Curitiba, não. Por aqui não passarás, nem para ver o presente que daremos aos pacíficos (pois o Japão fica no Pacífico, garante-me o Mapa Mundi) japoneses.&lt;br /&gt;A celebração começa no dia 25 próximo e vai atééé setembro. Lê-se na internet que serão comemorações com eventos japoneses, danças japonesas, feiras japonesas, lançamentos de livros sobre japoneses e comidas esquisitas tipicamente japonesas. Nem uma mísera linhazinha foi escrita, porém, sobre saquê e lutas de sumô. Uma pena.&lt;br /&gt;E sem saquê mesmo, seguirá a disciplinada festa, que só terá sua sobriedade oriental abalada pela entrega do já citado presente. Ei-lo: uma praça, dedicada ao centenário da imigração. Novinha. Nada de recauchutar a boa e velha Praça do Japão. Não! Os japoneses merecem e vamos dar-lhes uma praça nova. Ficar remendando pegaria mal para nós, brasileiros. &lt;br /&gt;Resta saber, agora, o que diabos poderão os japoneses fazer com uma praça.&lt;br /&gt;Bonsais, talvez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-4504224583683283771?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/4504224583683283771/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=4504224583683283771' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4504224583683283771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4504224583683283771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/01/este-era-pra-sair-na-folha-do-boqueiro.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-722960381621278212</id><published>2008-01-10T08:14:00.000-08:00</published><updated>2008-01-10T08:15:00.464-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Bolas!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não tem nada a ver com os produtores masculinos de gametas. E tá &lt;a href="http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/2645"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos dois leitores deste blog podia me convidar pra uma cerveja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-722960381621278212?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/722960381621278212/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=722960381621278212' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/722960381621278212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/722960381621278212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/01/bolas-no-no-tem-nada-ver-com-os.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-2223447540758105392</id><published>2008-01-08T16:56:00.000-08:00</published><updated>2008-01-09T06:30:52.742-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acho que não é à toa que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;I Just Want to Have Something to Do&lt;/span&gt; é a faixa que abre o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Road to Ruin&lt;/span&gt;, dos Ramones. Cabeça vazia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Terminou o catálogo?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Fez as atualizações?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Foi à praia?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Escreveu aquele texto?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Todos, em uníssono).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- E por quê?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;É janeiro, oras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ninguém faz nada em janeiro. Epílogo do ano. O chumbo já vai ser grosso adiante. Janeiro é hora de descanso, de ficar de buenas, numa tranqüila, numa boa, coisa e tal, tal e coisa, etc. Rotina: acordar às dez, matar tempo até a hora de ir pro trabalho, sair às seis, botequear duas ou três horinhas pelos pés sujos do centro, sair, mas ainda tá claro, horário de verão, melhor voltar, botequear mais um pouco. O cigarro rebate o conhaque, a cerveja rebate o cigarro, o conhaque rebate a cerveja e, nessa rebateção, acabo rebatido no balcão. Hora de ir pra casa, fuça aqui, fuça ali, bêbado demais pra ler um livro, não tem jeito, as letrinhas não ficam quietas. Desce pro portão. Devia ter ido à praia. Este ano vou guardar dinheiro. Peraí, mas isso é uma resolução. Putaquepariu! Sai, coisa ruim. Praia o caralho. Pé vermelho não se cria na areia. Não tem jeito, não dá liga, não da pé, não orna. Nem sei nadar mesmo. Melhor dar uma volta.&lt;br /&gt;Meia hora depois, casa.&lt;br /&gt;- Vou escrever!&lt;br /&gt;Nada. Sem idéia, sem mão. Ah, pro diabo. Eu nem sei gramática mesmo. Café. Enrola, enrola, enrola. Duas da madruga. Não durmo. Sem chance. Ô diazinho infame. Pego o telefone:&lt;br /&gt;- E aí, fazendo o quê?&lt;br /&gt;- Porra, eu tava dormindo.&lt;br /&gt;- Ah! Verdade. Desculpa aí. Nem lembrei.&lt;br /&gt;- Tá. Que que é?&lt;br /&gt;- Vamô saí?&lt;br /&gt;- Hã?&lt;br /&gt;- Dá um giro. Botequear.&lt;br /&gt;- Porra, eu tava dormindo.&lt;br /&gt;- Tá, tá, tu já disse. Mas agora não tá mais. Eu já te acordei mesmo.&lt;br /&gt;- Filhadaputa!&lt;br /&gt;- Ok, ok. Mas então?&lt;br /&gt;- Ah, cara, deixa pra amanhã.&lt;br /&gt;- Tá, tá. A biba tá cansadinha. Já entendi. Até.&lt;br /&gt;Anda pela casa. Cinco da manhã e nada de dormir. Ainda bem que é janeiro. Dá pra acordar às dez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-2223447540758105392?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/2223447540758105392/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=2223447540758105392' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/2223447540758105392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/2223447540758105392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/01/acho-que-no-toa-que-i-just-wanna-have.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-3693857825869309636</id><published>2008-01-07T17:35:00.001-08:00</published><updated>2008-01-07T17:35:35.729-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Eu tenho amigo homem, eu quero amigo gay...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Todo homem é um corno em potencial diante do Chico Buarque”, teorizou certa vez Nelson Rodrigues, que não era exatamente bonito e devia estar tentando justificar uma galhada. De buenas, Nelson, há tempos já diz a sabedoria dos pára-choques de caminhão que chifre foi feito mesmo pra homem, os bovinos só usam de metidos a touro que são.&lt;br /&gt;E tudo bem. A mulherada é mesma unânime: todas dariam para o Chico, segundo pesquisa recente de minha autoria que incluiu uma amostragem razoável. O que me surpreende agora é que homens, amigos meus, também queiram entrar nessas empreitadas de sodomia e felação.&lt;br /&gt;- Eu daria para o Chico – disse um amigo meu, na mesma noite da pesquisa, algumas cervejas e doses de conhaque depois.&lt;br /&gt;A namorada cutuca-o. Eu fico chocado e brigo com a língua enrolada tentando articular uma sentença em resposta. Refeito, cuspo a frase, junto com uma porção de perdigotos, alguns momentos depois.&lt;br /&gt;- Amigo meu não mexe com essas armas, não! – exclamo.&lt;br /&gt;Mas minto. Eu tenho amigo homem, eu tenho amigo gay, olha eu sei lá, etc., etc., etc. Não só um amigo gay clássico. Tenho dois ou três daquela outra variante, mais moderna, o metrossexual, quase, quase saindo de vez do armário. Acolho a todos, boa alma de sou, e sou acolhido por eles, interesseiros que são. Mas ganho com isso. Ser gay é cool, colorido, bacaninha, causa boa impressão. E eles emprestam essa aura aos acompanhantes. Então, você, machão clássico, devia também arrumar um amigo gay. Tu vai parecer mais sensível, mais culto, rapaz. Vai por mim.&lt;br /&gt;Sem falar que o machão clássico tá em extinção. Aquele que enche os cornos de cerveja, quer sempre resolver as coisas na mão, passa os domingos vendo jogos do Corinthians, não tem saco pra ficar assistindo filmes do Antonioni só pra parecer inteligente e não sabe a diferença entre shorts e bermuda – eu aprendi essa, também no bar, ontem. Somos artigo raro, peça de antiquário, quase desaparecendo – chamem o Greenpeace!&lt;br /&gt;Mulher não quer mais o machão clássico. Somos insensíveis, grosseiros, meio burros, não sabemos conversar sobre moda ou decoração e, o pior, não somos mais úteis, porque agora os potes de conserva vêm com aquelas frescurinhas que facilitam o ato de abertura – maldita tecnologia. Por isso, precisamos de amigos gays. Eles têm muito a nos ensinar. Como se portar, como ornar, como reparar em novos penteados do tipo “ah, percebeu que eu cortei as pontas?”, etc., etc., etc.&lt;br /&gt;Repito: no mundo de hoje, todo homem precisa de um amigo gay. Por isso, meu amigo que tá pensando em dar pro Chico, vai lá, vai fundo, capricha, dá uma, duas, três, quatro. Depois volta e me conta como foi. Mas conta tuuuuuudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-3693857825869309636?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/3693857825869309636/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=3693857825869309636' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/3693857825869309636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/3693857825869309636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/01/eu-tenho-amigo-homem-eu-quero-amigo-gay.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-7904456764912231678</id><published>2008-01-07T16:38:00.000-08:00</published><updated>2008-01-07T16:39:42.326-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Besteiras que os outros dizem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro imbecilidades que catei durante alguns dias de navegação por sites de notícias. Acho que vou começar a ver mais televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma tragédia mal sucedida” – roteiristas da novela das oito da Globo, que precisam estudar melhor a semântica de “tragédia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu caso de amor com Chico &lt;span style="font-style:italic;"&gt;[Buarque]&lt;/span&gt; começou antes do meu nascimento. Quando houve a explosão do Big Bang, quem detonou a explosão foi o Chico” – Sonia Braga, numa tentativa idiota de ser espirituosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eles já têm na Nasa uma nave que leva as pessoas para passear na órbita da Lua. Pretendo ir ano que vem" – Uma tal de Alessandra Ambrósio, modelo, explicando como pretende dar cabo da sensação claustrofóbica de viver em um mundo “peque demais”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O formato só é atraente porque nunca foi igual” – Boninho, falando da nova edição do Big Brother. O entrevistador esqueceu de questioná-lo a respeito do formato das novelas globais. Paciência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-7904456764912231678?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/7904456764912231678/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=7904456764912231678' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/7904456764912231678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/7904456764912231678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/01/besteiras-que-os-outros-dizem-quatro.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-3892503723510707253</id><published>2008-01-03T08:17:00.001-08:00</published><updated>2008-01-03T08:19:29.952-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;NOVO?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então os 365 dias de 2007 já acenaram do porto e parece que agora tá valendo. Tento puxar pela memória alguns acontecimentos do ano que passou, pra tentar descobrir se o saldo é bom ou ruim, mas desisto. Sempre fui um desmemoriado. Sem resoluções pra este ano. Bom, talvez duas: manter uma média de pelo menos um livro por semana e enfiar de vez na cabeça que beber uísque antes das dez da manhã nem sempre é uma boa.&lt;br /&gt;E início de ano é assim mesmo: tudo funcionando em segunda marcha, engasgando como a ignição de carro a álcool no inverno. Agora é esperar o carnaval, pra galvanizar de vez os 366 dias vindouros que mal adentraram a festa e já estão ressaqueados. Por enquanto, tudo funcionando a meio volt. Talvez seja isso que estimula toda aquela típica e deprimente reavaliação de fim/início de ano. Em dezembro, a festa pode até ser de Jesus Cristinho, mas quem precisa limpar a bagunça é você, num famigerado fim de noite ao som da trilha sonora da Simone. &lt;br /&gt;É isso aí. O baile tá pra começar. Hora de trocar o figurino, som na caixa, cerveja gelando, a Terra brincando mais uma vez de ciranda em torno do Sol. Tudo outra vez. Divirtam-se. “Não há muito mais o que se fazer por aqui”. Sábias palavras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-3892503723510707253?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/3892503723510707253/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=3892503723510707253' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/3892503723510707253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/3892503723510707253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2008/01/novo-ento-os-365-dias-de-2007-j.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-2068744860791217200</id><published>2007-12-23T08:52:00.000-08:00</published><updated>2007-12-23T08:53:51.912-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>operação final de ano. semana que vem eu avacalho com o ano novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;travessuras do natal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sempre desconfiei do papai noel. a única coisa que minha vida inteira o vi segurando é uma garrafa de coca-cola. e tal qual mário quintana desconfiava daqueles que não fumam (“fumar é uma maneira disfarçada de suspirar”), eu desconfio daqueles que não bebem. carrego a firme convicção de que qualquer pessoa que se negue a beber pelo menos uma cervejinha de vez em quando não pode ser uma pessoa boa de todo.&lt;br /&gt;papai noel, no entanto, é carta fora do baralho – “ele está morto”, sentenciaria nietzsche após são nicolau abotoar suas vestes escarlates, embora crianças, shopping centers e publicitários de empresas de refrigerante neguem-se a admitir o óbito. a pior coisa do natal é mesmo o espírito do dito cujo. é inegável que existem outros fatos ruins também, como pinheirinhos artificiais repletos de quinquilharias atravancando o já atrapalhado fluxo de pessoas em salinhas de apartamentos de aluguel. ou as milhões de luzinhas intermitentes espalhadas pela cidade. ou o fato da sua avó nunca acertar o número das suas camisetas – o que o faz ir no primeiro dia útil a uma loja quase sempre longínqua e passar por toda a pachorrenta liturgia que implica a troca de uma roupa. ou a impossibilidade de deslocar-se pelo calçadão da xv no início de toda a noite do mês de dezembro. (aliás, a existência dos corais, por si só, já é miseravelmente chata. os natalinos, então, quase sempre formados por crianças, vão às raias do insuportável. agora, obrigar-me a ouvi-los porque não existe a possibilidade de correr é praticamente pedir pra eu sair na mão com alguém.) a lista segue e é longa. tem, por exemplo, os jornais televisivos na semana que antecede a data fatídica (“nos shoppings o movimento é grande e quem deixar para ir às compras na última hora pode ficar sem presente”), o especial do roberto carlos, aqueles filmes pentelhos (como “natal na rua sei-lá-das-quantas”...), a missa do galo, panettone com frutas cristalizadas, e por aí vai.&lt;br /&gt;agora, nada é mais constrangedor do que o espírito de natal. e é fato que as pessoas não ficam mais bacanas em dezembro. mas vá lá: suponhamos que, devido ao nascimento do menino jesus, o bush resolva fazer uma pausa no iraque. cessar-fogo em guerra até o pelé já conseguiu – isso não é parâmetro de comparação. e o pelé, apesar dos pesares, não enche minha caixa de e-mails com mensagens a respeito de seu próprio espírito – que geralmente se apresentam com a infausta trilha sonora interpretada pela simone.&lt;br /&gt;eliot disse que abril é o mais cruel dos meses. o desgraçado coronel do garcía márquez tinha problemas nos intestinos em outubro. pergunto-me onde esses caras passavam dezembro. o mais modorrento dos meses, fato.&lt;br /&gt;há uma utilidade – ínfima, mas há –, ao menos: no dia 25 de dezembro você acerta seu estoque de meias para todo o ano seguinte. talvez ganhe umas cuecas também. talvez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-2068744860791217200?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/2068744860791217200/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=2068744860791217200' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/2068744860791217200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/2068744860791217200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/12/operao-final-de-ano.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-8958637672828376062</id><published>2007-11-16T21:25:00.000-08:00</published><updated>2007-11-16T21:27:10.818-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>tentativas, tentativas, tentativas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando o lobo engole a lua&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Caio do colo de Morfeu às duas e meia e tateio a cabeceira da cama, em vão. Não há cigarros no lugar onde costumo deixá-los. É sempre madrugada quando os maços deixam a gente na mão. Sento, percebendo que ainda estou um pouco bêbado, e afasto as persianas da janela. Curitiba, indefectível, está ali, embora na penumbra o centro não passe de um amontoado de pecinhas de Lego, desleixadamente montadas. Tão infalível quanto a cidade é a garoa, que flagro contra a luz cambiante de um poste de eletricidade.&lt;br /&gt;Tento não pensar em cigarros. Tento não pensar em nada. Mas é impossível, e minha cabeça, que independe de minha vontade, como um gravador, volta a fita do dia. Converso com minha avó, ao telefone, cinco ou seis horas antes: &lt;br /&gt;– Então, que tal Curitiba? – ela quis saber.&lt;br /&gt;É a enésima vez que respondo essa pergunta, e já faz três anos que saí da cidadezinha onde morei com ela, o que não parece ter dado cabo da questão.&lt;br /&gt;– Ah, é que nem aí – digo – Tem mais ruas asfaltadas, botequins, um punhado de praças sem serventia. No fim das contas é tudo a mesma coisa. &lt;br /&gt;É verdade. Ou não. Saio pela casa apagando as lâmpadas, que por algum motivo deixei todas acesas, defendendo os olhos, com a mão, da luz obscena que agride minhas retinas recém dormidas. Na sala, do décimo andar, esquadrinho as ruas do centro, que parecem bem menos confusas do alto. Mas a perspectiva é enganosa, porque sei que lá embaixo, contudo, são como uma arapuca, deliberadamente pensada para pegar forasteiros.&lt;br /&gt;Abaixo a persiana, ergo a gola do casaco e saio, depois de beber num gole o resto de conhaque que encontrei num copo sobre a escrivaninha. &lt;br /&gt;No shopping em frente, milhões de luzinhas de Natal me saúdam com acenos em forma de intermitência. É só o meio de novembro e a cidade já começa a adquirir o jeitão de penteadeira de puta que terá em dezembro. Do meio da avenida, de brincadeira, tento fazer a milhagem dos pontinhos luminosos, com a mesma displicência que faço as palavras cruzadas da Gazeta dominical. Tão impossível e sem utilidade quanto contar estrelas. Desisto e começo a caminhar, enquanto meu hálito se engalfinha com o ar gelado e, em minha cabeça, a fita continua. Honestamente, esperava que o conhaque pudesse ter editado algumas partes. Não o fez. No telefone, alguma coisa sobre como nunca devo esquecer de onde vim. Nem se eu quisesse conseguiria. O passado é, estranhamente, algo muito presente, e pouco importa a cidade onde você esteja. Minhas memórias estão frondosamente ramificadas em uma mente de vinte anos, invalidando-a, como árvores que não são podadas e cujas raízes cresceram em demasia, estourando e inutilizando a calçada.&lt;br /&gt;Tropeço em uma dessas irregularidades calçadísticas e quase me estatelo contra as grades que circundam o Passeio Público. Ergo os olhos e diviso aquela construçãozinha bordô com escritos arabescos, próxima à linha do biarticulado. Não sei o que é e nunca tive tempo – vontade? – de ler a plaquinha explicativa da prefeitura. Mas sei que são duzentos passos dali até o botequim de um chinês, que sempre está aberto e fica em frente a onde deveria estar a genitália do homem nu. Uma vez eu contei. Sei também que os chineses são muitos por aqui e, às vezes, penso que todos os que sabiam fritar pastéis na China fretaram uma horda de navios e vieram para cá. Foram se instalando e espalhando seus sotaques cantarolantes pela cidade.&lt;br /&gt;Sotaques que ouço na lanchonete, onde dois ou três mendigos tomam cachaça a cinqüenta centavos no balcão. Compro um maço de cigarros de uma marca qualquer. Eles nunca têm a minha. Na porta, onde faço o isqueiro liberar a bomba de nicotina barata que estava calhordamente enclausurada num bastãozinho branco, diviso a Praça do Homem Nu. Fico olhando para ela muito tempo, observando detalhes, enquanto fumo, para clarear as idéias e escurecer os pulmões, e a fita roda em minha cabeça. Acabo reparando que as raízes de árvores mirradas já começaram a roer o concreto que rodeia o gigante de pedra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-8958637672828376062?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/8958637672828376062/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=8958637672828376062' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/8958637672828376062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/8958637672828376062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/11/tentativas-tentativas-tentativas.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-8870733081517493768</id><published>2007-11-12T20:03:00.000-08:00</published><updated>2007-11-12T20:32:08.274-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tenho uma professora que encasquetou que deveríamos escrever o primeiro capítulo de um livro-reportagem, este semestre. (Bem, de qualquer forma é melhor do que ficar fazendo ensaios a respeito de pueris teóricos da comunicação.) Segue o início do meu (a bagaça toda tem dez páginas, muito longa pra pôr aqui):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nas Ruas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Histórias escolhidas de quem vive à margem da grande highway&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Marcelo D. gosta da rua, mora nela por que quer. Tem família, filho e um imóvel que comprou com o dinheiro que recebeu de herança depois da morte do pai, em 2001. Mas prefere a rua, mesmo debilitado, conseqüência dos 13 anos em que seu organismo está com fronteiras não patrulhadas. Marcelo é portador do vírus da Aids, desde 1994, e viciado em crack há seis anos. Álcool e cocaína fazem parte do seu cardápio de psicotrópicos há duas décadas. No mais, já passou por quase tudo: maconha, cola, anfetaminas, chás alucinógenos. &lt;br /&gt;Tudo isso está configurado no rosto magro e chupado, nos braços finos em que, através da pele, pode-se ver um perfeito mapa de seu sistema circulatório. A tez calcinada pelo sol é uma máscara de rugas típica da idade, 40 anos, mas anabolizada pelos anos de vida desregrada. A voz rouca de uísque combina com o conjunto da obra. O jeito de falar, lento, arrastado, com grandes pausas e, às vezes, repetindo sentenças inteiras, revela um raciocínio que com certeza já teve dias melhores.&lt;br /&gt;Marcelo D. fala em segunda marcha. Pensa, também. A vida nas ruas não poupou seus sistemas cognitivos. Raramente consegue elaborar períodos muito longos sem se perder. Freqüentemente precisa voltar, retomar o raciocínio – o que muitas vezes faz com que o mesmo fato tenha versões diferentes, na sua tentativa de se fazer entender. Não há como saber o que é verdade ou o que é fantasia na história de sua vida. Percebe-se facilmente que seu cérebro está em um processo de degeneração irremediável.&lt;br /&gt;A fantasia de Marcelo é nutrida pelos livros. Ele é um leitor contumaz, freqüenta a Biblioteca Pública do Paraná, passa horas lá dentro, entre Balzacs e Rimbauds. Usa a literatura para calafetar as lacunas que o álcool e as drogas produziram em sua memória. Quando conversamos, reconheci em uma de suas histórias a passagem de uma obra de Charles Bukowski, escritor americano: “Tinha um trabalho burocrático de merda, mas gostava de ler e às vezes escrevia alguma coisa. Gostava de escrever e tinha boas idéias, até. Mas daí eu bebia e fodia tudo”.&lt;br /&gt;O trabalho burocrático de merda de Marcelo D. era na Prefeitura de Curitiba, onde dava aulas de datilografia. Antes disso, tinha trabalhado numa agência de publicidade, mas não consegue explicar exatamente em qual cargo. Deduzi, por suas explicações, que trabalhava no setor de criação. Vinha de família abastada e, apesar de já ser usuário de cocaína, tinha uma vida relativamente tranqüila até 1994.&lt;br /&gt;Nessa época, enfraquecido por alguma doença que não podia identificar, Marcelo visitou um primo médico. O parente pediu uma amostra de sangue, para fazer alguns exames, a fim de descobrir qual era o mal que o havia tornado imprestável para qualquer atividade nos últimos dias. Desconfiava de anemia. Quinze dias depois, o primo chamou Marcelo:&lt;br /&gt;– Marcelo, quando você vai parar com esse negócio de cocaína? – quis saber o primo.&lt;br /&gt;– Quando morrer, eu paro. &lt;br /&gt;– E se você pegar Aids?&lt;br /&gt;– Se pegar Aids vou continuar do mesmo jeito, minha vida vai ser igual.&lt;br /&gt;O primo, então, assinou a sentença: disse a Marcelo que havia mandado seu sangue para um teste de HIV. Sim, ele era soro positivo. No início, não se abalou. Pensou que tudo fosse uma armação do médico da família com sua mãe, numa vã tentativa de faze-lo perceber que precisava puxar o freio de mão. Mas Marcelo não só cumpriu o que havia dito ao primo, como foi além. Saiu de casa e começou a sobreviver cuidando de carros nas ruas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-8870733081517493768?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/8870733081517493768/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=8870733081517493768' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/8870733081517493768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/8870733081517493768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/11/tenho-uma-professora-que-encasquetou.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-7913755030495782295</id><published>2007-10-29T20:32:00.000-07:00</published><updated>2007-10-29T21:09:04.055-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Precisei resenhar um filme para um atividade na faculdade. Tinha que ser algo que tivesse o jornalismo como pano de fundo (é óbvio que não somos coorporativistas, de onde tirou essa idéia, bastardo!). Da lista preliminar acabei ficando com o velho conhecido Hunter. Havia outras coisas bacanas (Boa Noite e Boa Sorte, Todos os Homens do Presidente, Cidadão Kane, a Montanha dos Sete Abutres, Quase Famosos...). Na empreitada acabei topando com Antonioni (Profissão: Repórter - aliás, quem diabos traduziu esse título?! E quem diabos o colocou na lista?! Dava pra pelo menos ter assistido ao filme antes e descobrir que ele fala de tudo, menos da "profissão repórter"?!), um diretor que eu desconhecia e tive a oportunidade de descobrir que acho extremamente chato – ou sou extremamente azarado, das duas uma. Não sei fazer resenhas (resenhista? resenhador?) e não sou bom pra avaliar nada segundo aspectos técnicos. De forma que todo ser com pelo menos dois neurônios funcionando de forma aceitável saberia que isso daria merda. Segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MEDO, DELÍRIO... RODANDO!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como cobrir uma corrida de motocicletas no deserto de Nevada, nos arredores de Las Vegas, o coração do Sonho Americano? Um jornalista convencional levaria uma pauta. Mas Hunter S. Thompson, o mentor do desmiolado Gonzo Jornalism, podia ser tudo, menos convencional. Então, convocou um demente advogado “samoano” para a viagem e encheu o porta-malas de um Chevy tubarão vermelho com toda a variedade de narcóticos em que conseguiu pôr as mãos. A viagem até Las Vegas, a “cobertura” da corrida e, posteriormente, de uma convenção estadual antidrogas, por dois irremediáveis casos de toxicomania virariam Medo e Delírio em Las Vegas, obra-prima do jornalismo gonzo e livro subversivo de cabeceira de onze em cada dez estudantes românticos, admiradores dos idos tempos da arte dos mensageiros. &lt;br /&gt;Um esclerosado como Thompson transformou a mistura de drogas, subjetividade, ficção e jornalismo em um livro que jogou a última flor em cima do túmulo da contra-cultura norte-americana. E, como sempre existe alguém que surfa a onda da loucura alheia, Terry Gilliam (Os 12 Macados, Monty Python) foi tentar botar ordem na anárquica narrativa thompsoneana e reescrever tudo, desta vez com luz. Na pele do Dr. Gonzo, Jhonny Depp (Edward Mãos de Tesoura, Piratas do Caribe), o galã norte-americano que foge dos papéis de mocinho como o diabo da cruz, amigo pessoal de Hunter e especialista em trejeitos – algo fundamental quando se quer dar a idéia da figurinha ímpar que era Thompson. Na carona do Chevy tubarão, Benicio Del Toro (Sin City, 21 Gramas), vivendo o advogado “samoano” sem nome e nenhuma função mais importante no conjunto da obra do que ajudar Thompson a manter-se perenemente chapado. &lt;br /&gt;Como em todo filme que se baseia em livro, perde-se muito da narrativa original. Como em nem todo filme baseado em livro, ganha-se muito espaço para brincar com a câmera e com mirabolantes efeitos das lentes e do tecnicolor – não é sempre que um diretor tem a oportunidade de retratar o mundo da perspectiva de uma cabeça que vivia cheia de ácido lisérgico.&lt;br /&gt;Era para ser apenas uma cobertura sobre uma corrida de motos no meio do deserto, mas se transformou, no fim, numa obra cinematográfica deformada – pelo álcool, pelas drogas, pelos pontos de vista de um jornalista paranóico e rebelde incurável - da América anti-Nixon, anti-Bush, da América do fim da era hippie (onde o psicoativos deixaram de simbolizar uma rebelião coletiva e voltaram ao status da pura busca pelo prazer individualista), da América subversiva que insiste em não morrer e que, no fundo, é a única América que importa.&lt;br /&gt;Tanto livro quanto filme são alguns dos últimos suspiros – espaçados, é verdade – do jornalismo antes rebelde e indomável, mas que agora é só um cadáver pisoteado por uma classe dirigida por academicismos constrangedores e por uma contemporaneidade yuppie. No fundo, todos nós ainda não desistimos de torcer pela volta dos bons tempos. Thompson acabou ficando chateado de tanto esperar e suicidou-se com um tiro na cabeça, em fevereiro de 2006, aos 67 anos. Mau sinal dos tempos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-7913755030495782295?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/7913755030495782295/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=7913755030495782295' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/7913755030495782295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/7913755030495782295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/10/precisei-resenhar-um-filme-para-um.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-6305124089329518818</id><published>2007-10-25T21:14:00.000-07:00</published><updated>2007-10-25T21:22:35.100-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mais coisa antiga, saída de uma insuportável aula de qualquer babaquice relacionada à teorias comunicacionais que não param em pé – devia estar meio dopado, só pode. Trabalhando muito nos últimos dias e sem muito tempo livre (o que tenho, naturalmente, gasto em lugares produtivos como bares e afins). Segue este, hum, hum, texto? Ou seja lá o que for.&lt;br /&gt;________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho passou tanto tempo amarrado na árvore que não sabe mais aonde ir. Sabe a historinha do dono de circo que amarra o elefante com barbante?&lt;br /&gt;Bá.&lt;br /&gt;"Velho bobo, não dá pra ficar aqui. É uma árvore, velho estúpido".&lt;br /&gt;O velho doido vai morar embaixo da árvore.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;– Menino, escove os dentes e pare de conversar com o espelho. Vai emporcalhar tudo.&lt;br /&gt;Espelho. O pior inimigo das pessoas feias. Fico biruta com espelhos.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Na casa de meu pai há muitos reflexos. Vitrines de lojas espelhadas.&lt;br /&gt;Na casa de meu pai há muitas moradas. Sem luz ou água encanada.&lt;br /&gt;Calçadas que fedem à urina.&lt;br /&gt;Meu pai mora no centro. E lá tem um McDonald's.&lt;br /&gt;... &lt;br /&gt;Velho maluco. Mora em árvores.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Não, Bandini, esse velho não dá uma boa história. Ele é louco. E deve estar bêbado. É, biruta e bêbado. Ele mora em árvores. E uma vez já teve uma coleira.&lt;br /&gt;Mas faz muito tempo.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Ontem ele tava aqui. Aqui no centro. Aqui onde é sempre domingo à tarde. Aqui, no mais vadio dos dias. O velho que mora em árvores e conversa com cachorros. Aqui. Onde diabos se enfiou? É, naquela árvore. No fim dessa rua.&lt;br /&gt;A árvore com o velho. Ou o velho com a árvore.&lt;br /&gt;Sei lá. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nas vitrines ninguém conhece o velho. Nem a árvore. Na casa de meu pai é todo mundo muito distraído. Velho doido. Gente biruta. No centro.&lt;br /&gt;Onde meu pai mora. E onde é tudo sempre meio besta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-6305124089329518818?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/6305124089329518818/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=6305124089329518818' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/6305124089329518818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/6305124089329518818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/10/mais-coisa-antiga-sada-de-uma.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-8549149030107954066</id><published>2007-10-16T21:19:00.000-07:00</published><updated>2007-10-16T21:27:45.107-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A FANTÁSTICA FÁBRICA DE INUTILIDADES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um homem de muitos projetos – que acabam invariavelmente engavetados. No momento, há dois ou três em fase de "vamos começar com esta porra de uma vez ou tá difícil?" Se tudo der certo (coisa que obviamente não vai acontecer) eles começam a sair da cartola em dezembro. Enquanto isso, ressucito texto antigo, que ia servir de editorial para um projeto igualmente antigo que, se me lembro bem, acabou em um buraco negro depois de tudo estar engatilhado, nos conformes, forno quente e etc. Amnésia alcoólica, desconfio eu.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E nestes tempos modernos...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de começar o papo, há uma coisa que precisa ser levada em consideração: agora, nesse exato instante, estando você onde estiver, vivemos a era da internet, a era dos blogs, fotologs, do orkut; a era da comunicação digital instantânea e da difusão de informação via fibra óptica. Um mundo em que as fronteiras são apenas decorativas e onde, como dizia o antigo slogan de um comercial da Gazeta do Povo, “você pisca o olho e ele já não é mais o mesmo” – na real, não lembro direito da frase; era isso ou algo que o valha. O fato é: num mundo desses, em que informação escorre pela sarjeta e estamos conectados com a aldeia global 24 horas por dia, o leitor precisa de alguém que lhe explique o que é verdade e o que é mentira. Alguém que, em meio a isso tudo, o ajude a separar o joio do trigo; a real informação, concreta, imparcial e pluralista, da pura cascata.&lt;br /&gt;Quando você encontrar esse alguém, por favor, nos avise.&lt;br /&gt;Porque, como já diz um ébrio amigo meu, falar merda é uma arte. E das mais eruditas, diga-se de passagem. Pra se falar merda é preciso sofisticação. &lt;br /&gt;Então, este é o primeiro número de uma piada infame, que talvez nem chegue ao segundo. A essa altura, devo dizer, cheio de empáfia, que em matéria de desorganização superamos a imprensa nanica dos anos 60. Nem sequer tivemos a capacidade de sentar, em um bar que fosse, e esboçar algo que pudesse, mesmo que longinquamente, lembrar um projeto editorial. Provavelmente até tenhamos sentado em mesas de bar e pensado nisso, ainda que separadamente, mas depois da oitava dose a grande quantidade de idéias brilhantes é igualmente proporcional a dificuldade de lembrar delas no dia seguinte. De volta ao marco zero, ora pois.&lt;br /&gt;E, na real, esse método nada escrupuloso é bem mais divertido. Mais ou menos como montar uma banda punk em 77. Você só precisa de um cara que aceite pegar o microfone, um que aprenda a dar umas simples baquetadas e dois manés que saibam minimamente empunhar baixo e guitarra – de forma a deixar uma das mãos livres para bater nas cordas. Ta aí. Nem um pouco difícil. &lt;br /&gt;Pois bem, agora já estamos devidamente apresentados, como mandam as regras da boa educação. Cartas pra redação, de preferência sentando o sarrafo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-8549149030107954066?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/8549149030107954066/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=8549149030107954066' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/8549149030107954066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/8549149030107954066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/10/fantstica-fbrica-de-inutilidades-sou-um.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-7115240178720525478</id><published>2007-10-15T20:23:00.000-07:00</published><updated>2007-10-15T20:25:22.321-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bússolas quebradas, afundando a esmo, marola de lâminas contra o casco de papel jornal. E os ratos tomam o navio. Dentes de gilete contra as velas de manchetes populares. O convés sob o carnaval de papel picado, realidade rasgada por caravelas virtuais. Onde estão os caras? Onde estão os botes? Os marujos estão bêbados no cais que se desmancha na tempestade litográfica. Âncoras lisas, cais alado, mar de tinta cor de sangue, sal nos olhos, bichinhos mastigando o leme. Sem tempo, sem saco, sem talento pra vida ou vocação pra morte. Ah, vá lá: tudo a estibordo! Mas o farol é só o estopim de um cigarro em meio à noite úmida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-7115240178720525478?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/7115240178720525478/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=7115240178720525478' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/7115240178720525478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/7115240178720525478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/10/bssolas-quebradas-afundando-esmo-marola.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-8868555318630777767</id><published>2007-09-24T13:50:00.001-07:00</published><updated>2007-09-24T13:52:12.051-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;CONFRARIA DOS JORNALISTAS BÊBADOS E FRACASSADOS&lt;br /&gt;(ou de como você se torna um escritor ruim e frustrado)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, aquilo já havia transcendido todos os limites do aceitável.&lt;br /&gt;Tudo nela o irritava. Irritava-o a visão disneylândica da vida. Irritava-o os imperativos estraçalhados entre os dentes, o jeito de falar de uma mãe que, apesar de não atender ao capricho do filho, tenta evitar o escândalo de um acesso de rebeldia pueril em pleno supermercado. Acima de tudo, irritava-o sua convicção de que poderia convencê-lo a continuar com aquela coisa idiota.&lt;br /&gt;Merda.&lt;br /&gt;Walter jogou o corpo para trás na cadeira e deixou os braços penderem. Estava irritado, cansado, acuado. Havia um circo e havia um cospe-fogo, que começava a ensaiar seu número muito perto da tenda.&lt;br /&gt;Meteu a mão no bolso do jeans surrado e tirou um maço de Marlboro. Enfiou um na boca. Com a mão esquerda em concha, protegeu o estopim do vento tênue que entrava pela janela; com a direita acionou o isqueiro e sentiu a onda de nicotina e monóxido de carbono percorrer suas vias respiratórias até abraçar ternamente cada um de seus alvéolos pulmonares. Acalmou-se. Soltou a fumaça pelas narinas e viu a nuvem pairar, malcriadamente, em cima da mesa. Sabia que ela odiava aquilo. Mas quem diabos se importava?&lt;br /&gt;– O que você me diz? – perguntou ela.&lt;br /&gt;A questão arrancou Walter de seu estado de resignação empedernida.&lt;br /&gt;– Digo que você deve estar mentalmente perturbada se acha que vou concordar com isso.&lt;br /&gt;Ele levantou os olhos. No outro lado da mesa, ela estava tão transtornada que parecia ter levado um soco no plexo solar. Encarou-a e, por um momento, pôde ver dentro de sua cabecinha oca como se as órbitas oculares estivessem vazias. Todas as idéias que antes borbulhavam num anárquico pique-nique, agora estavam em fila e entreolhavam-se, como crianças que haviam acabado de quebrar uma vidraça.&lt;br /&gt;É como ver tevê, pensou Walter. É exatamente como ver tevê. Você passa pelo espectro de luz num domingo pachorrento, ouve algo e se espoja no sofá. Senta pra ver uma coisinha interessante e acaba ficando lá o dia todo, hipnotizado. Cores, cenários, mulheres peitudas em comerciais de cerveja, gostosas em comerciais de cartão de crédito – a melhor parte são os comerciais. Você ia gastar cinco minutos e acaba perdendo o dia todo. Relacionamentos são exatamente como televisão.&lt;br /&gt;O lusco-fusco da rua fazia as garrafas no balcão brilharem. As mesas inoxidáveis tinham um fulgor laranja. Algum bêbado resmungava alto ao fundo. Na rua, o pessoal da manutenção de sabe-se lá que martelava alguma porcaria qualquer. Um bate estaca regular que parecia um código marcial.&lt;br /&gt;– O que você quer fazer? – perguntou ela, agora um pouco mais centrada, consciente do fogo.&lt;br /&gt;– Nada. Quero levantar, pagar minha bebida e ir embora.&lt;br /&gt;Perto da mesa, o garçom deixou uma garrafa de doze anos espatifar-se contra o chão polido. Um milhão de cacos encharcados de uísque de 80 pratas espalharam-se, dando a impressão de que competiam pra ver quem riscava a maior área. O homenzinho vestido de pingüim agachou-se e começou a secar o chão com um constrangido sorrisinho de desculpas. Walter olhou pra fora e deixou a laranja luz do mundo agredir o escarlate de seus olhos insones. Fez um gesto com a mão, como se quisesse espantar um pensamento que zumbia, inconvenientemente, ao redor de sua cabeça.&lt;br /&gt;O homenzinho levantou-se e formalizou seu pedido de desculpas. Walter fez um gesto com a cabeça, que na verdade não dizia muita coisa, enquanto o garçom virava-se e desaparecia dobrando para um corredor. Voltou dois minutos depois com uma daquelas pás domésticas pra juntar quinquilharias quebradas.&lt;br /&gt;Fernanda já estava de pé, vestindo o casaco de veludo lavado, com o rosto redesenhado por aquele tipo de irritação desesperada e contida, inefável, típica das mulheres, que a qualquer momento pode explodir num acesso de histeria geral de choro, gritos, tapas e arranhões. No entanto, não foi o que aconteceu. Ela fez um gesto ao sujeito do balcão e desapareceu no laranja avermelhado da rua.&lt;br /&gt;No circo, o domador havia convencido o cospe-fogo a ir brincar em outro lugar.&lt;br /&gt;O garçonzinho finalmente jogou todos os pedaços de vidro numa pequena lixeira e sumiu de novo, dobrando para o corredor. Walter deu um gole na vodka que ficou esquecida na mesa. Sorriu amareladamente ao perceber que, na verdade, quando você pensa que chegou na pior parte, fica assustadoramente fácil.&lt;br /&gt;Largou uma nota de vinte sobre a mesa e vestiu o casaco. A bagunça estava limpa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-8868555318630777767?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/8868555318630777767/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=8868555318630777767' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/8868555318630777767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/8868555318630777767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/09/confraria-dos-jornalistas-bbados-e.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-156745148304550798</id><published>2007-09-24T08:50:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T08:52:04.897-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;TROPA DE ELITE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já que é pra linkar, &lt;a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM730897-7822-ASSISTA+AO+TRAILER+DO+FILME+TROPA+DE+ELITE,00.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; vai o Tropa de Elite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-156745148304550798?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/156745148304550798/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=156745148304550798' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/156745148304550798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/156745148304550798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/09/tropa-de-elite-e-j-que-pra-linkar-aqui.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-3593042566526367173</id><published>2007-09-24T08:42:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T08:44:34.885-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;I'M NOT THERE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM721056-7822-ASSISTA+AO+TRAILER+DO+FILME+I+AM+NOT+THERE,00.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt; o link para o trailer do novo filme sobre Bob Dylan. Estréia essa semana no Festival do Rio. Agora é esperar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-3593042566526367173?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/3593042566526367173/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=3593042566526367173' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/3593042566526367173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/3593042566526367173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/09/im-not-there-aqui-o-link-para-o-trailer.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-6609143443959048936</id><published>2007-09-17T13:17:00.001-07:00</published><updated>2007-09-17T13:19:06.645-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Intervalo pra fumar...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto Carlos já cantava que tudo que é bom é ilegal, imoral ou engorda. A tal música não faz nenhuma referência ao câncer de laringe, mas me parece óbvio que podemos incluir o – mau? – hábito de fumar no time que também escala sonegação de impostos, clubes de swing e frituras de lanchonetes em geral. O Rei deve ter cortado o verso por evidentes motivos rítmicos.&lt;br /&gt;Apesar da constatação, nesse páreo, gordinhos têm vantagem: são raramente perturbados – ou aconselhados a comer uma maçã – enquanto devoram pastéis, coxinhas e demais artigos alimentícios perniciosos encontrados em lanchonetes de chineses. Já para os fumantes é extremamente difícil que transcorra um período de 24 horas sem que alguém – glutões inclusive – faça uma lista das conseqüências que alguns simpáticos bastõezinhos de fumo ao dia podem trazer. Bá.&lt;br /&gt;Sou levado a verificar que toda a inconveniente falange da geração saúde está sendo deslealmente direcionada. Chego a ficar meio apoplético diante de algumas coisas, como o sujeito que, dia desses, perguntou se eu já sabia que o Estado da Califórnia, nos EUA, havia tachado a fumaça do cigarro como um poluente da camada de ozônio (no exato momento em que eu, com um prazer quase pueril, e me fazendo de sonso, ignorava um aviso de “obrigado por não fumar” – quem manda agradecer antes?) Infelizmente não consegui fazer com que meu cérebro funcionasse em velocidade o bastante para produzir réplicas mal educadas o suficiente para o tal sujeito. Então, tive que me contentar em fazer uma referência ao protocolo de Kyoto e à falta de um importante signatário, o que me deixou bastante deprimido, já que uma das coisas que mais detesto na vida é perder a oportunidade de fazer piada com a cara de pessoas que pedem para ser zoadas.&lt;br /&gt;E pra provar que quando você acha que a festa não pode ficar pior, alguém sempre pode colocar um CD dos Los Hermanos na vitrola, agora tem esse papo de criar áreas reservadas para fumantes em bares. Cristo! Geralmente sou contra manifestações públicas de qualquer espécie, mas isso com certeza merece uma passeata, devido à nobreza da causa.&lt;br /&gt;Mário Quintana estava certo ao avisar que devemos desconfiar daqueles que não fumam, já que fumar é uma maneira disfarçada de suspirar. Eu é que não vou ir contra o poeta-guri. Afinal, todo o fumante sabe que acabamos nos afeiçoando ao nosso tumor. É como um filho: um projeto de longo prazo, que cresce dentro da gente e que um dia ainda vai nos fazer chorar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-6609143443959048936?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/6609143443959048936/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=6609143443959048936' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/6609143443959048936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/6609143443959048936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/09/intervalo-pra-fumar_17.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-772876571187478344</id><published>2007-09-13T20:25:00.000-07:00</published><updated>2007-09-13T20:27:23.199-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MINI-SANDOVA&lt;br /&gt;(asneiras de uma mente psicopata em doses homeopáticas)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou às 6h30 da manhã e abriu a janela. Um sorriso da mais extrema satisfação estampou-lhe o rosto. Pouco importava que o dia estivesse horrivelmente feio, nublado, com o peculiar chuvisco que em dias ruins anuncia desde cedo que o dia todo será irremediavelmente uma droga. Tampouco importava que diante de sua janela erguia-se, imponente, uma muralha coberta de fuligem que correspondia à parede de uma fábrica de qualquer porcaria que seja, dessas coisas que fábricas fabricam. Pouco importava, também, que as dezenas daqueles muros fossem quase o único elemento que constituía a paisagem do bairro industrial e nauseabundo onde morava.&lt;br /&gt;Ficou lá, pasmado, feito um bobo, com o sorriso idiota no rosto.&lt;br /&gt;Às 7h, tomou o mais saboroso café da manhã de sua vida. Três xícaras depois, deu uma olhadela no jornal de dois dias atrás. Conversou com o cachorro, que continuava jogado no canto onde costumeiramente ficava jogado. Não obteve resposta, obviamente. Roberto, ainda com o sorriso idiota, parecia ignorar o fato de que não há registro histórico que dê alguma pista, por menor que seja, de que em algum passado, por mais longínquo que fosse, um homem conseguiu ao menos trocar duas sentenças simples com um cão. Mas Roberto, em sua felicidade boboca, continuou falando. O cão, admitindo sua humilde condição, nem ao menos esboçou qualquer intenção de querer responder ou de entender uma palavra sequer. Abanou o rabo, bestamente, mas isso foi tudo. Roberto falou mais um pouco. O cão ficou calado. A ocasião, certamente, não iria entrar para os anais históricos de homens e cães.&lt;br /&gt;Às 8h, o cão, deitado sobre o flanco esquerdo, cansou-se e resolveu ficar um pouco jogado para o lado direito. Roberto levantou-se. Pegou a maleta de couro surrada, apanhou as chaves e saiu para os corredores bege-prédio-de-apartamentos do prédio de apartamentos bege em que morava. No alto da escada, no entanto, tropeçou nos cadarços dos sapatos que ele, em sua boboca satisfação, havia esquecido de amarrar. Rolou por quatorze degraus de escada e estatelou-se frente à porta que dava para a rua.&lt;br /&gt;Morreu de concussão, no dia em que havia decidido terminantemente que, finalmente, iria esmurrar seu chefe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-772876571187478344?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/772876571187478344/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=772876571187478344' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/772876571187478344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/772876571187478344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/09/mini-sandova-asneiras-de-uma-mente.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-5410018918650978648</id><published>2007-09-12T12:11:00.000-07:00</published><updated>2007-09-12T12:19:12.605-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;strong&gt;FARTOS DO ROCK’N’ ROLL&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/Rug7Uk9j1gI/AAAAAAAAAA8/5wyk8mZ8gFA/s1600-h/psicoacustica.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109399001957127682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 174px; CURSOR: hand; HEIGHT: 178px" height="173" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/Rug7Uk9j1gI/AAAAAAAAAA8/5wyk8mZ8gFA/s320/psicoacustica.gif" width="167" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL102798-7085-782,00.html"&gt;Parece&lt;/a&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL102798-7085-782,00.html"&gt; qu&lt;/a&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL102798-7085-782,00.html"&gt;e o Ira! &lt;/a&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL102798-7085-782,00.html"&gt;pode ter acabado.&lt;/a&gt; Um &lt;a href="http://grupoira.uol.com.br/novo/index.asp"&gt;comunicado do site da banda desmente&lt;/a&gt; e diz que o grupo mantém a agenda de shows, mas não diz se Nasi, o vocalista, tá junto na parada.&lt;br /&gt;Uma pena. O Ira! é sem dúvida uma das grandes bandas do cenário nacional e, num exercício hercúleo, a única que conseguiu se equilibrar no limbo entre o underground e mainstream. Uma das provas de que rock, pra vender, não precisa ser vendido e de que é possível fazer música boa, com mensagem, sem soar oportunista.&lt;br /&gt;Vinham ganhando mais espaço, depois do Acústico MTV, quando agarraram pelo colarinho aquela fatia do público fã desse tipo de produto. O último CD, &lt;em&gt;Invisível DJ!&lt;/em&gt;, era competente, com alguns momentos mais acanhados, mas dono de rockões galopantes como a faixa homônima, &lt;em&gt;A Saga&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Não Basta o Perdão&lt;/em&gt;. Tinha também a simpática e rural Mariana foi pro Mar.&lt;br /&gt;Sempre fui muito fã do Ira! e, com certeza, um dos álbuns da banda figura na minha lista dos cinco melhores nacionais da história: &lt;em&gt;Psicoacústica &lt;/em&gt;[imagem], de 1988, um negócio meio lado hard dos anos 60 com um pouco do soturnismo dos 80 – onde está, inclusive, a faixa que dá título a este post. Clássico e indispensável pra qualquer um que queira se meter a discutir música comigo numa conversa de botequim.&lt;br /&gt;Se o boato se confirmar, volto a dizer, vai ser uma pena. Scandurra é, pelo menos, um dos três melhores guitarristas que já brotaram de terras brasileiras e Nasi, bem, é sem dúvida o melhor frontman em atividade embrenhando-se pelos altos círculos da indústria fonográfica. Vai ser ruim deixar de ver duas forças motrizes como essas trabalhando juntas.&lt;br /&gt;E eu que estava feliz que ia poder ver o grupo em Curitiba com a nova turnê, dia 11 de novembro, já que acabei perdendo a primeira passada deles por aqui. De qualquer forma, espero que, pelo menos, o Nasi continue fazendo bons CDs solos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-5410018918650978648?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/5410018918650978648/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=5410018918650978648' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/5410018918650978648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/5410018918650978648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/09/fartos-do-rockn-roll-parece-que-o-ira.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/Rug7Uk9j1gI/AAAAAAAAAA8/5wyk8mZ8gFA/s72-c/psicoacustica.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-4033522426153094438</id><published>2007-09-11T09:00:00.000-07:00</published><updated>2007-09-11T09:05:44.168-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>GÊNIO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não costumo ser um sujeito muito chegado a política e não me informo além do básico nesse quesito. mas, o imbróglio das "autoridades" sempre dá muito pano pra manga nas mãos de quem tem talento. o resultado às vezes chega perto da perfeição, como na &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l_JCmNr8LUE/RuCjAZ0_MhI/AAAAAAAAAXY/pAW4oyIMxKE/s1600-h/05cb040asetembro.jpg"&gt;charge de hoje&lt;/a&gt; do Leonardo. não é à toa que o Jaguar (o pai de todos) disse que ele nasceu pronto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-4033522426153094438?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/4033522426153094438/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=4033522426153094438' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4033522426153094438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4033522426153094438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/09/gnio-no-costumo-ser-um-sujeito-muito.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-4688153279961209658</id><published>2007-09-09T19:18:00.000-07:00</published><updated>2007-09-09T19:19:28.657-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;CONTRA TUDO E CONTRA TODOS FUTEBOL CLUBE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;farpas a esmo, novamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ah, eu também cansei!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se por aí que o brasileiro é o povo mais feliz do mundo. De minha parte, não sei de ciência certa como funcionam os cálculos da Escala Bozo, mas não duvido que noruegueses e suecos, por exemplo, com seus afrontosos IDH’s, tenham mesmo muito menos motivos para estampar um sorriso alvo no rosto. Brasileiro, de fato, ri de tudo, o que explica o fato do Miguel Falabella ter se tornado roteirista de programas de humor.&lt;br /&gt;Mas a felicidade nata não é nosso único dom. Também somos bons em arrumar passatempos – algo realmente imprescindível se você levar em conta a inóspita quantidade de feriados pachorrentos. De arremesso de ovos em transeuntes (o que incluí o desenvolvimento de uma complexa técnica para apodrece-los – tem, realmente, gente desperdiçando seu talento na tevê) a joguinhos de detetives para descobrir quem matou a Taís.&lt;br /&gt;Um dos esportes preferidos da nação, porém, é vociferar contra adversários políticos. Algo que, na medida do possível, também condiz com nossa reputação pacifista e tolerante (palavras não matam ninguém, mas com uma das modalidades preferidas dos americanos – tiros em universidades – já não é bem assim...)&lt;br /&gt;Voltando ao Brasil, o interessante no jogo político nacional é perceber que tanto situação quanto oposição nunca vão se acostumar com a democracia. PSDB e seus correligionários não se conformam com o fato de terem sido derrotados duas vezes por um metalúrgico “analfabeto”, como eles mesmos chamam o Lula, numa vã tentativa de ofende-lo num país onde quase metade da população é incapaz de compreender o que lê. O PT, por sua vez, acredita piamente em um complô da grande imprensa contra a esquerda. Aliás, aqui parece ser o último lugar do mundo onde direita e esquerda parecem ser termos que servem para definir algo mais além de destros e canhestros.&lt;br /&gt;Lulistas continuam indo na onda do “eu não sabia” e a oposição, ao que tudo indica, esqueceu como FHC aprovou a reeleição, numa operação que foi uma espécie de protótipo do tal mensalão. Os mais despreparados no joguete – eleitores oposicionistas que não lêem jornal mas são metidos a analistas políticos –, quando não tem do que falar (ou seja, quando o pessoal do Lula não faz nenhuma besteira, algo raro) lançam mão de argumentos nada mais que constrangedores, como o tropeço do presidente em algum discurso ou fala pública. Algo tão pueril – a tentativa de dar-lhe, de vez, a alcunha de burro – quanto inócuo – mais uma vez, creio que não menos do que a metade da população é incapaz de perceber o tropeço, não importa o quão didático você consiga ser.&lt;br /&gt;A estratégia dos lulista despreparados, no entanto, é um pouco mais eficiente – já que se aproveita de nossa congênita falta de memória –, mas nem por isso é menos medíocre: ressaltar a maravilha de país que se ergueu das cinzas como uma fênix nos últimos cinco anos.&lt;br /&gt;A guerrilhazinha que mais parece joguinho de polícia e ladrão talvez não seja culpa de ninguém. Talvez seja cultural. Por aqui vale o velho argumento de que, se você não está comigo, está contra mim. Aqui, negar-se a participar da babaquice panfletária que come solta em ambos os lados é visto como covardia, o velho “ficar em cima do muro”. A falta de auto-crítica é um dos principais problemas de um país que comete a proeza de unir-se em uma patriotada constrangedora para ter um monumento figurando no cânone das Sete Maravilhas do Mundo. Ou, onde a periferia comemora a independência assistindo ao desfile dos mesmos bem apessoados militares que, quando se trata de pobre, atiram pra matar – Rone, Rotan e demais siglas que abrigam um eufemístico “ostensivo”.&lt;br /&gt;Antigamente, coisas como direita, esquerda e o Sete de Setembro talvez até pudessem fazer sentido. Depois das camisetas do Che Guevara, do PSOL, de Chávez, dos discursos da Hebe Camargo no inconcebível “Cansei” e das incontáveis mazelas nacionais, tudo foi parar no catálogo de inutilidades vendáveis, junto com as quinquilharias de auto-ajuda que continuam brotando aos montes por aí.&lt;br /&gt;De minha parte, troco tudo por uma cerveja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-4688153279961209658?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/4688153279961209658/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=4688153279961209658' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4688153279961209658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4688153279961209658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/09/contra-tudo-e-contra-todos-futebol.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-229548850626931368</id><published>2007-09-09T18:53:00.000-07:00</published><updated>2007-09-09T19:01:03.890-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;DALTONISMO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;contrariando todas as possibilidades concretas que se apresentavam (e ignorando a teoria que dizia que o cara sequer existia), alguém teve a audácia de levar a cabo o projeto de um documentário sobre Dalton Trevisan, escritor curitibano conhecido por fugir da publicidade como diabo foge da cruz. o resultado você pode conferir &lt;a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-8977035850261068909"&gt;aqui&lt;/a&gt;. nos créditos, é claro, rolam as alcunhas que alguns bróders. agora, se algum dia você me ver na tevê e achar que foi tudo arranjado, fruto de jabá e de contatos pessoais, tenha certeza, você está 100% certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-229548850626931368?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/229548850626931368/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=229548850626931368' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/229548850626931368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/229548850626931368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/09/daltonismo-contrariando-todas-as.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-8481107545569113420</id><published>2007-09-03T21:21:00.000-07:00</published><updated>2007-09-03T21:29:50.859-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/Rtze6IrIJwI/AAAAAAAAAA0/wTml9lIEykI/s1600-h/eusimpson2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106201167873451778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 279px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px; TEXT-ALIGN: center" height="206" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/Rtze6IrIJwI/AAAAAAAAAA0/wTml9lIEykI/s320/eusimpson2.jpg" width="279" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; um amiguinho do Bart. não me inveje, vc pode fazer aqui: &lt;a href="http://simpsonizeme.com/"&gt;http://simpsonizeme.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-8481107545569113420?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/8481107545569113420/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=8481107545569113420' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/8481107545569113420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/8481107545569113420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/09/um-amiguinho-do-bart.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/Rtze6IrIJwI/AAAAAAAAAA0/wTml9lIEykI/s72-c/eusimpson2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-4389125194623969982</id><published>2007-09-03T20:56:00.000-07:00</published><updated>2007-09-03T21:05:38.985-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>versão já editada (as piadinhas infames foram cortadas):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se não entender, ele desenha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Reinaldo Baptista, do Casseta &amp; Planeta, lança livro de cartuns em Curitiba&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/RtzXnorIJvI/AAAAAAAAAAs/k62QyhUN16k/s1600-h/reinaldo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106193153464477426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 157px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px" height="199" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/RtzXnorIJvI/AAAAAAAAAAs/k62QyhUN16k/s320/reinaldo.bmp" width="148" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pouca gente sabe, mas Reinaldo Baptista, mais conhecido como “um dos caras do Casseta”, também é cartunista. E dos bons, criado no Pasquim da década de 70. A “identidade secreta” – como ele mesmo chama – nos cartuns foi revelada para muitos na sexta-feira (31), quando o humorista participou de um bate-papo e sessão de autógrafos no Shopping Curitiba, por ocasião do lançamento de Reinaldo – Desenhos de Humor, livro que reúne 218 de suas melhores piadas, desenhadas desde 1974. “No início, pensei em escolher os piores, mas daí desisti”, conta.&lt;br /&gt;Desistiu, também, de ser lembrado por qualquer coisa que não esteja conectada ao programa humorístico global Casseta &amp; Planeta. Por isso, na capa de sua coletânea há uma tarja vermelha lembrando que ele é o sujeito que faz a Ótima Bernardes, uma de suas mais populares paródias na tevê atualmente.&lt;br /&gt;A coletânea faz parte de uma iniciativa da Editora Desiderata, que vem relançando grandes nomes dos cartuns e quadrinhos nacionais, além dos primeiros trabalhos da nova geração. Para tanto, ninguém menos que Jaguar, talvez o maior nome do cartum nacional na história, virou uma espécie de consultor de humor da Desiderata. E foi do próprio cartunista-mor que partiu o convite para o lançamento do livro de Reinaldo.&lt;br /&gt;O respeito ao trabalho dele como cartunista não é novo. Em 1974, quando bateu à porta do Pasquim com 24 anos e alguns desenhos debaixo do braço, foi com o próprio Jaguar que Reinaldo topou. As primeiras impressões que o então já veterano teve do iniciante ficam evidentes em uma entrevista dada por Jaguar cerca de 30 anos depois. “Quando vi o trabalho dele soube que já tinha nascido pronto. Desse jeito, no Brasil, só conheço dois”, declarou, revelando que o outro lugar garantido no pódium fica com o chargista Leonardo Rodrigues, que publica parte de seu material no www.rasuralivre.blogspot.com&lt;br /&gt;Reinaldo não concorda, nem discorda. “Tenho uma autocrítica forte. Então, com 24 anos eu realmente já estava com desenhos e idéias bem mais aprimorados que os demais aspirantes que iam bater no Pasquim. Acho que foi isso que o Jaguar viu”.&lt;br /&gt;Apesar dos elogios que vêm de cima, Reinaldo conseguiu reconhecimento de verdade foi na televisão, com o humorístico que vai ao ar, há 15 anos, todas as terças-feiras, em horário nobre. Piadas não faltam, até porque sobra matéria-prima quando o assunto é a política nacional. “Numa democracia, quem ocupar um cargo público tem que saber que, mais cedo ou mais tarde, vai ser motivo de piada”.&lt;br /&gt;O primeiro político parodiado por Reinaldo na tevê foi o ex-presidente Fernando Collor, que acabou virando Cheirando Collor de Melo nas mãos da trupe do Casseta &amp;amp; Planeta. A experiência teve um quê de traumática, apesar de irreverente. “As pessoas me xingavam de coisas desagradáveis na rua. Até porque eu também fazia a Rosane Collor. Então, acumulava as funções do primeiro casal da República eleito depois da ditadura”.&lt;br /&gt;Autoritarismo que, aliás, aparece na capa de Reinaldo – Desenhos de Humor. Os dizeres “Abaixo a ditadura” seriam até mesmo retrógrados se o resto do quadro não fosse composto pelo desenho parcial de um homem vestindo espartilho.&lt;br /&gt;Além de “um dos caras do Casseta” e cartunista, Reinaldo também é contrabaixista de uma banda de jazz, que atualmente produz seu segundo álbum. “Não é um excesso de atividades, porque agora realizo um trabalho de cartunista mais suave e faz sete anos que a banda na qual toco lançou o primeiro álbum”, explica ele.&lt;br /&gt;À parte, todo o trabalho é “organizado, disciplinado e deliberado”. O humor, levado a sério, é para ele uma importante arma contra os problemas contemporâneos. “O único jeito de agüentar essa barra pesada mundial é rindo”, finaliza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-4389125194623969982?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/4389125194623969982/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=4389125194623969982' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4389125194623969982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4389125194623969982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/09/verso-j-editada-as-piadinhas-infames.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/RtzXnorIJvI/AAAAAAAAAAs/k62QyhUN16k/s72-c/reinaldo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-2731296756618829360</id><published>2007-08-01T20:20:00.000-07:00</published><updated>2007-08-01T21:06:33.057-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>só pra não passar em branco:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;não lave as orelhas!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;fico, obviamente, impressionado com a grande quantidade de especialistas em tráfego aéreo que têm surgido depois dos já conhecidos problemas envolvendo nossos aparelhos alados. não deveria, porém. convivo quase diariamente com a mais propensa espécie já catalogada para dar opiniões não-embasadas: universitários de jornalismo. de alguma forma a seleção natural proposta por darwin também se aplicada ao mercado: pessoas com pré-disponibilidade genética para o inoportunismo de dar opiniões quando essas não são solicitadas (e o pior, sem terem a mínima idéia do que estão falando) são, naturalmente, fadadas às redações – da mesma forma que seres com a área do cérebro responsável por concluir raciocínios afetada acabam caindo em filosofia, invariavelmente.&lt;br /&gt;começo a duvidar do ditado popular que diz que a ignorância é uma bênção. pode até ser, desde que venha acompanhada de algum distúrbio fonoaudiológico que impossibilite a disseminação da mesma. alguém certa vez disse que a cada minuto nasce um otário no mundo. não seria mau de todo, se de bônus viessem afásicos ou com qualquer outra lesão semelhante nos respectivos centros cerebrais.&lt;br /&gt;acontece que a vontade jornalística de expor argumentos a respeito de determinado assunto é inversamente proporcional ao conhecimento que se tem do mesmo – e geralmente esse último está no setor negativo do plano cartesiano. em quase três anos no meio do fogo cruzado, perdi a conta de quantas vezes vi assuntos ordinários se transformarem em flamejantes discussões entre aspirantes a arautos da sociedade. uma nefasta herança da época em que a classe era considerada intelectual. eu, particularmente, considero o senso prático a maior das qualidades. discussões do tipo “o copo está meio cheio ou meio vazio” só me interessam se isso for ser levado em conta para decidir quem sai pra comprar mais cerveja.&lt;br /&gt;no entanto, a palpitaria desenfreada é reforçada por ícones do cânone jornalístico do horário nobre, como arnaldo jabor (nem só a felicidade é estética, como escreveu o poeta; a competência também pode ser). por isso, sou totalmente a favor da idéia de que se for pra falar asneiras pretensiosamente sérias, conte uma piada. provavelmente você vá acabar entre os tripulantes da turma do didi, mas pelo menos vai passar em um horário em que todo mundo está mais ocupado curando a ressaca de sábado à noite.&lt;br /&gt;ah, os jornalistas! são mesmo hercúleos guerreiros na cruzada em favor da cultura e de um mundo mais justo, cabais defensores da liberdade de expressão (leia-se: do direito de falar abobrinhas com a defesa contra achincalhamentos assegurada por lei).&lt;br /&gt;mas como tudo que já é ruim ainda pode realmente chegar às raias de um filme do woody allen, gurus digitais prevêem que a tecnologia (em mais um exemplo de como pode ser maléfica à humanidade) irá transformar, em breve, cada cidadão em um jornalista em potencial. do auge de meu eterno otimismo, tento vislumbrar algo de bom nisso, como por exemplo, uma eficaz ferramenta de controle de natalidade, já que uma breve navegada de meia hora por blogs e afins deverá ser mais do que o suficiente para explodir uma bolsa escrotal.&lt;br /&gt;recorro a hunter thompson pra concluir a ópera: “quando as coisas ficam bizarras, os bizarros viram profissionais”. vê só o que a simbiose entre acidentes do destino e um belo plano de carreira pode fazer por pessoas sem auto-crítica?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-2731296756618829360?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/2731296756618829360/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=2731296756618829360' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/2731296756618829360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/2731296756618829360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/08/s-pra-no-passar-em-branco-no-lave-as.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-3595398043271809729</id><published>2007-07-05T21:35:00.000-07:00</published><updated>2007-07-05T21:42:39.068-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;strong&gt;"todos dançam tristes na banda dos contentes"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/Ro3IIMVOFxI/AAAAAAAAAAc/72HRG6o2QCI/s1600-h/MAGRITTE.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083939597445895954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/Ro3IIMVOFxI/AAAAAAAAAAc/72HRG6o2QCI/s320/MAGRITTE.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;18h30. Conhaque no balcão. A sinfonia se perde ao longe. Bate no vazio das tripas e queima o bom senso. Flamejante. Gravatas, suspensórios. O outro mendiga uma cachaça. O cara ao lado é um daqueles fodidos pelo cigarro. Tem um buraco na garganta. Puxa papo. Pergunta minha idade. Mal entendo o que diz. Falamos sobre cerveja e sobre malditos escritórios. Sobre cigarros e sobre como preciso parar de fumar. Mais uma dose. A grana não vai dar pro ônibus. O cara continua falando: quantos anos fumou, com que idade começou etc e tal. Continua dizendo que é melhor parar enquanto é tempo. É inútil. Ninguém nunca dá ouvidos. Desligo e me concentro na dose. Lembro da sinfonia: teclados, cliques de mouse, impressoras anárquicas. Lembro de José Arcádio Buendía. Lembro de Sartre e lembro de Tyler. Não vai dar pro ônibus. Gravatas, suspensórios. Pouco importa. Uma vez alguém me disse que à noite todo mundo é marginal. Não deixa de ser interessante. Mas alguém também disse que pra se viver à margem é preciso ser honesto. Não lembro quem. E que se foda o ônibus. Outra dose. O velho fala. É meio Buendía: passou tanto tempo amarrado na árvore que agora não sabe pra onde ir. E daí fala. Olho o pulmão moribundo atrás do maço. A trilha sonora é a voz do velho, que insiste em sair pelo buraco de broca. Não chega a ser aterrorizante, mas é o suficiente pra te fazer pensar por dois ou três segundos. Outra dose. As latas de embutidos sobre rodas desfilam do lado de fora. As pessoas voltam. Ninguém olha aqui pra dentro. É uma vitrine de açougue, um morredouro de almas. Olhar deve ser de mau agouro. Um quadro de Magritte enfeitando a avenida. O retrato é mais feio que o próprio Dorian. Outra dose. Desce feito suco de laranja e deixa a boca cheia d’água. Pago a conta e dou três tapinhas nas costas do velho. Convenções idiotas. Saio. É como ter dardos nos olhos. Você bate no vazio da avenida e fica lá, boiando, como a primeira dose no estômago incauto. Só quando o corpo purga é que as flores da alma respiram. O maço vaga no bolso do jeans. Olho o pulmão moribundo. É melhor que o buraco de broca. A vida podia ter final feliz, mas a gente morre no fim. É inevitável: sempre termina como um conto de Bukowski.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-3595398043271809729?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/3595398043271809729/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=3595398043271809729' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/3595398043271809729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/3595398043271809729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/07/todos-danam-tristes-na-banda-dos.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/Ro3IIMVOFxI/AAAAAAAAAAc/72HRG6o2QCI/s72-c/MAGRITTE.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-3336129885318337102</id><published>2007-07-04T21:18:00.000-07:00</published><updated>2007-07-04T21:19:40.473-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;CERTAS COISAS SEMPRE CHAMAM MINHA ATENÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que fico meio boquiaberto com a quantidade de produtos ecologicamente corretos que se anunciam. Quando era menor lembro que ficava impressionado quando ouvia alguém dizer que era vegetariano. Pensava que só mesmo um ideal muito forte podia levar alguém a abdicar de uma picanha mal passada. Depois fui percebendo que a coisa não é bem assim: o sujeito pode muito bem ser vegetariano (seres que geralmente mataram aquela aulinha básica sobre cadeia alimentar no ginásio) e ainda desfrutar de um hambúrguer de soja saboroso como carne – sei disso porque provei um há alguns dias.&lt;br /&gt;Nada contra a atenuação do martírio deste clã, claro (passei a suportar bem esses aspectos depois de entender as nuances do Estado de Bem-Estar Social). Por outro lado, isso está formando uma horda de chatos como nunca vi antes. Posso ter passado a andar em más companhias – é uma possibilidade a ser avaliada -, mas o fato é que nunca fui tão importunado por ser um entusiasta dos bifes, alcatras e afins. Toda hora alguém te alveja com um discurso sobre a “alma dos animais” ou o fato de eles também serem “seres vivos” – como já disse, pra mim é tão somente uma questão de cadeia alimentar.&lt;br /&gt;Está aí um dos piores defeitos da humanidade hoje: achar que qualquer atitude abestalhada pode contribuir para um mundo melhor (veja o exemplo de Bono, Madonna etc). Desse jeito, no fim, a coisa toda – que pode, sim, ser bem intencionada, apesar de ser idiota – acaba sempre se parecendo com aquela velha “arma do negócio”, a auto-propaganda. É cada vez maior o exército de pessoas abdicando disso e daquilo, os movimentos na internet do tipo “passe um dia sem computador”, pessoas se auto-glamourizando por “fazerem a sua parte”, mesmo que isso seja restrito a assistir à TV Câmara. Até acho que uma grande mudança pode começar de baixo – na falta de uma granada, precisa-se usar diplomacia, obviamente – mas também acredito profundamente que manifestações do tipo “acenda uma vela na sua janela às 20 horas de tal dia e peça paz” contribuem muito mais para reiterar a postura de palhaço do brasileiro do que para comover autoridades – sejam elas oficiais ou o Fernandinho Beira-Mar.Mais um reflexo dos tempos ordinários em que vivemos. Bá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-3336129885318337102?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/3336129885318337102/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=3336129885318337102' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/3336129885318337102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/3336129885318337102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/07/certas-coisas-sempre-chamam-minha-ateno.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-4034981789581401985</id><published>2007-07-03T19:39:00.000-07:00</published><updated>2007-07-03T19:54:11.985-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;LINKANDO...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Agora a idéia é manter este antro com atualizações em tempos razoáveis. Por isso, uma nova seção, pra quem, como eu, gosta de ficar comendo bola na frente do PC. Segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://revistatrip.uol.com.br/blog/?materia=25011"&gt;Só assim pra dar jeito&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.boardsmag.com/screeningroom/musicvideos/4258"&gt;Queria fazer um destes na minha velhona dos Ramones&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l_JCmNr8LUE/RkJv1WBIRXI/AAAAAAAAAKE/vWlvg9q9CPU/s1600-h/09cb040amaiocor.jpg"&gt;Invadir é fácil, acertar o alvo é que são elas...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/verify_age?next_url=/watch%3Fv%3DXfAdoGzgpMQ"&gt;The Big Shave (Scorsese, no início, mas precisa de login)&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-4034981789581401985?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/4034981789581401985/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=4034981789581401985' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4034981789581401985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4034981789581401985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/07/linkando.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-3446079611535774222</id><published>2007-06-27T21:22:00.000-07:00</published><updated>2007-06-27T21:38:22.234-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;RESENHOL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se estou ficando famoso ou se meus amigos estão com pena, achando que posso me tornar um precoce Bukowski - acho que a segunda opção está mais em alta. O fato, porém, é que a pedidos resenhei o EP de uns bróders – nenhum hercúleo trabalho, mas espero ganhar uma boa recompensa monetária quando os cabras estiverem na fase das 100 toalhas brancas. Segue, abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Orgasmos múltiplos (The Tonighters – O que importa é o prazer)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/RoM6L8VOFwI/AAAAAAAAAAU/PL36CyKYbYs/s1600-h/tonighters.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080968781452154626" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 268px; CURSOR: hand; HEIGHT: 179px" height="201" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/RoM6L8VOFwI/AAAAAAAAAAU/PL36CyKYbYs/s320/tonighters.jpg" width="285" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A famigerada trinca maldita – sexo, drogas e rock’n roll – pode ser compactada em uma palavra: satisfaction. Então, nada mais oportuno para uma banda de rock do que meter o pé na porta dos inferninhos alternativos da cidade com um EP que traz o hedonístico e terminante nome: O que importa é o prazer. É já que é rock, nada de viadagem: o baixo é galopante, as guitarras densas – uma inexorável massa sonora herdada diretamente da árvore genealógica do MC5 – e a bateria estabanada, mas sem perder a órbita. Quatro músicas que misturam Rolling Stones, glitter rock e proto-punk, com direito, inclusive, a paradinhas virtuosísticas do lado hard dos anos 70 em &lt;em&gt;Desculpe, baby&lt;/em&gt; – não, não é um cover dos Mutantes, ô bastardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As letras, é claro, são marginas – não bote no talo se sua mãe estiver perto, Ana Maria Ritta: menininhas de 16 aninhos chapadas, álcool, cigarros, a fumaça subindo a cabeça, e você está livre para pular do prédio mais alto que encontrar, baby. Tudo embrulhado em historinhas de amor à lá Sid e Nancy. Daí em diante, procure manter a consciência, que na segunda tragada o mundo vai girar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu a pressão? Então, se liga, cambada, que Marcus (guitarra/voz), Maike (baixo), Fível (guitarra/backing vocals) e Rodrigo (bateria) podem se materializar a qualquer momento em alguma casa de shows inóspita e insalubre da invernal noite curitibana. E, claro, estaremos lá para fazer jus a todas as referências alcoólicas de suas singelas canções. É tudo conseqüência dos momentos de loucura, meu bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó, pedala que dá pra ouvir o som aqui: &lt;a href="http://www.myspace.com/tonighters"&gt;http://www.myspace.com/tonighters&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-3446079611535774222?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/3446079611535774222/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=3446079611535774222' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/3446079611535774222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/3446079611535774222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/06/resenhol-no-sei-se-estou-ficando-famoso.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_K1lHWt-f5sY/RoM6L8VOFwI/AAAAAAAAAAU/PL36CyKYbYs/s72-c/tonighters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-4293889349102281047</id><published>2007-06-18T21:55:00.000-07:00</published><updated>2007-06-18T21:57:34.086-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>TODO JORNALISTA É UM ESCRITOR FRUSTRADO&lt;br /&gt;(Também, não era pra menos):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O toque do telefone foi a fagulha que percorreu todos os circuitos de seus sistema nervoso e colocou em movimento, dentro de seu crânio, os cilindros de um barulhento motor. Triiiiimmmmm! Um toque estridente, em falsete, mas potente como um trovão. Boris tentou abrir os olhos, mas a claridade da televisão lhe entrou cabeça adentro como se suas órbitas oculares estivessem vazias, e cutucou seu cérebro com um alfinete. Pim! Triiiiimmmmm! O telefone estava na mesa ao lado da cama, mas não dava para alcança-lo só esticando o braço e a simples tentativa de mover o corpo fazia suas entranhas descreverem “luppings”. O aparelho era um modelo antigo, daqueles em que ainda era preciso discar, e de um branco encardido. Triiiiimmmmm! Triiiiimmmmm! Boris desgrudou a cara do lençol e girou a cabeça. Era como se seus miolos estivessem soltos na caixa craniana. Triiiiimmmmm! Triiiiimmmmm! Triiiiimmmmm!&lt;br /&gt;E de repente parou.&lt;br /&gt;Boris voltou a se acomodar e tentou reconstituir a noite anterior. A empreitada foi bem sucedida, mas concluiu que poderia ter deixado a porra da lembrança quieta, engavetada em sabe-se lá qual arquivo carcomido de sua memória. Não tinha a mínima idéia de quanto tempo dormira, mas concluiu acertadamente que passavam das duas da tarde. Uma garoa tamborilava na janela.&lt;br /&gt;O telefone voltou a fazer sua algazarra fanfarrona. Seja lá quem fosse, não se podia negar que o desgraçado era obstinado. De qualquer forma, era melhor que não fosse do trabalho. No estado em que estava, sua presença ou não hoje faria a mesma diferença que diálogos em um filme pornô. Num esforço hercúleo, começou a sentar-se na cama. Estava enjoado. O telefone berrava como uma criança mimada que não tem seu capricho atendido. Triiiiimmmmm! Triiiiimmmmm!&lt;br /&gt;Nesse momento o vizinho do apartamento contíguo começa a martelar uma parede. Pac! Pac! Pac! Um barulho metálico e seco, como se estivesse brincando de bateria com panelas. Pac! Pac! Triiiiimmmmm! Pac! Triiiiimmmmm! Triiiiimmmmm! Quando você está de ressaca o Universo inteiro conspira para que a porra toda vire uma enxaqueca. Boris esfregou os olhos e esperou os miolos, que dançavam aleatoriamente dentro de seu crânio, retomarem seus respectivos lugares.&lt;br /&gt;Pegou o telefone. Era melhor que não fosse do trabalho.&lt;br /&gt;Balbuciou grogue e silabadamente:&lt;br /&gt;- A-lô&lt;br /&gt;Tum. Tum. Tum. Tum.&lt;br /&gt;Boris se perguntou se Deus teria telefone.&lt;br /&gt;Olhou em volta.&lt;br /&gt;O vizinho continuava batendo. Por uns dois minutos nomeou-o com todas as expressões degradantes que conseguiu lembrar. Imaginou que ser o Senhor dos cristãos, judeus, ou muçulmanos deveria ser o ponto alto na hierarquia das divindades. Ser deus dos hindus deveria ser uma merda. Têm-se muitos vizinhos.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;- Outra vez?&lt;br /&gt;É, outra vez?&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;Isso merecia uma resposta a altura. Mas ela é a minha mãe.&lt;br /&gt;- Quando vai parar?&lt;br /&gt;Triiiiimmmmm! O eco ainda reverbera entre o cérebro e a parte interna do crânio. Ele sente a coisa quicando perfeitamente, de um lado pro outro, como uma bolinha de ping-pong. Pic! Pic! Pic!&lt;br /&gt;- Quando vai se tornar um homem?&lt;br /&gt;Ele reflete. A bolinha continua. Pic! Pic! Ela tem razão. Não deveria correr pra lá toda vez que a cantineira coloca geléia de amoras em vez de pasta de amendoim no seu sanduíche.&lt;br /&gt;- Eu te dei tudo. Fiz o que pude.&lt;br /&gt;Era tudo o que ele não precisava agora.&lt;br /&gt;- Te faltou alguma coisa? Juro, fiz de tudo.&lt;br /&gt;Na fogueira das vaidades, sempre tem alguém disposto a pôr mais lenha.&lt;br /&gt;- Fiz de tudo, de tudo, de tudo.&lt;br /&gt;Será que um homem de 25 anos, 65 quilos e um metro e 85 poderia sair pelo ralo de um banheiro.&lt;br /&gt;- Na sua idade, eu já estava casada. Você já tinha nascido.&lt;br /&gt;Claro! Um filho e todos os meus problemas serão substituídos por duas trocas de fraudas diárias.&lt;br /&gt;- Juro, te dei tudo o que podia. Fiz de tudo.&lt;br /&gt;Ah, então hoje vamos ficar nesses gravetinhos?&lt;br /&gt;- De tudo.&lt;br /&gt;Pic! Pic! Pic!&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Agora, a TV tinge o rosto de Boris de rosa néon. Em cima da escrivaninha as formigas disputam espaço com os copos que se acumulam sabe Deus desde quando.  (Três? Quatro dias? Uma semana?) Boris jazz no canto do sofá que deve ter valido alguma coisa no dia em que foi comprado, encolhido, quase em posição fetal. Um cigarro ainda virgem pende dos lábios secos. Se beber mais uma dose poderá doar o sistema circulatório para a medicina, a propósito da formação das futuras gerações de anatomistas. Na parede, o arremedo do que deveria ser uma pintura esconde parte de um bege horrivelmente feio e insosso. A garoa continua batucando tediosamente na vidraça. O carpete gasto, molhado e fedorento está cheio de cinzas. O telefone não toca mais e o vizinho deve ter desistido da idéia de derrubar a casa. Ou isso, ou está tentando emprestar uma marreta. O importante é que lá, em seu apartamento, o mundo parece ter entrado em intervalo. E é quando o mundo vai para o comercial que se percebe como a programação é senil. A mesma vitrine de açougue num caleidoscópio psicodélico. Sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-4293889349102281047?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/4293889349102281047/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=4293889349102281047' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4293889349102281047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/4293889349102281047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/06/todo-jornalista-um-escritor-frustrado.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-912800856574227117</id><published>2007-05-21T21:21:00.000-07:00</published><updated>2007-05-21T21:29:36.290-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O INCRÍVEL RETORNO DO BLOG MAIS INTERMITENTE DA VIA LÁCTEA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textinho que eu, muito competentemente, fiz a proeza de conseguir inutilizar para fins de publicação séria (nem reescrevendo tudo se dá jeito na criança). Os motivos são facilmente constatáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fluxo de consciência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Gretchen fazendo curso de política pra ser prefeita, mais propina no governo, a tevê dando tudo o que o Clô queria no Congresso, o Bush querendo mais dinheiro pra continuar brincando de Lego no Iraque, Sarkozy e a estátua do De Gaulle na França, o Serra apontando um trabuco pra situação, a diminuição da maioridade penal quase passando no Senado – “beat on the brat with the baseball bat”, já cantavam os Ramones – e no meio de tudo isso eu tou pagando pra ver como o Frodo vai ficar dentro das calças justas de Iggy Pop no cinema. É tudo meio onírico e passa por você como as fofocas no trampo depois da sua terceira noite mal dormida – ouve, mas não processa nada. É sempre o mesmo filme, principalmente quando o ano se encaminha pro meio e os blockbusters enchem as salas de cinema – Homem Aranha, Shreck, Piratas, enfim. Mas depois de ver a coisa pela milésima vez, já não tem tanta graça, né, Romário?&lt;br /&gt;Toda essa introdução cheia de firulas e citações metidas à besta é pra dizer que, como em Alice no País das Maravilhas, agora parece que é sempre hora do chá. E, nós, os universitários, do auge da empáfia de futuro da nação, ouvimos o novo álbum do New York Dolls – um bando de velhos caquéticos querendo soar como nos anos 70. Eu nunca vi uma bomba, e as guerras que vi pela tevê são de mentirinha – quando o vídeo do enforcamento do Saddam chega pra você por e-mail é que a gente se dá conta de que o mundo é uma Matrix feita por assessores de imprensa. Uma geração inteira criticando inimigos fantasmas, falando mal de tudo por falta de uma boa briga pra comprar. A hemorragia de dinheiro agora tem como foco uma construtora com o nome de Buda – Gautama! E daí fica tudo meio glamourizado, né? Agora a vida imita a arte. E os telejornais amarram um enredo de câmeras e teorias conspiratórias dignas de um filme de Hollywood, que desemboca na porta do gabinete do ministro. Daí qualquer possível nudez no Big Brother perde a graça.No fim, tudo parece um arremedo, um daqueles filmes trash. É como se o mundo fosse dirigido pelo Zé Caixão. Não só Deus está morto. Sartre também. Morto e enterrado. O hype das livrarias é a estréia da filha do Dias Gomes, num livro “que é sexo, drogas e rock’n’roll” – mais um, outra vez, como se isso não fosse tudo o que foi feito pela nova horda de escritores a partir dos nerdiáticos(?) anos 00. Nada mais normal, pois se Beatles e Stones saíram de cena – e Keith Richards dá seu último suspiro como um bucaneiro no terceiro ato de uma das maiores franquias cinematográficas dos dias hoje – a polêmica do mundo pop fica mesmo por conta das farpas trocadas pelo RBD e o High School Musical. Tudo um arremedo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-912800856574227117?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/912800856574227117/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=912800856574227117' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/912800856574227117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/912800856574227117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/05/o-incrvel-retorno-do-blog-mais.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-117571832677958564</id><published>2007-04-04T13:25:00.000-07:00</published><updated>2007-04-04T13:25:26.783-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Tarantino's mind - 2006&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://youtube.com/v/oGPPIwUMP0I"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://youtube.com/v/oGPPIwUMP0I" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br&gt;Conheça "o código"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-117571832677958564?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/117571832677958564/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=117571832677958564' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/117571832677958564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/117571832677958564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/04/tarantinos-mind-2006-conhea-o-cdigo.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-117570453417703946</id><published>2007-04-04T09:35:00.000-07:00</published><updated>2007-04-04T09:37:10.786-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Para entender a Web 2.0&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://youtube.com/v/JMRF_ZXms9E"&gt;&lt;embed src="http://youtube.com/v/JMRF_ZXms9E" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Na dúvida, seja didático (sempre)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-117570453417703946?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/117570453417703946/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=117570453417703946' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/117570453417703946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/117570453417703946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/04/para-entender-web-2_04.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-117553437984021696</id><published>2007-04-02T10:17:00.000-07:00</published><updated>2007-04-02T10:19:39.856-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Vida vadia virtual, aqui me tens de regresso&lt;br /&gt;(vamos tentar só mais uma vez, ok?)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A-há! Voltei, enfim. (Não que isso seja importante para um número muito grande de pessoas.) Então, que eu seja bem-vindo a este blog que se equilibra como um saltimbanco no alto da torre de marfim da irresponsabilidade. Provavelmente ninguém vai ler isso, então vou dizer as coisas pra mim mesmo, tipo falar sozinho (o que é ótimo, porque falando sozinho vou ter sempre razão). Pensei em fazer um podcast pra comemorar a volta do filho pródigo ao lar, mas meu computador não tem microfone e minha atual situação financeira está em vias de me deixar sem a birita nossa de cada dia. E já que eu não posso falar pra mim mesmo no meu próprio programa caseiro, não vou dar moleza para o leitor (eu). Abaixo, só o setlist abortado. Procure na internet, Sandoval, seu bastardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01) Rock´n Roll Suicide – David Bowie&lt;br /&gt;02) Jazz From Hell – Frank Zappa&lt;br /&gt;03) Companheiro Bush – Tom Zé&lt;br /&gt;04) Rockz – Caetano Veloso&lt;br /&gt;05) Crazy – Gnarls Barkley&lt;br /&gt;06) Bohemian Rhapsody – Queen&lt;br /&gt;07) Cantor de Mambo – Mutantes&lt;br /&gt;08) Eu Sou o Rio – Black Future&lt;br /&gt;09) Into My Arms – Nick Cave&lt;br /&gt;10) Soul Power – James Brown&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa viagem ao centro do seu (meu?) ego.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-117553437984021696?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/117553437984021696/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=117553437984021696' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/117553437984021696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/117553437984021696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/04/vida-vadia-virtual-aqui-me-tens-de.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-116890805931288193</id><published>2007-01-15T16:38:00.000-08:00</published><updated>2007-01-15T16:40:59.340-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Perdoem qualquer erro de concordância, digitação e coisas assim. Acabou de ser escrito às pressas e ainda tá sem revisão decente. Ainda tá sem título também. Precisa ser aperfeiçoado antes de quem sabe sair num jornal ai.&lt;br /&gt;É isso. Fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada eu li uma matéria – não lembro aonde – sobre um novo aparelho celular que, se não tou enganado, só faltava ter o cinto de utilidades do Batman. Mas isso não é lá um grande pecado, se você considerar que a tal geringonça executa música, exibe filmes e – entre outras coisas – tem acesso a GPS. Tipo, faz tempo que dá pra sacar que a tendência era realmente que todas as mídias migrassem para um único aparelho – e o celular era o mais provável. Só que, depois de ler isto, eu comecei a pensar em como esses “modern times” e a tecnologia a que tive acesso moldaram o que sou hoje. A internet - que eu descobri quase tardiamente, lá pelos 13 ou 14 – com a música, os mp3, a informação, o acesso a tal cultura pop, a contribuição na decisão de ser jornalista. A internet que me ajudou a entrar em contato com o que eu leio hoje. A TV aberta que despertou o meu interesse pelos desenhos animados politicamente incorretos – e os bonitinhos também – e pelos filmes policiais – que depois me levaram aos filmes de máfia, aos westerns cínicos que eu vi e ainda vejo com meu pai, entre outros. E como tudo isso mudou a minha visão de mundo e como ainda hoje me influencia, em cada decisão que eu tomo.&lt;br /&gt;O ponto em que eu quero chegar é esse: a nossa geração, a geração de que eu faço parte, talvez tenha sido até agora a que menos sofreu as influências do meio físico em que está inserida. Em certa medida, somos cada vez menos influenciados pelas pessoas com as quais convivemos todo dia cara-a-cara. Isso porque a internet, o DVD, o disk-man – que agora já é Ipod – nos deram a chance de moldar a nós mesmos. Toda essa tecnologia nos fez ter a chance de, até certo ponto, decidir quem iríamos ser, mais ou menos como se fôssemos uma massinha de modelar em nossas próprias mãos – isso é, se eu não estiver viajando demais. Isso porque temos oportunidade de escolha: você pode, se quiser, desistir de ir no boteco com algum amigo bater papo e ficar em casa, na rede, pesquisando o significado histórico dos filmes-noir, ou baixando o último EP de qualquer bandinha de garagem que esteja estourada nas paradas indies da Inglaterra.&lt;br /&gt;E é ai que chegamos a outro ponto. (Não quero soar como todo aquele discurso pacifista e tudo – na verdade, o que quero dizer é justamente o contrário disso.) Só temos essa oportunidade, essa considerável – não quero usar “infinita” porque não me agrada – gama de escolha por somos a mais lapidada peça da barbárie. É, sem grandes guerras, sem a Guerra Fria, sem Vietnã, sem o Golfo, sem Bósnia, sem tudo isso, não estaríamos no estado desenvolvimentista em que estamos hoje – e conseqüentemente não teríamos tanta capacidade de escolha. Um livre arbítrio regado a napalm.&lt;br /&gt;Deu pra sacar? Parece que um ciclo histórico se fecha. A guerra fodeu milhões de pessoas, glamourizou “líderes” políticos sexualmente frustrados, rendeu grana pra cacete pra muita gente, e agora fecha um ciclo e tira o poder das mãos do ambiente físico em que você vive. Em “Nascido a 4 de julho”, um filme do Oliver Stone – meio panfletário e com um discurso meio exagerado que a certas alturas dá no saco – o personagem do Tom Cruise é um jovem patriota que decide ir pra guerra pra varrer o comunismo, porque “ama seu país” e blá blá blá. Volta como veterano do Vietnã, sem as pernas, pra um país que já não apóia mais a guerra – mas isso depois de ele ter se fodido nela. Tipo, o personagem – Ronnie, se eu não me engano – é o retrato de alguém iludido pela lorota kennedyana. Fruto do meio em que está inserido. Mas hoje seria bem mais difícil um jovem ser ludibriado assim – há outras formas de se enganar hoje, mais requintadas, não essa. Claro que sempre existe a possibilidade de levar alguém pra morrer em alguma vereda esquecida pelo Ocidente – os caras que nesse momento jogam Duke Nuke no Iraque, por exemplo – mas o presidente, o tio, o seu pai, o gerente do teu banco – e isso é certo – tem cada vez menos influência sobre você. A guerra acabou fechando o leque da guerra, como está fechando o leque do despotismo, do poder centralizado – em outras palavras, como está desfigurando a face do poder e o deixando cada vez mais sem rosto.De alguma forma, tenho a impressão de que um elo se fecha. Quem garante que daqui a 50, 100 anos, ainda vai haver Congresso. Imagine só que alguém sugere uma lei e então um país inteiro vai pra frente do computador, entra na rede, e começa a votar a tal lei – sem intermediários. Cada um, em sua casa vota diretamente, sem essa de representatividade. Já pensou nisso? Não que isso vá acabar com a corrupção, não creio nisso, ou vai melhorar o processo, ou vai diminuir as mazelas. Mas pensa só, é uma possibilidade. É uma “revolução”, por assim dizer. Maior do que qualquer uma que já houve, porque vai ser a mais individual de todas. E quem garante o que vem a partir daí?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-116890805931288193?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/116890805931288193/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=116890805931288193' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116890805931288193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116890805931288193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/01/perdoem-qualquer-erro-de-concordncia.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-116855533229778060</id><published>2007-01-11T14:41:00.000-08:00</published><updated>2007-01-11T14:42:12.310-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;E como é que se vivia sem internet?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas dicas de música sobre coisas interessantes que eu descobri está semana, mesmo estando funcionando a 220 V.&lt;br /&gt;Primeiro: um cd tributo ao Odair José. É, isso mesmo, o tal “cantor das empregadas”, o supra-sumo da cafonice que de tão brega, mas tão brega, acabou virando cult. Só que no fundo, no fundo, ele não é tão ruim assim e o cd tributo – com gente que vai de Paulo Miklos, Zeca Baleiro e Monbojó às bandas curitibanas Poléxia e Terminal Guadalupe, passando pelo popzinho sem vergonha do Leela MTV -, tem uns momentos legais. Por causa do corre-corre, ainda não consegui ouvir a bagaça toda, mas aqui vai: ouça “Vou tirar você desse lugar” (Paulo Miklos), “Eu queria ser John Lennon” (Columbia) e “Eu, você e a praça” (Zeca Baleiro). Ah, e você nem precisa ficar de bobeira na frente do micro enquanto espera a coisa toda fazer download. Dá pra ouvir pela Radio Uol.&lt;br /&gt;Segundo: vai lá no cata-corno do Google, digita Los Porongas e clica no primeiro link que aparecer. É o site de uma banda do Acre (sim, do Acre, esse lugar nos confins do Judas que ninguém nunca lembra que faz parte do Brasil) onde você consegue ouvir um EP inteiro dos caras. Uma espécie de seringal beat, que também envereda para os lados placeboeanos da vida. É, o revival dos anos 80 não ta poupando ninguém – e ainda dá pra atravessar a fronteira e descolar uma coca na Bolívia. Ouça “Enquanto uns dormem”.&lt;br /&gt;É isso. Fui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-116855533229778060?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/116855533229778060/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=116855533229778060' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116855533229778060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116855533229778060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/01/e-como-que-se-vivia-sem-internet-duas.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-116827065891534001</id><published>2007-01-08T07:36:00.000-08:00</published><updated>2007-01-08T07:37:38.936-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Happy Birthday to You!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje meu pai faz 45 anos. É, no mesmo dia em que o Bowie faz 60. Eu disse isso pro meu velho, mas ele não deu muita pelota. Enfim. Meu pai não ouve Bowie, então, é compreensível. Ele também não ia gostar muito do cara se conhecesse. Androginia não lhe é algo admirável, mas sim digno de censura. Bom, mas eu faço uma homenagem a essas duas figuras tão díspares nascidas no mesmo dia – é, astrologia realmente é uma merda. Ambos, porém, tem dois grandes feitos. O “camaleão do rock” em 72, quando lançou &lt;em&gt;The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders Mars&lt;/em&gt; – para os íntimos só &lt;em&gt;Ziggy Stardust&lt;/em&gt; -, pedra fundamental em cima da qual os apóstolos do bowienismo ergueram a hermafrodita e purpurinada catedral do glam rock; meu pai, em 86, quando me fez hahahaha.&lt;br /&gt;Hoje, porém, o mundo todo tá fodido, com seus Bush´s e Marylin Manson´s, e eu tenho saudade de um tempo que eu não vivi. Deu pra entender?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-116827065891534001?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/116827065891534001/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=116827065891534001' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116827065891534001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116827065891534001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2007/01/happy-birthday-to-you-hoje-meu-pai-faz.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-116714816405697789</id><published>2006-12-26T07:47:00.000-08:00</published><updated>2006-12-26T07:56:54.656-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;EU PROMETO NÃO PARAR DE FUMAR&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No Natal James Brown foi pro saco. Mais um. Os bons sempre dão um jeito de fazer merda no fim. Ontem, quando cheguei em casa e vi a notícia no Jornal Nacional, com aquela retrospectivazinha vagabunda que fizeram da vida do cara, pensei: porra, meus heróis sempre me foderam – morreram de cirrose, overdose, suicidaram-se aos 23 anos (ou aos 67). Não que seja o caso do “senhor dinamite” – ele tinha 73 e eu apenas gostava dele e do som, não me era um ídolo. O fato é que gente como Brown, Joey Ramone, Ian Curtis, Thompson, Capote, Fante, Kerouac, Wild, Boham, Raulzito, Boudelaire e tantos outros – nem tantos assim, pensando bem – não são como todos e ficam de saco cheio da porra toda bem rápido. Drogas, álcool, problemas com a justiça, fetiche por armas de fogo, amor à melancolia, euforia, depressão – é tudo um saco de merda se rasgando em cima de você – o velho Buk sabia das coisas.&lt;br /&gt;E 2007 vai ser a mesma merda. Pode jogar flores à Iemanjá, pular onda, comer lentilha, usar camisa branca e calcinha vermelho paixão. Prometa começar aquele regime, faça planos de emprego melhor, mais dinheiro e férias com a família numa praia do Nordeste. Prometa parar de fumar também. Fique eufórico com o grande leque de possibilidades que se estende a sua frente, com um novo ano inteiro tirado da manga. Lá pelo Carnaval você vai cair em si. Outra vez. Como em todos os outros carnavais.&lt;br /&gt;Um dia alguém vai conseguir sintetizar o cérebro de um otimista e essa será a droga de farmácia de maior sucesso no próximo verão.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;King Heroin&lt;/em&gt;, como diria Brown.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-116714816405697789?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/116714816405697789/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=116714816405697789' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116714816405697789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116714816405697789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/12/eu-prometo-no-parar-de-fumar-no-natal.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-116467524408186030</id><published>2006-11-27T16:48:00.000-08:00</published><updated>2006-11-27T16:54:04.093-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esse post começa com um pedido: estou procurando um suplemento da Época chamado "300 filmes para ver antes de morrer". Já vasculhei as bancas do centro, mas não encontrei. Se alguém ver essa porra em algum lugar, me avise. Serei mui grato.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Ontem fui com um amigo meu ver uma peça de teatro baseada em Jack Kerouac. Por isso, segue aí embaixo a resenha que escrevi sobre &lt;em&gt;On The Road &lt;/em&gt;há algum tempo.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;No mais, vasculhando sebos e comprando livros para as férias. Estou aceitando empréstimos também. Então, se você gosta de mim, quebre meu galho. Se não, foda-se - eu não vou ficar sabendo mesmo.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pé na estrada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No meio do caminho tinha uma pedra, mas ela foi dinamitada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;On The Road não é um livro pra qualquer um. Já ouvi muitas vezes carinhas dizendo coisas assim: “porra, o cara só fala que ta viajando e que pega carona e blá blá blá.” Gente que nunca entendeu o real sentido da coisa. Mas não se sintam culpados. Capote, que foi Capote, com todos os louros que merece por isso, também não entendeu. Reza a lenda que, quando foi apresentado ao livro de Kerouac, disse: “Mas isso não é escrever. Isso é bater à máquina”. Ele não sabia, mas o buraco era bem mais embaixo.&lt;br /&gt;A importância de On The Road para a cultura pop (e pra se constatar isso basta dizer que após ler este livro Bob Dylan fugiu de casa e foi tentar carreira em Nova York. Deu no que deu) não pode ser medida por literatos e intelectuais. Até porque ele repudiava isso. Sua linguagem era livre de intelectualismo barato. Não era o tipo que precisava camuflar a falta de assunto garimpando dicionários.&lt;br /&gt;Um livro e um escritor que até hoje são cultuados – e lá se vão 50 anos. Porque “a Bíblia da geração beat” pode ser vista também como a Bíblia da geração anos 90. (Se eles cresceram largados em casa enquanto os pais lutavam na Segunda Guerra e as mães trabalhavam nas fábricas de armas, nós crescemos vendo televisão, o que é mais ou menos como crescer largado a própria sorte.)&lt;br /&gt;Kerouac foi um membro típico da geração anos 50, da “geração beat”, da “geração perdida”. Um dos escritores malditos – secção em que casa perfeitamente bem com Charles Bukowski. A paixão, que beirava o fanatismo, por escrever livros “com emoção” não o trancafiou num gabinete. Por isso, saiu cortando os Estados Unidos e depois contando tudo numa verborragia desenfreada, atropelando vírgulas, assassinando a “pontuação inútil”, escrevendo um livro na mesma velocidade em que saía de San Francisco e dava às portas de Nova York – cerca de três semanas. É esse o tempo que ele teria levado para escrever o primeiro rascunho de On The Road, que acabou precisando ser reescrito posteriormente, por culpa da corja editorial. Três semanas rasgadas à benzedrina em que ele narrou, quase que ininterruptamente, as alucinadas viagens de carona, em que cruzava um país inteiro – e veja, não estamos falando do Vaticano, é um país de verdade - com cinco dólares no bolso.&lt;br /&gt;Em On The Road, Kerouac é Sal Paradise, e tem um comparsa. Dean Moriarty, pseudônimo de Neal Cassady, considerado “o pai dos hippies” e que, anos mais tarde, acabaria morrendo escaldado pelo sol junto às ferrovias mexicanas depois de tomar mais peyote do que o bom senso consideraria aceitável. Juntos eles vão cobrir as estradas americanas com os passos angustiados de uma geração instável – personificada, principalmente, na figura impulsiva, frenética e idiossincrática de Moriarty – e que ainda não sabia direito de onde vinha – e acabaria nunca vindo a saber. Mas juntos, Paradise e Moriarty criaram um culto de amor a vida – que mantém um pacto de não-agressão com a morte -, regado a porres homéricos, benzedrina e a fumaça da maconha mexicana.No fim de tudo, Kerouac – que ainda escreveria coisas brilhantes como O Livro dos Sonhos, O Viajante Solitário e o curto, mas excelente Tristessa – morreria reacionário, alcoólatra e dando tiros em aparelhos de TV. Antes de Jack enveredar por devaneios nixoneanos, porém, On The Road já havia conquistado gerações – e continuaria conquistando, até hoje. O estrago já estava feito. O caminho estava livre das pedras pra quem topasse uma carona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-116467524408186030?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/116467524408186030/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=116467524408186030' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116467524408186030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116467524408186030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/11/esse-post-comea-com-um-pedido-estou.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-116415831531104872</id><published>2006-11-21T17:14:00.000-08:00</published><updated>2006-11-21T17:18:35.323-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Se eu sou revoltado? Não. Acho que sou só um descrente. Não dá pra acreditar num mundo desses. É como o José Saramago disse há alguns dias numa entrevista: “Não. Eu não quero morrer. Não que o mundo seja o melhor lugar pra se viver. O mundo não é um lugar bonito. Mas não quero morrer, porque sei que do outro lado não há nada”.&lt;br /&gt;Eu não acredito no mundo e nem em toda a porra que ele vive nos querendo enfiar goela abaixo – com trocadilho, por favor, é exatamente esse o sentido da coisa. Como sonhos, por exemplo. Eu não tenho sonhos, tenho desejos. Algo muito mais palpável e carnal. É como despir o amor de todo o seu onirismo. Sobra o tesão. Sem xaropada, sem devaneios, só o imediato, só o que sangra. Tudo o que ultrapassa isso, que foge disso, fode a sua vida.&lt;br /&gt;Eu já procurei espiritualidade em tudo quanto foi lugar: terreiros de Candomblé, centros espíritas, retiros budistas, igrejas evangélicas, catolicismo... Não encontrei. Sou ateu, não me enquadro em religiões. Como nunca me enquadrei em nada. Já tentei ser uma porrada de coisas. Já tentei ser aceito. Punk, dark - daqueles que pintava às unhas escondido do pai pra ir pra balada hahaha... Hoje eu não dou a mínima. Só que isso não configura um rebeldezinho sem causa. Pelo menos eu acho que não. Configura a descrença.&lt;br /&gt;É, às vezes nem eu entendo. Mas “qualquer criança com o mínimo de sensibilidade é capaz de entender isso”, já dizia Morrissey.&lt;br /&gt;Eu sou um ser impulsivo, do tipo que não mede conseqüências e vive entrando em encrencas colossais. Do tipo que gasta mais do que tem e é obrigado a fazer horas e horas de extras no trampo pra equilibrar as contas. Do tipo que bebe até cair – literalmente – e no outro dia não sabe como chegou em casa. O que isso faz de mim? Não sei. Faz com que seja eu. A sensibilidade em estado bruto. Com porrada, sem dinheiro, bêbado – do tipo que abre caminho no peito. Um ser sujo, que não se encaixa na maioria dos conceitos imbecis de ética. Não é culpa deles. Esse mérito é todo meu, que cago e ando pra ortodoxia, para os dogmas e pra o que já me é servido pré-estabelecido. Por isso sou criticado tanto pelos engomadinhos, quanto pelos caras que se acham viajandões. Não dou a mínima. Até gosto. É propaganda gratuita. E as marcas de cigarros nos meus braços denunciam o que sou.&lt;br /&gt;Sou um animal irracional, como me disseram esses dias antes de me darem um chute. E gosto. Pelo menos vou ter histórias pra contar aos meus netos, que nem naquele comercial de cerveja – aliás, nada poderia vir mais a calhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-116415831531104872?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/116415831531104872/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=116415831531104872' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116415831531104872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116415831531104872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/11/se-eu-sou-revoltado-no.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-116400191862196671</id><published>2006-11-19T21:33:00.000-08:00</published><updated>2006-11-19T21:51:58.633-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;QUEM É VIVO...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando retomar as atividades por aqui. Aí embaixo vou postar o texto de uma entrevista que eu fiz com o Hermeto Pascoal - já falei com esse cara genial duas vezes, pena que tive que condensar tudo em 5200 caracteres (coisas muito boas ficaram de fora, infelizmente). O texto também vai sair - mas daí com os cortes e sugestões da editora - no jornal laboratório de Jornalismo da UFPR. Só que como ninguém lê aquela porra, a não ser nos mesmos, resolvi pôr aqui. Sim, aqui eu podia acrescentar todo o resto de interessante que ele disse, mas na real estou sem saco. São quase 4 horas da manhã e fazem quatro noites que durmo mal pra caralho. Vai ter que ser assim mesmo. Mas relaxem, acho que - modéstia à parte - condensei o negócio de uma forma bacana. Resta saber se vai passar pelo crivo do tal jornal. Afinal, a auto-censura impera por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O bruxo de Curitiba&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hermeto Pascoal, o homem que já levou porcos para gravar em um estúdio, fala sobre&lt;br /&gt;“Música Universal”, sua parceria com Miles Davis e, é claro, Curitiba&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabelos longos, barba espessa, ambos brancos. Um físico que não é lá muito atlético e, para complementar o visual, óculos ao melhor estilo “fundo de garrafa”. Poderia ser a descrição do Papai Noel, mas não é. Também não é nenhum dos personagens da trilogia O Senhor dos Anéis. Apesar disso, muitos o chamam de bruxo, mago, prodígio. Trata-se do multinstrumentista Hermeto Pascoal, um alagoano conhecido internacionalmente, famoso por arrancar música de tudo: panelas, chaleiras, bacias d’água, máquinas de costura, patinhos de borracha e até mesmo porcos! O segredo? “A música está em tudo”, diz ele. “Você só tem que parar e ouvir. Porque a bichinha está ali, esperando que alguém a descubra”. Uma citação à la Keith Richards, mas que nesse caso provavelmente não configure plágio, apenas uma coincidência.&lt;br /&gt;E é assim que Hermeto vem, há décadas, impressionando adeptos da música instrumental. Sua mais nova investida é a parceria com a “patroa” Aline Morena, uma música gaúcha de 26 anos que encontrou em um de seus muitos espetáculos e acabou “tomando por namorada”. Os dois mudaram há três anos e meio para Curitiba e fazem juntos a turnê Chimarrão com Rapadura – uma referência as suas respectivas origens. A turnê é baseada em CD e DVD produzidos independentemente e que, apesar de já terem passado por boa parte da América do Sul, ainda não foram lançados na capital paranaense.&lt;br /&gt;Nessa entrevista, feita por e-mail, Hermeto fala, entre outras coisas, de “Música Universal”, da cena curitibana, de sua parceria com Miles Daves e da vez em que levou porcos para um estúdio americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorlab:&lt;/strong&gt; Você é considerado um gênio, um mago, um bruxo da música. Multinstrumentista famoso por harmonizar qualquer coisa. Mas como é esse processo?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hermeto:&lt;/strong&gt; São coisas da natureza e da intuição. Eu faço isso desde pequenininho. Sempre percebi o som de tudo. Quando as pessoas falavam com a minha mãe, eu dizia pra ela: "Olha, ela está cantando!" Ela estava conversando, mas eu conseguia perceber as alturas das falas das pessoas. Não sabia que eram notas! Meu avô era ferreiro e eu aproveitava todos os ferrinhos, restos de penicos, e tocava neles, criando melodias a partir daqueles sons. Também tocava flautinhas de bambu, de talo e de mamona para os passarinhos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorlab:&lt;/strong&gt; E como é a história de levar porcos do Brasil para um estúdio nos Estados Unidos? É verdade que te barraram aqui por causa dos bichos?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hermeto:&lt;/strong&gt; Isso é lenda! Pra quê eu iria levar porcos para os EUA, se lá já tem? Gravei sim com dois porquinhos do Texas, tão cheirosos e bem tratados que as crianças, que eram donas, ficaram com medo que eu fosse bater neles. Mas não, apenas extraí o som. É só pegar neles que eles já gritam!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorlab:&lt;/strong&gt; Você gravou com Miles Davis (famoso trompetista de vanguarda do jazz, que morreu em 1991). Como foi isso? Reza a lenda que ele era seu fã.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hermeto:&lt;/strong&gt; Foi um presente de Deus eu me encontrar com o músico e a pessoa maravilhosa que ele era. Uma vez um radialista da França perguntou como ele gostaria de voltar pra Terra se pudesse escolher? E ele respondeu: ‘Eu gostaria de ser um músico como o albino brasileiro Hermeto Pascoal’. E eu só não divulguei isso antes para não dizerem que eu queria aparecer. Mas as pessoas me perguntavam muito: ‘E então, Hermeto, você tocou com o Miles Davis?’ E eu respondia: ‘Sim, ele também tocou comigo!’&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorlab:&lt;/strong&gt; Quais são os outros músicos de repercussão internacional com quem você já gravou?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hermeto:&lt;/strong&gt; Gravei com Sérgio Mendes e Ron Carter, ambos a convite meu, para tocarem os meus arranjos. O único que me convidou para gravar com ele foi o Miles Davis.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorlab:&lt;/strong&gt; No meio “cult” você é considerado um dos maiores músicos da atualidade. Mas que música você ouve em casa? Há preferência por algum estilo?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hermeto:&lt;/strong&gt; Só ouço mesmo os sons naturais: motor de carro, ralo de torneira, passarinhos. Eu ouço muito mais a minha intuição. Mas sempre que os músicos me mandam seus discos eu ouço algumas faixas para dar meu parecer quando eles pedem.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorlab:&lt;/strong&gt; E o que o você acha que o leva a ter tanto sucesso, principalmente no exterior?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hermeto:&lt;/strong&gt; É o respeito que eu tenho pelo público do mundo inteiro, fazendo música Universal. Música sem preconceito e com várias tendências, aliadas ao bom gosto. Contemplo tudo o que é bom. Então, em qualquer lugar onde toco as pessoas se identificam com esse som. E cada vez eu fico mais fascinado com o público de todos os lugares. O público é a razão de minha música!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorlab:&lt;/strong&gt; Hermeto, você é um músico inovador, de vanguarda. Como encara aqueles que dizem que "em termos de música, o novo já nasce velho"?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hermeto:&lt;/strong&gt; Quem diz isso nem nasceu. Ou morreu e esqueceu de deitar! Nós viemos para a Terra para criar, evoluir e percebemos isso cada vez mais. Cada dia é diferente! Cada ar, cada nuvem, cada pedra, cada dedo...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorlab:&lt;/strong&gt; E como é "pegar uma coisa do nada e criar sobre o nada", como você declarou em uma outra entrevista?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hermeto:&lt;/strong&gt; Isso funciona com a energia que a gente tem. Através do olhar, passamos uma energia e aquilo que não existe passa a existir. Isso depende muito da percepção de cada um. E eu tenho muita facilidade. Nasci com esse dom. É como beber água para mim.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorlab:&lt;/strong&gt; E o que você acha da cena musical de Curitiba?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hermeto:&lt;/strong&gt; Eu mudei para Curitiba há três anos e meio, por causa de Deus e de uma gaúcha que eu conheci em Londrina: Aline Morena! Estamos juntos há 4 anos no amor e no som! Recentemente fizemos um CD e um DVD chamado Chimarrão com Rapadura. É a primeira vez que formo um duo e estou muito feliz. Sempre toquei em Curitiba. O público aqui é como em todos os lugares, sempre maravilhoso! Porque a Música Universal não escolhe público, o público sim é que escolhe a Música Universal! Estou querendo lançar esse último CD e DVD também em Curitiba. Já estivemos na Argentina, Uruguai, Equador, São Paulo, Rio... está faltando Curitiba!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-116400191862196671?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/116400191862196671/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=116400191862196671' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116400191862196671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116400191862196671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/11/quem-vivo.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-116166376997377363</id><published>2006-10-23T21:12:00.000-07:00</published><updated>2006-10-23T21:22:49.973-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ÉBRIOS POR OPÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bagaça é a seguinte: sábado que vem, no Pandora (na frente do Wonka), Tonighters pra galera - isso, aquela banda dos meus brothers que eu deixei o link há alguns dias atrás. O esquema é esse: vc leva uma garrafa de qualquer coisa que seja, mais três conto e tem bebida liberada o resto da noite. Álcool e rock´n roll! Bom, é isso. Estaremos curtindo um som do caralho e fazendo novas amizades, até que a cachaça - que como eu já disse, rola "degra" - nos permita lembrar dos nossos próprios nomes.&lt;br /&gt;Aos poucos que visitam esse blog: apareçam, vai ser legal!&lt;br /&gt;Ah, tem o link aqui: &lt;a href="http://www.videolog.tv/vitrolavelha"&gt;http://www.videolog.tv/vitrolavelha&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Yeah!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-116166376997377363?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/116166376997377363/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=116166376997377363' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116166376997377363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116166376997377363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/10/brios-por-opo-bagaa-seguin_116166376997377363.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-116105560023987125</id><published>2006-10-16T20:17:00.000-07:00</published><updated>2006-10-16T20:26:40.246-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um pensamento exótico transpassou minha mente essa tarde: como ficou a astrologia depois que aquele bando de astrônomos se reuniu, tirou Plutão da jogada e fodeu a hierarquia do Sistema Solar? Sabe, todo aquele negócio de "leão, com ascendente em peixes e lua em plutão"...&lt;br /&gt;Bom, juro que não sei como penso nessas coisas. Só sei que minha mente tem uma facilidade muito grande pra pensar em coisas sem importância. Os meandros bizzarros de meu cérebro me levaram ao pensamento inútil de hoje, por exemplo, depois que um colega de trampo me falou algo a respeito da bomba nuclear norte-coreana ser feita de plutônio. Vai entender.&lt;br /&gt;De qualquer forma, continuo curioso. Se alguém puder elucidar a questão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-116105560023987125?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/116105560023987125/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=116105560023987125' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116105560023987125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116105560023987125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/10/um-pensamento-extico-transpassou-minha.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-116019739831958676</id><published>2006-10-06T21:59:00.000-07:00</published><updated>2006-10-06T22:03:18.330-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sexta à noite, em casa, sem programação... brrrrrrrrr&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Esboço de um textículo escrito para um possível zine que quem sabe nunca se torne realidade - e fique condenado pelo resto de seus dias a ficar trancafiado dentro de duas cabeças ocas. Enfim. Duas da madruga e não, eu não tenho nada mais interessante pra fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, insensatez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, eu sou um otimista. Um dia as coisas vão melhorar – alguma aliança mundial proibirá a França de se classificar pra Copa do Mundo, o Corinthians vai ganhar a Libertadores, Bush cairá e Mônica Levinski se tornará secretária geral da ONU; os filmes pornô não terão mais diálogos, cerveja de garrafa custará só um real, postos de saúde distribuirão cigarros gratuitamente, o PFL não vai conseguir vencer a cláusula de barreira, Teoria do Conhecimento será banida da grade curricular de todo universitário, Shakespeare vai ser finalmente esquecido, a concessão da MTV será caçada pela Associação Universal pelo Respeito à Música Pop, Faustão só passará das seis às sete da manhã e o Rock´n Rio será finalmente um festival de rock (assim como surgirá alguma rádio verdadeiramente especializada no &lt;em&gt;sex and drugs&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;Ufa! Bom, acho que isso não é pedir demais. Se tudo for viável, já serei um cara feliz. Mas, se não for abusar, gostaria de pedir à Deus que o Capitão Presença fosse eleito presidente em 2010 (com o Super Lisérgico no Ministério da Cultura), que Bukowski e Raul Seixas fossem clonados (esses cientistas precisam fazer algo além de discutir se o colesterol é bom ou mau), que a PM fosse substituída pelos Hell´s Angels e que a morte do Jabor fosse providenciada para o mais breve possível.&lt;br /&gt;Ah, claro: acabe também com as guerras, com a corrupção e com os programas humorísticos (?) de sábado à noite.&lt;br /&gt;Amém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-116019739831958676?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/116019739831958676/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=116019739831958676' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116019739831958676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/116019739831958676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/10/sexta-noite-em-casa-sem-programao.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-115993631422874622</id><published>2006-10-03T21:17:00.000-07:00</published><updated>2006-10-03T21:31:56.146-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SUPERANDO OS TRAUMAS...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei de música. E até cogitei a possibilidade de ser músico uma época. Mas a minha falta de jeito pra coisa é facilmente constatável - isso é uma das grandes frustrações da minha vida.&lt;br /&gt;Já que eu preciso aprender a lidar com as minhas limitações - e isso inclui o fato de não poder montar uma banda, ficar rico, famoso, pegar um monte de &lt;em&gt;groupies&lt;/em&gt;, fazer turnês mudiais megalomaníacas e ter culhões para exigir as tais 100 toalhas brancas em todo bendito camarim -, vou exercitar meu altruísmo e ajudar as pessoas de talento a se darem bem em cima da tal indústria cultural. Elas já não são mais concorrência mesmo.&lt;br /&gt;Entra lá (&lt;a href="http://www.purevolume.com/tonighters"&gt;http://www.purevolume.com/tonighters&lt;/a&gt;) e curte o som dos caras. Rockão curitibano e - o que é mais importante, claro, se não eles nem estariam nesse apêndice virtual - feito por meus brothers.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-115993631422874622?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/115993631422874622/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=115993631422874622' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115993631422874622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115993631422874622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/10/superando-os-traumas.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-115984567839097894</id><published>2006-10-02T20:16:00.000-07:00</published><updated>2006-10-02T20:21:18.393-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Continuando a sessão "textos que saíram em zine" (esse último tá também num outro blog que eu tenho com uma amiga, ou melhor, tentei ter, porque ele empacou em três posts e ficou por isso mesmo - mas, por descarrego de consciência, lá vai: &lt;a href="http://www.checkup06.blogspot.com"&gt;www.checkup06.blogspot.com&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RAMONERA ENDIABRADA DA PORRA!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo tem uma banda que mudou sua vida – ou pelo menos deveria ter, porque todo mundo deveria entender um pouco de cultura pop. A minha eu conheci a uns seis ou sete anos, apresentada por um amigo meio delinqüente que me entregou uma fita cassete toda chiada com uma salada que ia de Raul Seixas a Pink Floyd. Grudado no cassete tinha uma fita crepe branca que trazia escrito em vermelho: RAMONES.&lt;br /&gt;Não dei muito crédito pra tal fita. Afinal, que diabos os caras queriam dizer com Ramones. Isso nem tinha tradução. Pô, eles só podiam ser alguma bandinha universitária que inspirou o nome em alguma frase daqueles artistazinhos viajandões metidos a abstratos.&lt;br /&gt;Por uma dessas variações de humor que nem Deus nem o Diabo explicam, quis o destino que certo dia eu decidisse colocar a fita pra tocar. Ela abria com cinco músicas daqueles quatro porra-loucas de Nova York, entre elas o “hit” (?), hino de 11 entre 10 punks de meia dúzia de músicas, Blitzkrieg Bop. Mas a que me chapou o coco de verdade foi a chapada (perdoem a redundância, foi inevitável...) Now I Wanna Sniff Some Glue. A partir daí, eu também passaria a medir o tempo em one, two, tree, four.&lt;br /&gt;Porque os Ramones tem de sobra - coisa que nem ladrão termina – algo que já é difícil encontrar na medida certa em alguma banda. Eles tem energia. Energia e força de vontade. Porque a história dos Ramones é a história de dois marginais, um garoto feio com complexo de inferioridade e um “Zé ninguém” que, mesmo mal sabendo segurar os instrumentos, resolveram pôr um fim na viadagem que o rock tinha virado àquela altura do campeonato. Acabaram revolucionando a música pop e, de quebra, plantando a semente do punk que estouraria na Inglaterra largando estilhaços pra tudo quanto era lado.&lt;br /&gt;E daí que muita gente acha a música deles mal feita? E daí que eles falam em cheirar cola, em ser sedado, em garotos de programa e em cemitérios malditos? O fato é: mesmo que você goste do Simple Plan e nunca tenha ouvido falar dos Ramones, você deve aqueles a estes – não, não culpem Joey e cia., eles não tinham como prever. E num tempo em que o rock era feito só de megastars com jatinhos particulares e shows megalomaníacos, os caras mostraram para um monte de moleques que eles não precisavam saber um monte de técnicas, solos ou viradas de bateria. Era só ir lá e tocar. Mais simples do que parece. E foi assim que surgiram Clash, Pistols, Damned entre um porrada de outras bandas que influenciaram de Joy Divison à Pear Jam e U2.&lt;br /&gt;Foi com os Ramones que eu percebi que, porra, as coisas não eram tão difíceis quanto pareciam. Foi através de Joey, Johnny, Dee Dee e Marky – a formação clássica -, que eu entrei em contato com uma porrada de outros tipos de som, foi com eles que eu conheci a literatura dos anos 50 e foi em grande parte por causa deles que eu me interessei por cultura pop e decidi ser jornalista – mesmo que isso signifique ser um fodido também.E eu posso estar na fase que estiver, glam, dark, anos 50, ou seja lá o que for, os Ramones estão sempre misturados na minha playlist. É por isso que agora, enquanto Poison Heart rola, eu presto meu tributo aos quatro porras-louca de Nova York que mudaram minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(escrito por ocasião do show do Marky em Curitiba)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-115984567839097894?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/115984567839097894/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=115984567839097894' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115984567839097894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115984567839097894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/10/continuando-sesso-textos-que-saram-em.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-115984486605772613</id><published>2006-10-02T20:05:00.000-07:00</published><updated>2006-10-02T20:07:46.070-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;QUILINDROX, JÁ!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu até poderia escrever sobre política hoje, mas toda a aporrinhação dos partidários do Alckmin, do tipo de-virada-é-mais-gostoso tira a voia de qualquer um para o assunto – que já não é nenhum tesão de assunto, convenhamos. Só uma ressalva: o Alckmin é primeiro candidato-fantasma da história eleitoral da Via Láctea, como talvez diria Douglas Adams. Ninguém sabe direito de onde veio, fez todo aquele alvoroço quando se candidatou, sumiu, apareceu faz três dias e agora vai ficar enchendo o saco mais um mês – e o pacote completo vem com mais uma Lei Seca. Brrrrrrrr&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Assuntos sem importância à parte, vamos às ganas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou contra filmes baseados em livros. Não que eu não assista. Eu vejo e de alguns eu até gosto. Por exemplo, eu adorei a versão cinematográfica de Clube da Luta. Mas isso, provavelmente, porque eu não li o livro. Tenho uma teoria: as adaptações de livros para o cinema só foram criadas para que o as pessoas dêem mais valor aos escritores e para que os diretores tenham a oportunidade de provar o quanto podem foder com tudo, quando querem. Eu sou um cara facilmente frustrável e essas adaptações realmente me chateiam.&lt;br /&gt;A primeira vez que eu fiquei fodido da cara em relação a isso foi com O Silêncio dos Inocentes. Eu tinha lido o livro antes e, cara, como eu fiquei puto com o filme. Fiquei com um grilo tão grande que não raramente compro discussões batendo o pé e dizendo que O Silêncio não é o melhor da trilogia do Hannibal. Talvez até seja, mas eu fiquei traumatizado e por isso decidi gostar mais do Dragão Vermelho.&lt;br /&gt;Mais recentemente, Tom Cruise começou a construir uma má relação comigo em sua carreira como diretor. Da primeira vez que eu vi Pergunte ao Pó não dei muita pelota para a falta de fidelidade ao livro do Fante. Era uma coisa meio que esperada. Mas agora eu vi de novo e estou aterrorizado com o modo como o Cruise conseguiu foder uma história perfeita. Fante acertou com bisturi, mas daí um diretor-galã foi lá e resolveu usar um facão. Matou a história.Então, hoje, estou fazendo um anticampanha. Não vejam Pergunte ao Pó. Ou então vejam, mas não gostem. Ou se gostarem, não me contem. Posso comprar uma briga quando alguém vem me ofendendo com o seu péssimo gosto pras coisas.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;(a diferença de linguagem nas duas partes é porque a última tem uma semana mais ou menos. um testículo que eu escrevi pro zine dum amigo. sorry!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-115984486605772613?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/115984486605772613/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=115984486605772613' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115984486605772613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115984486605772613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/10/quilindrox-j-eu-at-poderia-escrever.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-115937526664280201</id><published>2006-09-27T09:32:00.000-07:00</published><updated>2006-09-27T09:41:06.656-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Só pra não deixar a vida virtual passar em branco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho cumprido o que disse no post passado – este blog continua às moscas. Mas tenho bons motivos, garanto que tenho. Até poderia listá-los, mas não tou afim. Então, só pra não deixar minha casa virtual parecendo apartamento de estudante fodido, tou postando o texto ai de baixo. Nos últimos dias essas anotaçõezinhas tem aparecido por todo lado – no bolsos das calças, na mesinha do computador, nas folhas de caderno, nas capas dos livros e na minha gaveta de cuecas. Não sei como faço essas coisas. Quem sabe um dia eu não junto todas essas porcarias desconexas, faço um livro, dou um título abstrato qualquer - tipo "Cantigas para ninar um condenado" - e fico rico e famoso. Tem louco pra tudo mesmo, até os que compram esse tipo de coisa. De qualquer forma, lá vai:&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;19 anos. 32 dentes. Hunter se matou com 67. Anos, não dentes. Ninguém tem 67 dentes. Isso me dá um total de 48, ainda. Anos! Chato. Mais do que eu preciso, acho. Mais do que eu sempre achei que ia precisar. 48. Se eu mantiver a média ainda consigo me ferrar milhares de vezes até lá. Divertido e insuficiente. Nunca é o bastante, nunca aprendo. 48 anos. Quantos dentes mesmo? Será que eu chego lá com todos. 67 – 19 = 48. Mais um pouco e seria o triplo do que já foi. Quebradas de cara vezes três. Porres vezes três. Vexames vezes três. Trabalho vezes três. Se bem que com uns 60 eu me aposento. Hunter escreveu &lt;em&gt;Medo e Delírio&lt;/em&gt;. Com que idade foi mesmo? Espero que depois dos 19. Com certeza, depois dos 19. Isso ainda me dá uma chance. Eu acho. Ou pelo menos não me subtrai ela. &lt;em&gt;Medo e Delírio&lt;/em&gt;. Hunter teve que se matar. Tentou a vida toda e não teve entorpecente que lhe desse cabo. Um tiro na cabeça, quando tava com a mulher ao telefone. Será que dói? Acho que não muito. Não, agora não. Ainda me faltam 48. Quem sabe um dia, aos 67.&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-115937526664280201?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/115937526664280201/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=115937526664280201' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115937526664280201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115937526664280201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/09/s-pra-no-deixar-vida-virtual-passar-em.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-115821326970476162</id><published>2006-09-13T22:51:00.000-07:00</published><updated>2006-09-13T22:54:54.966-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa notícia é que agora eu já tenho uma leitora assídua. Ok, descarte o fato de ela ser minha amiga. Mas mesmo assim é uma leitora. Um público começa a se formar, mais ou menos como um exército (de um homem só?). Mas hoje é um, amanhã são dois, mês que vem três – quem sabe se em 2010 eu não me candidato a deputado estadual?&lt;br /&gt;Bom, a bagaça é a seguinte: já que agora eu tenho uma leitora, vou tentar atualizar isso aqui com mais freqüência (isso se meus atuais dois empregos de remuneração miserável permitirem).&lt;br /&gt;A dica hoje é o primeiro clipe do novo cd do New York Dolls, o &lt;em&gt;One Day It Will Please Us to Remember Even This&lt;/em&gt;. O proto-punk ressurge do chapado, sujo e purpurinado início dos anos 70. Não é a mesma formação – os caras andaram morrendo de overdose pelo caminho -, mas vale muito a pena. Eu ainda não ouvi o cd inteiro, mas tem sido elogiado por crítica e público. Sem falar que é histórico. Sem o NYD não ia ter Ramones, sem Ramones não ia ter punk inglês e sem punk inglês teríamos mais uma década aleijada nos últimos 50 anos. E daí já seriam duas em cinco. Portanto, leitora única, entra aí: &lt;a href="http://www.roadrunnerrecords.com/artists/NewYorkDolls/showVideo.aspx?fileID=1673"&gt;http://www.roadrunnerrecords.com/artists/NewYorkDolls/showVideo.aspx?fileID=1673&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A música é &lt;em&gt;Dance Like a Monkey&lt;/em&gt; – precisa dizer mais? – e tem umas referências bacanas. O clipe é uma animação e tem umas passagens que me lembraram o Timão – aquele do Pumba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-115821326970476162?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/115821326970476162/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=115821326970476162' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115821326970476162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115821326970476162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/09/servio-de-utilidade-pblica-boa-notcia.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-115792030668222872</id><published>2006-09-10T13:30:00.000-07:00</published><updated>2006-09-10T13:35:22.106-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;EU AINDA SOU MAIS EU&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não sou democrata, pelo simples fato de a democracia não ser funcional – de alguma forma as coisas em que todo mundo mete o bedelho nunca funcionam. Por isso, não sou nenhum entusiasta das eleições. Essa lenga-lenga toda de que é importante participar sempre me caiu nos tímpanos como uma música do &lt;em&gt;The Cure&lt;/em&gt; – pura cascata. E como já dizia Bukowski: a diferença entre democracia e autoritarismo é que nesse último você não precisa perder tempo com eleições.&lt;br /&gt;Já tive meu tempo de “engajado”, por assim dizer. Já boicotei a Coca-Cola e venerei o Che Guevara. Parei com tudo quando descobri que o Che era mais pop que o &lt;em&gt;Suede&lt;/em&gt;, que Lênin era um Hitler criado a ponta-pés e que em toda democracia existe um dedo – na verdade, um punho – a lá Pinochet, formado por czares surgidos dos meandros burocráticos que começam no Bush e terminam em um síndico de prédio qualquer, passando por instituições públicas falidas, Malufs, e intelectuais de botequim metidos à besta – nada contra os botequins, óbvio, só contra os intelectuais. Tudo e todos fazendo auto-promoção disfarçada na pelezinha vagabunda da representação.&lt;br /&gt;Há algumas semanas eu li um texto do Arnaldo Branco – reparem, não é o Jabor! - que dizia que o que realmente conta é todo mundo tentar fazer seu trabalho da melhor maneira possível num mundo irremediavelmente corrupto. O velho clichê do “a mudança começa por você” numa roupagem inédita, bem mais agradável aos meus olhos. A mudança começa por você, mas isso não significa que você tenha que sair na rua como um outdoor ou gritando palavras de ordem – não significa que você precisa bancar o idiota. No mais, não confio na corja dos indignados, dos que saem por aí bradando em passeatas e palanques discursos prontos na estirpe de “política alternativa”. Pra mim, são só filhos bastardos da classe média atrás de auto-promoção, disparando esse papinho engajado pra ver se cola e numa dessas pegam alguém.&lt;br /&gt;Atirar esperanças SUAS em mãos alheias me parece tão ingênuo e inútil quanto tentar convencer a torneira da sua cozinha a parar de dar água e começar a cuspir petróleo. E, convenhamos, existe uma tênue linha que separa a ingenuidade da burrice.&lt;br /&gt;Em tempo: eu não voto e, apesar de ter crises constantes de insônia, não é isso que me faz perder o sono. Conservo certa dignidade. Não faço papel de moleque de recados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-115792030668222872?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/115792030668222872/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=115792030668222872' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115792030668222872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115792030668222872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/09/eu-ainda-sou-mais-eu-no-sou-democrata.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-115791876365912442</id><published>2006-09-10T12:59:00.000-07:00</published><updated>2006-09-10T13:06:03.666-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;"MODERN TIMES"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já tá no YouTube o primeiro clip do novo cd do Dylan, o &lt;em&gt;Modern Times&lt;/em&gt;. Um clima "vídeo caseiro dos anos 50", com a inconfundível voz anasalada, no estilo mais falado do que cantado (que há um tempinho o rei - deus? - do folk rock não mostrava), em cima de uma melodia bem marcada. Show! A música é &lt;em&gt;When The Deal Does Down &lt;/em&gt;e o link é esse aqui: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=iBfTBagpAUY"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=iBfTBagpAUY&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-115791876365912442?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/115791876365912442/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=115791876365912442' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115791876365912442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115791876365912442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/09/modern-times-j-t-no-youtube-o-primeiro.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-115586397198082612</id><published>2006-08-17T18:15:00.000-07:00</published><updated>2006-08-17T18:19:31.983-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ode ao fumo – só que sem "o filtro" do lirismo...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa chata de ser fumante – além de um posterior câncer de garganta, é claro, mas com essa idéia eu já me acostumei – é ter que aturar a geração saúde – que, por azar, é justamente a sua – tentando salvar sua vida. Hoje de manhã eu estava preparando o meu saco para mais uma daquelas aulas sobre a teoria da história mal resolvida de Gutemberg e os novos salva-mundo, quando acendi um cigarro. Logo aparece alguém dizendo: “Isso faz mal!” E é nessas horas que eu penso: porra, que diabos esses caras estão fazendo num curso de Comunicação Social. Deviam estar fazendo Nutrição, Direito, Decoração, Engenharia Madeireira ou qualquer um desses cursinhos cheios de frescura em que o mais importante é ter uma boa imagem e uma cabeça voltada para a erudição da arte de coçar o saco.&lt;br /&gt;Devia ser bem mais divertido ser jornalista – ou até mesmo só querer ser – no tempo do Tarso de Castro e do Jaguar, em que os caras enchiam a cara, morriam de cirrose, riam da própria desgraça – quem dirá da alheia - e não tinham o menor compromisso com a ordem estabelecida. Hoje os jornalistas e seus protótipos – que já vem também pré-indignados, e eles nem mesmo sabem direito com o quê - malham, fazem questão de dormir oito horas por dia, comem alface, escrevem sempre a mesma encheção de linguiça, se preocupam com leads e deadlines... – e o que é ainda pior: são de Direita e idolatram o Jabor!&lt;br /&gt;Eu acho que o fato de o cara ser ou não fumante tinha que ser requisito para quem quer entrar no curso de Jornalismo – alô, Ministério da Educação!. Se não isso, devia ter pelo menos uma matéria logo no início da bagaça que ensinasse esses caras a fumar e a parar de encher o saco alheio. (“Você sabia que o Estado da Califórnia reconheceu a fumaça do cigarro como um poluente da camada de ozônio.” Pra falar a verdade, não. Não leio jornal.)&lt;br /&gt;Voltando ao início, às ganas. Estou tentando cultivar em paz – e com precisão cirúrgica – o meu tumor. Por favor, me agradeçam por isso. Eu não consumo nicotina paraguaia e gero milhares de empregos. Deviam me agradecer por isso!&lt;br /&gt;E como diria Mário Quintana: “Desconfie daqueles que não fumam. Essas pessoas não tem coração, não tem sentimentos. Fumar é uma maneira disfarçada de suspirar.”&lt;br /&gt;Agora, que os dois leitores desse blog me dêem licença, mas preciso sair pra um cigarro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-115586397198082612?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/115586397198082612/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=115586397198082612' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115586397198082612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115586397198082612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/08/ode-ao-fumo-s-que-sem-o-filtro-do.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-115428489179527655</id><published>2006-07-30T11:38:00.000-07:00</published><updated>2006-07-30T11:55:34.206-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>BERRY QUE ME DESCULPE...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tava almoçando com uns amigos quando alguém teve a grande idéia: “Vamos eleger ao dez maiores álbuns de todos os tempos!” Pensei: isso vai dar merda. Música pop é que nem política e religião: quem se dispõe e entrar na discussão tem que estar disposto a, quem sabe, sair no braço também. Mas, entre mortos e feridos, todos foram salvos. Depois de duas horas de discussão meio aos berros, socos na mesa, reclamações de “porquê os Beatles na entraram” e risadas, chegamos a lista abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- London Calling – Clash&lt;br /&gt;- Exile On Main Street – Rolling Stones&lt;br /&gt;- Ramones – Ramones&lt;br /&gt;- The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders Mars – David Bowie&lt;br /&gt;- The Queen Is Dead – Smiths&lt;br /&gt;- Ocean Rain – Echo and the Bunnymen&lt;br /&gt;- Quadrophenia – Who&lt;br /&gt;- Highway 61 Revisited – Bob Dylan&lt;br /&gt;- Electric – Cult&lt;br /&gt;- Let Love In – Nick Cave&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não necessariamente nessa ordem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de saber que pouca gente vai concordar com isso – a gente mesmo discorda de algumas coisas –, no fim, foi bem divertido brincar de Rob Flemming. Valeu a tentativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-115428489179527655?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/115428489179527655/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=115428489179527655' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115428489179527655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/115428489179527655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/07/berry-que-me-desculpe.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-114921121850337249</id><published>2006-06-01T18:17:00.000-07:00</published><updated>2006-06-01T18:20:18.513-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não dá pra conversar com deus quando se está bêbado. Depois da sétima dose fica difícil pronunciar os gerúndios e isso complica tudo.&lt;br /&gt;A garoa engrossa. Em algum lugar acima do firmamento de grandes chaleiras abertas está Deus, metido em um roupão seco e confortável. Seguro. Porque Deus não joga dados. Joga cartas. Pôquer. Nós somos as fichas. E parece que Ele não tem ganhado muito ultimamente. Pelo menos não nos últimos mil anos. Um jogador. Um jogador incompetente. É isso. Perdeu Cristo no baralho. Um jogador incompetente e metido numa maré de azar que dura milênios. Ingênuo. Um Deus viciado. A humanidade tem um problema dos grandes.&lt;br /&gt;As gotas d´água deixam a vista embaçada. Esfrega os olhos. Quando as luzes da avenida ficam nítidas de novo, um elefante azul marinho com bolinhas cor-de-rosa aparece no semáforo. Flashs. Flashs da semana passada. Com cinco dias sem dormir e esses flashs não dá mais pra ter certeza do que existe. Um minielefante pintado de cor-de-rosa estatelado em cima do semáforo. Depois da nona não da mais nem pra pronunciar seu nome. Um Chevette com as velas entupidas e sem a barra de direção. Verde, vermelho, atenção. Um carro velho fodido no meio da cidade, na avenida onde minielefantes com bolinhas cor-de-rosa se estatelam em cima de semáforos.&lt;br /&gt;Oh, Deus, sem gerúndios desta vez. Isso é pior do que cortar os pulsos com uma colher.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;O problema de não dormir é que seu raciocínio acaba ficando rápido o suficiente pra perder por anos-luz uma corrida de cem metros pra uma tartaruga marinha. Não dá mais pra saber o que é um minielefante azul com bolinhas cor-de-rosas fosflorescentes e o que é o reflexo da luz na chuva.&lt;br /&gt;Os dias sujos. Os dias sujos e úmidos. Os dias que fedem feito cachorro molhado. Os dias bêbados.&lt;br /&gt;O céu fosco. O céu fosco que reluz como uma chaleira de inox engordurada.&lt;br /&gt;Você entra em um bar e escapa da chuva, mas não há como fugir dos sotaques felizes. E você está desarmado. Agora já são dez. As tripas esperneando no meio daquele mar de vapor de gordura velha. Você mastiga o ar e sente o gosto do hambúrguer cheio de óleo. No vidro dá pra ver a cara. Os olhos injetados, os grandes círculos roxos, o rosto que parece um caroço de manga chupado. No queixo o band-aid cobrindo o corte mais fundo. Barba mal feita. Era só pra ficar um pouco mais apresentável, mas cinco noites e esses flashs te deixam com a precisão cirúrgica de um bêbado com Mal de Parkinson. Era só pra tirar a barba, mas o negócio acaba se transformando numa tentativa de suicídio.&lt;br /&gt;Onze.&lt;br /&gt;Na ponta do balcão um gato verde-limão brinca com um camundongo violeta.&lt;br /&gt;E a vida se arrasta como o gado indo pro matadouro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-114921121850337249?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/114921121850337249/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=114921121850337249' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/114921121850337249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/114921121850337249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/06/no-d-pra-conversar-com-deus-quando-se.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-114860014893726369</id><published>2006-05-25T16:33:00.000-07:00</published><updated>2006-05-25T16:35:48.950-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AUTO-RETRATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32 dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem um pingo de vergonha na cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ateu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apolítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho do meio da história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fumante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bêbado em potencial a qualquer hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem objetivo, sem perspectiva, sem nada a perder...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque amanhã eu posso ser atropelado por um caminhão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque eu não quero morrer ao sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espinha dorsal de Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque sem mim Jack não anda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque sem mim Jack não vai ao parque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque sem mim Jack não vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem moral cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ressaca nua, vadia, sem firulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com tesão suficiente pra esmurrar o mundo por mais uns 30 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prazer é todo seu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-114860014893726369?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/114860014893726369/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=114860014893726369' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/114860014893726369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/114860014893726369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/05/auto-retrato-18-anos.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-114843643800314924</id><published>2006-05-23T19:06:00.000-07:00</published><updated>2006-05-23T19:07:18.033-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acho que tô precisando de um cursinho intensivo e prático ao estilo “como organizar sua vida.” Alguma moça de telemarketing - daquelas simpáticas que sempre que ligam dão a impressão de ser o amor da sua vida – podia me ligar amanhã oferecendo algum serviço desse tipo. Acho que pela primeira vez na vida não ia ficar chateado com o povo que fica querendo me vender coisas que eu não preciso. E de quebra, numa dessas, podia dar um jeito no puteiro multi-colorido que é ser EU.&lt;br /&gt;Semana retrasada prometi pra mim que semana passada ia dar um jeito em tudo. Saldo: documentos perdidos há dois meses ainda não foram refeitos, catálogos estão pendentes no trabalho – assim como folders, panfletos e o esboço gráfico do site -, outras coisas na faculdade, e eu ainda não fiz a visita ao meu amigão que ta em Ponta Grossa e que eu tinha dito a mim mesmo que ia fazer. Sem contar o livro do Saramago intocado no meio da bagunça de papéis, livros, DVD´s, meias e o diabo a quatro que eu faço no quarto – ainda bem que de vez em quando alguém organiza aquilo, esconde tudo e me faz esquecer de toda essa baderna por uns dois dias.&lt;br /&gt;Tá, semana que vem eu dou um jeito em tudo. E juro: quando mudar pro novo apartamento a primeira coisa que vou fazer é comprar uma estante pros meus livros. Pode ser meio vagabunda, mas eu vou comprar. E também vou começar a pedir de volta aqueles que eu emprestei – em média, há uns nove meses. Alguns vão exigir um trabalho prévio de investigação porque eu já não tenho muito clara a idéia de pra quem foi.&lt;br /&gt;No mais: friozinho e chuva na cabeça. Bem-vindo a Curita. Mas vá lá. Uma boa desculpa pra fazer aquele happy hour. Uísque com o pessoal depois do trampo e conhaque com o velho.&lt;br /&gt;Ah, os Mutantes voltaram. Reza a lenda que ano que vem tem turnê nacional. Deve passar por aqui. Se for no Guaíra – quase certo – vai ser uns 150 conto a meia para o pior lugar. Estou começando a cogitar novamente a idéia de vender o meu baço. Se alguém souber de um ser humano que precise de dois órgão inúteis num mesmo corpo, meu tipo sangüíneo é O+&lt;br /&gt;Quem manda gostar de velharia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-114843643800314924?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/114843643800314924/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=114843643800314924' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/114843643800314924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/114843643800314924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/05/acho-que-t-precisando-de-um-cursinho.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-114654215664673336</id><published>2006-05-01T20:53:00.001-07:00</published><updated>2006-05-01T21:02:59.073-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PUNK-DARK-PSICODÉLICO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Primeiro eles vinham. Depois já não vinham mais. E finalmente vinham de novo. Uma turnê toda atrapalhada, mas com uma boa notícia no fim. Os homens-coelho tinham incluído Curitiba no roteiro. Pela segunda vez a banda saída de Liverpool em 1978 colocaria os pés em solo curitibano – a primeira tinha sido em 1999. Meu segundo grande show no ano e, depois dos Stones em fevereiro, eu tinha certeza que poucas coisas ainda poderiam me impressionar. E uma delas era o Echo &amp; The Bunnymen.&lt;br /&gt;A noite prometia muito. O Curitiba Master Hall, embora lotado, não estava entulhado. O Echo pode não ser a banda mais famosa do mundo, mas é um culto. Também não é para menos. Os anos 80 por si só já são sagrados. E então, imagine uma banda que resolve misturar a introspecção dessa década com a psicodelia de outra que não deixa por menos. Não deu outra: criava-se um mito.&lt;br /&gt;O show que era para começar as 22h00, só veio mesmo lá pelas 23h30, quando a maioria do pessoal tinha precisado consumir algumas garrafas da água para assegurar a sobriedade durante a apresentação. E lá estava a figura. Cabelos desgrenhados, óculos escuros, blazer preto, jeans surrado: o vocalista Ian MCculloch e seu visual cool. Uma das figuras mais admiradas e copiadas dos anos 80. Uma das melhores vozes da história do rock. Ao lado dele, Will Sergeant, o culpado por aqueles riffs de guitarra que grudam na sua cabeça e mais parecem uma música dentro da outra. E sim, o que se lê por aí é verdade: ao vivo, ele é a cara do Chucky, o brinquedo assassino. O bom é que o cabelo no rosto esconde isso a maior parte do tempo.&lt;br /&gt;O resto da banda, depois da volta, em 1997 – os caras deram um tempo entre 1998 e 1997, período no qual o antigo baterista, Pete de Freitas, morreu num acidente de carro - não é lá muito relevante. Dão a impressão de meros músicos de apoio. Da formação original só restaram mesmo Ian e Will, uma dobradinha que dificilmente conseguiria ser melhor. E para uma banda que tem esses dois, o resto é conversa fiada.&lt;br /&gt;Quem chegou cedo, conseguiu ficar grudado no palco. E eu não sei se em todos os lugares da casa foi assim, mas para quem estava perto a fumaça cuspida em cima do palco durante mais ou menos 1h40 de show só aumentou a atmosfera de transcendência. Aliás, diga-se de passagem, a idade deve estar pesando em cima dos ombros de MCculloch. O cara - famoso por ser uma chaminé ambulante e por acabar quase todos os seus shows bebaço – fumou e bebeu pouco. Não se sabe porquê, mas seu grande companheiro em suas passagens pelo Brasil – o copo de caipirinha – não deu as caras em cima do palco.&lt;br /&gt;O público era variado. Tiozinhos de 40, 50 anos – fãs das antigas da banda, que acompanharam tudo desde o início, e por isso mesmo nos causavam inveja -, e gente de 16, 18, representantes da nova geração perdida que também adotou gente como Smiths e Joy Division. No meio desse povo todo desfilavam uns sósias do Robert Smith. Ah, temos que dar relevância para o sujeito que invadiu o palco no meio do show, pulando que nem criança quando chega no parque de diversões e apontando alguma coisa que eu não consegui ver no próprio peito. Tudo isso para dar um abraço em Ian, receber um sorriso amarelo em troca e ser enxotado pelos seguranças. Impagável.&lt;br /&gt;O SET-LIST&lt;br /&gt;Enquanto todo mundo acreditava que o Echo ia abrir com a clássica Rescue, que desde sempre abriu as apresentações do grupo, os caras decidiram quebrar a rotina, mandando ver em Going Up, a primeira música do primeiro álbum, de 1981, o que não deixa de ser uma boa pedida, além de carregar um quê de elemento surpresa. A voz de Ian é uma atração a parte. Tudo bem, ela não é a mesma dos anos 80, trovejante e arrastada ao mesmo tempo – talvez o resultado de anos de bebedeira e dois maços de cigarros diários – mas continua única. E como ele sabe que a linguagem da música é universal, não perde tempo com introduções ou discursos entre músicas. No máximo um “thank you”. Lá de vez em quando arrisca um “muito obrigado”. No fim, um agradecimento a participação massiva dos curitibanos fanáticos, que cantavam em coro, acompanhavam as capelas com palmas e sempre que os homens-coelho deixavam o palco entoavam gritos de “Echo, Echo, Echo...”.&lt;br /&gt;O que veio depois de Going Up foi uma sessão de hits. Do novo álbum, o Siberia, do ano passado, só estavam no setlist Storm Weather e Of a Life. O destaque do show? Isso é sacanagem. Como é que se escolhe o destaque de uma apresentação que incluí Seven Seas, Bring On The Dancing Horses, All The Jazz, The Back Of Love, The Killing Moon e The Cutter&amp;shy;? – e põe no balde ainda covers de Roadhouse Blues dos Doors e Take A Walk To The Wild Side do Lou Reed.&lt;br /&gt;Mas eu arrisco. Fico com Never Stop - redonda, perfeita ao vivo -, e para os momentos mais introspectivos do show, com Nothing Lasts Forever – no primeiro biss – e Ocean Rain – que fechou do show de uma maneira surreal. O que faltou? Bom, eu acho que tinha espaço para The Game e Do It Clean – que reza a lenda, é a melhor música do Echo ao vivo.&lt;br /&gt;No fim, do lado de fora, o que se via era uma coleção de caras estupefadas. Todo mundo tentando descrever o quanto aquilo tinha sido indescritível. Na boca, um gosto que misturava bebida e cigarro. Deve ser esse o gosto da glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para saber mais:&lt;br /&gt;Quem influenciou:&lt;/strong&gt; rock sessentista, principalmente Doors, Velvet Underground, Stooges e David Bowie.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem foi influenciado:&lt;/strong&gt; bom, o Oasis é um bom exemplo. O Liam Gallager copia Ian MCculloch até na pose de marrento.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O álbum que vc precisa ouvir:&lt;/strong&gt; Ocean Rain&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As músicas que não podem faltar:&lt;/strong&gt; The Killing Moon, My Kingdom, Bring On The Dancing Horses, Rescue, Cristal Days, Seven Seas, Lips Like Sugar, Never Stop, Do It Clean e The Game.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-114654215664673336?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/114654215664673336/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=114654215664673336' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/114654215664673336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/114654215664673336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/05/punk-dark-psicodlico-primeiro-eles.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27397268.post-114653886762086362</id><published>2006-05-01T19:59:00.000-07:00</published><updated>2006-05-01T20:01:07.630-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>EDITORIAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tem uma coisa que eu tenho aprendido nos últimos anos, essa coisa é: quando vc leva uma vida com um quê de marginal, só existe uma maneira de escapar das inegáveis acusações de que acaba, invariavelmente, sendo alvo. Acusando-se antes. Pois bem: antes que me denunciem por plágio, eu admito. O nome desse blog é baseado – na verdade, plagiado mesmo – descaradamente do livro de Hunter Thompson: “Rum – Diários de um Jornalista Bêbado”.&lt;br /&gt;Mas não espere das linhas que vc lerá aqui – caso se dê ao trabalho, é claro - uma cópia thompsoniana do gonzo. Até porque isso seria muita pretensão da minha parte. E no mais, não gosto de cópias, embora não tenha nada contra as que são bem feitas. O que será escrito aqui pode soar sujo, descarado, imoral, ou coisa de gente que não tem nada para fazer mesmo. E para aqueles que chegarem a essa conclusão, vai o meu recado: vcs chegaram a mais sublime expressão da verdade. A intenção é essa mesmo. Nada mais do que jogar merda no ventilador.&lt;br /&gt;Se alguém quisesse me traduzir em dois vícios, eles com certeza seriam: minha grande capacidade de me meter em encrenca e a minha maior capacidade ainda em ser do contra, contestar tudo, argumentar e tocar um foda-se para todas as verdades absolutas. Como diria Oscar Wild: “Sempre que alguém acaba por concordar comigo, sinto a senssação de que estou terrivelmente errado”. Se existem coisas na qual eu nunca consegui me enquadrar, essas coisas são dogmas. Até porque, sempre procurei ser um cara aberto a todo tipo de idéia. Nunca descartei nada antes de conhecer. Por isso, nunca pensei duas vezes antes de mudar de opinião ou de postura diante de determinadas coisas, quando julgava isso o correto a ser feito. Mas, nem por isso, sou volúvel ou um cabeça-oca qualquer que troca de idéias da mesma maneira que troca a camiseta. Prefiro pensar que evolui muito, e procuro estar evoluindo sempre.&lt;br /&gt;Bem, como eu já disse, odeio dogmas. Por isso sou ateu, por isso não me filio a nenhum partido político, por isso não sou de direita, de esquerda ou de centro. Por isso, talvez muita gente me ache um pervertido. E é também por isso que odeio que me embutam rótulos. Odeio ser tachado de qualquer coisa que seja porque a única finalidade que existe em um rótulo é a de a te limitar e impedir que vc cresça – em todos os sentidos da palavra. E algumas pessoas ficam tão presas aos rótulos que lhes são atirados ao colo que acabam deixando de aproveitar muitos aspectos de suas vida. Tem gente que fica tão preso a amarra de intelectual que se sente culpado ao sentar na mesa de um desses bares pé sujo, tomar uns tragos e conversar com o seu melhor amigo. Ou que fica tão presa a palavra desregrado que não se admite ler Drummond porque pode acabar virando “um desses nerds CDFs”. E, tanto em um lado, como em outro, essa não é uma coisa que eu queira pra mim.&lt;br /&gt;Não tenho preconceitos, mas também não sou adepto de discursos apaziguadores. Aquele papinho do tipo: “eu não gosto, mas respeito”. Não é comigo. Se eu acho que o negócio é uma merda, é uma merda e pronto. E não existe meio-termo para a merda. Pelo menos até quando consigam me provar o contrário.&lt;br /&gt;E isso é mais ou menos um pouco do que poderá ser visto nesse borrão de tinta virtual. Chame como quiser. Goste ou odeie. Os comentários concordantes serão bem-vindos da mesma maneira daqueles que virão para esculhambar. Assim como a ausência de ambos. Afinal, muitas vezes, o silêncio pode dizer muitas coisas. Embora eu prefira o barulho das coisas indo pelos ares.&lt;br /&gt;Caos e Subversão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27397268-114653886762086362?l=diariosdorum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdorum.blogspot.com/feeds/114653886762086362/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27397268&amp;postID=114653886762086362' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/114653886762086362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27397268/posts/default/114653886762086362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdorum.blogspot.com/2006/05/editorial-se-tem-uma-coisa-que-eu_01.html' title=''/><author><name>sandoval matheus</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
